“As ameaças recebidas pelas duas jornalistas e largamente difundidas nas redes sociais precisam ser imediatamente investigadas e seus responsáveis punidos, numa manifestação direta de que esse tipo de comportamento não pode afetar a liberdade de imprensa nem a segurança física e emocional dos jornalistas”, diz a nota.
Mulher cristã

Débora é casada com o pintor Nilton Cesar dos Santos, que tem cuidado dos filhos enquanto a esposa está presa (foto acima).
Frequentadora da Igreja Adventista do 7º dia, ela é descrita como “mulher cristã, justa, honesta e que sempre defendeu a família” por parentes.
Ela foi denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O julgamento de Débora começou ontem (21) no plenário virtual da Corte e Alexandre de Moraes votou para condená-la a 14 anos de prisão. Neste sábado, Flávio Dino seguiu o voto do relator.
Caminho do crime
Apesar de tentar passar uma imagem de injustiçada, de perseguida, Débora aparentemente não teve atitudes cristãs quando deixou seus filhos pequenos para participar dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Na linguagem do Direito Penal, existe um conceito-chave: iter criminis — o “caminho do crime”.
Ele descreve a progressão entre a ideia criminosa e a concretização, passando por etapas como cogitação, preparação, execução e, se consumado, o resultado final.
No caso de Débora, o gesto com o batom foi apenas o último passo de um trajeto longo, consciente e articulado, como detalhado no voto do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o relator, Débora aderiu, desde o final das eleições de 2022, a movimentos que negavam a legitimidade do processo eleitoral.











