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greve metrô

Tarcísio brinca com fogo ao desafiar os metroviários

Por Simão Zygband

Trabalhei por quatro anos como assessor de imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Aprendi muito com a categoria de quem, confesso, tenho uma ponta de inveja. O Jornalistas, ao qual sou sindicalizado, em momento algum conseguiu organizar os trabalhadores da mesma forma como os funcionários do Metrô. Eles são disciplinados e organizados. Não são de correr da raia.

O governador estrangeiro, Tarcísio de Freitas, não sabe com quem está brincando. Pensa que igual ao seu comandante, o genocida Bolsonaro, vai resolver a questão na malandragem e passando a perna em uma categoria forte e vibrante como a deles.

Ele tentou dar um passa-moleque nos metroviários fazendo um acordo de que iria liberar a catraca enquanto negociava com a categoria, mas não cumpriu o trato. Resultado: o metrô esteve 100% paralisado. O governador bolsonarista não só mentiu, como apelou para a Justiça para tentar acabar com a greve.

Todo mundo sabia que este Tarcísio não tinha a menor condição de governar São Paulo. Não conhece as questões do Estado a fundo. Vai querer resolver as questões de litígio na malandragem e na porrada, mas não vai conseguir. Assim como o seu comandante, o genocida Bolsonaro, acha que todo mundo é trouxa. Pode-se dizer isso em relação a seus eleitores, que acreditaram no conto da carochinha.

Os Metroviários têm consciência de classe. Não se deixam enganar facilmente. Se acharem que é hora de recuar, assim o farão. Mas não creio que esta desfeita vá passar batido. Tarcísio quer chegar em São Paulo e “ir sentando logo na janelinha”. Vender a Sabesp, não negociar com as categorias organizadas como a dos trabalhadores do metrô, ou passar as obras do Rodoanel para empresa inabilitada (como fez).

Não será uma boa ele medir força. Ele precisa lembrar que seu líder está foragido e perdeu as eleições na cidade de São Paulo, onde se situa este meio de transporte. Precisa negociar direito para o metrô não ficar parado por muito tempo.

Todo o meu apoio aos companheiros metroviários. Até a vitória!

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