Construir Resistência

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Neymar E Luciano Huck

Neymar e Luciano Huck, os predadores ambientais

Por Simão Zygband   As peripécias do menino Neymar, um tipinho estranho que agora investe em privatização das praias, tornando-se um especulador em benefício próprio das riquezas brasileiras, bem demonstra o perfil dos apoiadores do extremista Jair Bolsonaro, que só pensam em encher os bolsos em detrimento dos anseios da maioria da população. Neymar e Luciano Huck são representantes de um tipo de gente que quer lucrar sobre as riquezas naturais que pertencem a todo o povo brasileiro. E quando se permite a especulação, atrás de projetos que visam exclusivamente o lucro, passa todo tipo de especulador que, muitas vezes, nem dá para se chamar assim. Haja vista a terra de ninguém que se transformou a Amazônia, depois que o desgoverno do negacionista Bolsonaro, ídolo dos dois predadores, passou a boiada na Amazônia, liberando terras indígenas para o garimpo ilegal, onde a criminalidade acabou tomando conta e culminou com a morte do indigenista Bruno Araújo Pereira, ao lado do jornalista Dom Phillips, correspondente do jornal inglês The Guardian. Bruno era ex-funcionário da Funai, defensor dos povos indígenas e atuante na fiscalização de invasores, como garimpeiros, pescadores e até traficantes. Foram assassinados e tiveram seus corpos cruelmente queimados. O jogador, que foi um dos apoiadores aberto do extremista Jair Bolsonaro, chegando a defender a candidatura do miliciano em sua propaganda eleitoral, é o responsável pelo financiamento e construção de um empreendimento bilionário que visa privatizar 100 km do litoral nordestino se valendo da eventual aprovação no Congresso Nacional da PEC 3/2022, encabeçada e defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma excrescência que pode culminar, inclusive, com a cobrança de ingressos para frequentar as praias brasileiras, já que elas se tornarão propriedade dos especuladores imobiliários, onde pretende investir o esnobe ex-atleta da seleção brasileira. Já Luciano Huck é um dos primeiros especuladores da ilha de Fernando de Noronha, construindo uma pousada em sociedade  com os empresários Pedro Paulo Diniz, João Paulo Diniz e José Gaudêncio. Eles conseguiram autorização de funcionamento  sem autorização do Ibama,  descumprindo ordem do Judiciário e a falta de licenciamento. Gastaram uma fábula para explorar o lugar paradisíaco, sem contrapartida ambiental e agindo de maneira ilegal.   Simão Zygband é jornalista,  editor do site Construir Resistência, com passagens por jornais, TVs e assessorias de imprensa públicas e privadas. **************************************** O CONSTRUIR RESISTÊNCIA DEPENDE DO SEU APOIO  PIX para o editor Simão Félix Zygband 11 911902628 (copie e cole este número no pix)      

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Recado para quem quer punir Biden por Gaza elegendo Trump

