Por Jarbas Capusso Filho

O Brasil, esse país abençoado por Deus e bonito por natureza, não está preparado para ondas de calor extremo. Esta semana, no Rio de Janeiro, a sensação térmica foi de 58° graus. Ou seja, estava a própria antessala do inferno. Mas, não é só uma onda de calor. Estamos assistindo uma crise climática que, pelos dados científicos, só tende à piorar. Lembram do “que mundo vamos deixar para os nossos filhos?”, pois bem, senta que lá vem história.
Mas a crise climática obviamente não é causa, não é natural, é consequência. De quê mesmo? Repitam comigo: por causa da exploração desenfreada dos recursos naturais do planeta, do famigerado capitalismo. Um modelo econômico que sempre se sobrepôs à natureza, e ao ser humano, em prol do lucro.
À partir do início dos anos 70, surgiu a versão mais predatória, o neoliberalismo, implementado sob golpe militar, no Chile: a escola de Chicago. Depois, com Margaret Thatcher e Ronald Reagan, a praga se espalhou pelo mundo.
Opinião minha, tá? Achar que esse 1% de super bilionários que concentram a renda do mundo, ou às grandes nações, farão um pacto para salvar o planeta, na boa, é como jogar suas únicas fichas num caça níquel viciado em Las Vegas. Não haverá pacto. Tanto que o que se considera, hoje, é um paliativo Agora, é como faremos para nos adaptar às mudanças climáticas. Não é? Como viver à uma temperatura constante acima de 40° graus e suportar secas, tempestades, alagamentos e desertificação da Amazônia. Um exemplo? As chuvas torrenciais em SP = 2 milhões de pessoas sem energia.
Vamos lá. Esta é a quarta onda de calor extremo só neste segundo semestre. 2023 pode ser considerado o ano mais quente em 125 anos. O El Nino que se dissipa sempre nos primeiros meses do ano, sobrevive até agora por causa do aquecimento da superfície dos oceanos, graças ao derretimento das calotas (gelo) polares. Isso tudo porque estamos chegando à 1.5 mts à mais, do aquecimento pós revolução industrial. Porém, tudo leva a crer, que chegaremos à 2.0 em menos de 30 anos!
Para piorar, a desigualdade social. Enquanto poucos têm ar condicionado até no bidê, você vai tratar a sua desidratação numa enfermaria, sem ter sequer um ventilador.

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