Por Bruce Barbosa
O dono do Banco Master (foto) dava festas em Trancoso.
Caviar.
Vinho de R$50 mil a garrafa.
Garotas de programa.
Políticos. Senadores. Ministros.
Na entrada: detector de metal.
Celulares proibidos.
Ninguém podia gravar nada.
Ninguém.
Exceto ele.
Vorcaro tinha câmeras escondidas em toda a casa.
Gravou tudo.
Todo mundo.
Tudo.
As festas tinham até apelido: “Cine Trancoso.”
Agora esses vídeos estão em 8 celulares apreendidos pela PF.
E foram parar numa sala-cofre da CPMI no Congresso.
Parlamentares entraram pra ver.
Saíram em silêncio.
Um ex-ministro de Bolsonaro ligou em pânico pra colegas da CPMI:
“amo muito minha mulher e fiz coisas que me arrependo.”
Um senador aparece de sunga em poses sensuais com uma modelo loira.
Caciques do Centrão começaram a ligar desesperados pedindo pra comissão “ignorar o conteúdo íntimo.”
Sabe o que aconteceu depois?
O ministro André Mendonça mandou TRANCAR a sala-cofre.
Ninguém mais pode acessar.
Resumo: o banqueiro filmava todo mundo. Guardava tudo no celular.
E agora que tá preso, o celular virou a arma mais perigosa do Brasil.
O vinho era de R$50 mil.
Mas quem pagou foi você.
Dinheiro de aposentado.
Dinheiro de CRA.
Dinheiro do INSS.
A festa era deles.
A conta é sua.

Bruce Barbosa é analista de investimentos e tem sido crítico contundente da situação envolvendo o Banco Master
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