Vacina ou morte?

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Por Adriana do Amaral

As mortes entre os vacinados e o medo da morte pela vacina

Somando na segunda-feira (8) mais de 474 mil mortes em consequência da #Covid-19, a ausência de informação de qualidade ainda ameaça a vida dos brasileiros. Desde março de 2020, quando o #coronavirus começou a fazer parte do universo dos seres humanos, parece que os ruídos na comunicação ainda aumentam os riscos da #Covid-19.

Estamos bem perto de atingirmos a meio milhão de mortos no Brasil, pessoas vitimadas por uma doença que ainda não está totalmente conhecida e têm riscos aumentados pelas mutações virais. Em meio a tanta insegurança, a falta de uma comunicação institucional assertiva confunde parte da população, que ainda não sente riscos reais à própria vida.

Em síntese, as pessoas aprenderam que era preciso ficar em casa, higienizar mãos, corpo, roupas e alimentos, evitar contato humano. O que foi reduzido, com o passar dos tempos e as novas recomendações da #OMS (Organização Mundial da Saúde) para a obrigatoriedade do uso de máscaras nos lugares públicos e a higienização das mãos com água e sabão em casa e com álcool em gel quando na rua.

Com o advento da vacina, parte da sociedade celebrou a imunização, parte vê no medicamento o objeto do desejo e uma parcela nada insignificante teme ser vacinado. E não estou falando do movimento antivacina, que é crescente no mundo, mas especificamente da vacina contra a #Covid-19.

Pessoas que se tornam um risco ambulante, pois vêm e vão transitando pelos lugares e recebendo parentes e amigos em casa. Brasileiros que afirmam abrirem mão do direito de ser vacinado e até mesmo de exigir o direito de não ser vacinado. Boa parte deles, entretanto, tem a opinião alicerçada em boatos e na falta de informações claras e muitos que tomaram a primeira dose promovem encontros entre vacinados, celebrando a vida ignorando que o vírus age rapidamente e pode matar no intervalo entre as doses.

Falta de informação gera desinformação e ruídos comunicacionais

Caminhando pelas cidades não vemos materiais de informação direcionadas, salvo a placa: proibido entrar sem máscara ou uso obrigatório de máscara. As notícias sobre a #pandemia circulam geralmente relacionadas às notícias, sem uma campanha massiva em território nacional. Isso, sem falar no discurso dúbio de autoridades, que parecem querer confundir e fomentar a ignorância.

No início da #pandemia os jornais argentinos somaram na campanha pela informação numa capa comum, onde a mensagem era única. Foi lindo ler!  Meses depois alguns jornais brasileiros repetiram a ação, mais modestamente. Enquanto isso, o #MinistériodaSaúde e o #ProgramaNacionaldeVacinação continuam devendo.

Vivemos na expectativa da terceira onda num país onde a geografia e a irresponsabilidade do governo federal promove a desinformação. O presidente da República é o porta-voz da ignorância, espelhando as más-práticas ao não usar máscara, promover um tratamento precoce inexistente, insistir em fármacos ineficazes, difundir “cortinas de fumaça” para confundir o debate e, sobretudo, não se vacinando publicamente.

No sábado (5), o estado de São Paulo realizou um mutirão visando vacinar àqueles que não foram tomar a segunda dose da vacina. Em todo o país, estima-se que 4 milhões de pessoas não voltaram aos postos de vacinação. Pouco se sabe os porquês. Seria precisa identificar os motivos para entender esse fenômeno.

O Brasil ocupava, em maio, a 58a posição entre os países no ranking de vacinação. São Paulo, o maior estado da nação, aplicou menos de 19 milhões de doses para uma população de mais de 44 milhões de habitantes. Pouco mais de 23% entre os brasileiros receberam pelo menos um dose da vacina (menos de 50 mil doses aplicadas) e se levarmos em consideração as duas doses, apenas 10% dos brasileiros estão idealmente imunizados contra a #Covid-19

A ciência ainda não tem todas as respostas. Não sabemos se as vacinas serão resistentes às novas cepas do #coronavírus nem mesmo quanto tempo durará a imunização. Estamos correndo contra o tempo, e estamos ficando para trás.

De acordo com o #Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), 16.841.408 brasileiros foram infectados pelo vírus Sars-Cov 2. Nesse cenário, a #OMS (Organização Mundial da Saúde) repete que é preciso atenção e anunciou estar especialmente preocupada com a situação atual da #pandemia na América Latina.

Não faltam razões para intensificar as campanha de informação. Sobrariam razões para não divulgá-las? Parece que sim.

A #CPIdaCovid diariamente nos sinaliza o caos que estamos vivendo, prestes a morrer.

Crédito da foto: #GazetaViews

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