Por Lúcia Guimarães – UOL Quem se lembra de Ralph Nader? Se você vive em Chicagovive em Chicago ou Guaratinguetá, sua vida foi e é afetada por este senhor que comemorou 90 anos em fevereiro. Nader, o pai dos movimentos de defesa do consumidor, é um responsável pela introdução de cintos de segurança  na década de 1960, entre várias outras mudanças na indústria americana. Mas também não podemos esquecer de Ralph Nader por um motivo nnefasto.Ele ajudou a eleger o republicano George W. Bush, em 2000, concorrendo pelo Partido Verde, sem a menor chance de vitória. O democrata –e ambientalista!— Al Gore perdeu por 537 votos na Flórida, e a Suprema Corte decidiu num dos momentos mais vergonhosos do tribunal. Nader recebeu 97.421 votos no estado. Ralph Nader é um homem honrado. Um homem honrado a quem devemos o mentecapto que disputa com Donald Trump a infâmia de ser o mais catastrófico presidente da história dos EUA, o arquiteto da criminosa invasão do Iraque, em 2003, com base em mentiras sobre a culpa pelos ataques terroristas do 11 de setembro. A Guerra do Iraque ainda repercute sobre a soberania de países, produziu o terror do Estado Islâmico provocou a explosão do militarismo privado e erodiu a ordem internacional que os EUA ajudaram a criar, depois da Segunda Guerra Mundial. Não trouxe democracia para o Oriente Médio e aumentou a instabilidade global. Se o planeta sobreviver ao negacionismo climático, a guerra há de ser citada no futuro como um forte empurrão ladeira abaixo no poder americano. Ralph Nader continua a negar que sabia —e ele sabia bem— que estava, na prática, em campanha por Bush. Mas sua prioridade era convencer a esquerda de que era preciso usar o voto como protesto pelo notoriamente antidemocrático processo de escolha de presidentes neste país. O mesmo homem que tinha feito carreira como militante de base, num sistema em que, na época, a Presidência tinha poderes mais limitados e mais bem monitorados pelo Legislativo e pelo Judiciário. Não poderia descrever aqui com precisão meu desprezo por Ralph Nader porque a Folha cancelaria esta coluna. Mas posso tentar descrever o que me assusta neste ano. A tolerância de Joe Biden ao grotesco assassinato em massa de civis palestinos é abominável. Pode custar ao país a reeleição aterradora de Donald Trump? Sua campanha parece acreditar que não. Mas não sou eleitora de Joe Biden, votei em Lula para derrotar outro monstro. Estou em campanha pelo mundo que os meus netos vão herdar. A militância esquerdista de base que emergiu neste milênio nos EUA aprendeu pouco com a eleição de 2000, menos ainda com a rejeição santarrona a Hillary Clinton, que nos presenteou com Trump, em 2016. Essa militância ignora, há três anos, ações progressistas do Executivo e alguns dos avanços legislativos mais importantes desde a Presidência do produtivo patife Lyndon Johnson. Não há justificativa para o horror de Gaza. Nem por um esforço que traga Trump de volta. Duas coisas podem estar terrivelmente erradas. O jornalista e escritor I.F. Stone, morto em 1989, foi um dos mais admirados expoentes da esquerda neste país. Certa vez, durante uma palestra, um espectador lhe cobrou explicações por admirar Thomas Jefferson, um dos fundadores da República, que era também proprietário de escravos, no século 18. A resposta de Stone foi sucinta: “Porque a história é tragédia, não melodrama.” Lúcia Guimarães é jornalista

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Acertada a decisão do presidente Lula de retirar o embaixador brasileiro em Israel

Por Simão Zygband Acertada a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de retirar o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, e o nomear como representante do Brasil na Conferência de Desarmamento da ONU em Genebra. Não tinha como não demonstrar que o assassino Benjamin Netanyahu tinha ultrapassado todos os limites do aceitável. Já não era de hoje e nem a primeira vez. Mas o ataque israelense a um campo de refugiados palestinos em Rafah, na Faixa de Gaza, que deixou 45 mortos, inclusive com extrema crueldade, torna indiscutível qualquer outra decisão. A retirada do embaixador foi publicada nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União. O presidente Lula não indicou ninguém para ocupar o cargo em Tel-Aviv e nem há previsão de quando o fará. Este é considerado o gesto diplomático mais duro do governo brasileiro em resposta aos ataques israelenses desde o início da guerra contra o Hamas. A relação entre os dois países está estremecida desde fevereiro. Na ocasião, o presidente Lula foi considerado “persona non grata” pelo governo de Benjamin Netanyahu por ter associado os ataques a civis na Faixa de Gaza ao genocídio de judeus promovido pelo nazismo. Ao mesmo tempo, Meyer foi chamado pelo ministro das Relações Exteriores israelense, foi repreendido e cobrado a se desculpar em nome do governo brasileiro, o que nunca ocorreu. Isso não significa dizer que o estado de Israel deva desaparecer do mapa e que todos os judeus sejam dizimados, como desejam as lideranças extremistas dos palestinos, hoje representados desafortunadamente pelo Hamas. Assim como a de Netanyahu, o promotor do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, pediu a prisão dos três líderes do Hamas, por supostos crimes de guerra e contra a humanidade. Como sempre disse, trata-se dos dois lados podres, extremistas e de direita da mesma moeda, joguetes nas mãos dos vendedores de armamentos, aliás, os verdadeiros assassinos das criancinhas judias e palestinas. Aproveito para trazer a reflexão partes do texto da jornalista espanhola, Pilar Rahola, intitulado “Um Vestido Novo Para Um Ódio Antigo”, que achei interessante e que circula pela internet. “Segunda-feira à noite, em Barcelona. No restaurante, uma centena de advogados e juizes. Eles se encontraram para ouvir minhas opiniões sobre o conflito do Oriente Médio. Eles sabem que eu sou um barco heterodoxo, no naufrágio do pensamento único, que reina em meu país, sobre Israel. Eles querem me escutar. Alguém razoável como eu, dizem, por que se arrisca a perder a credibilidade, defendendo os maus, os culpados? Eu lhes falo que a verdade é um espelho quebrado, e que todos nós temos algum fragmento. E eu provoco sua reação: “todos vocês se sentem especialistas em política internacional, quando se fala de Israel, mas na realidade não sabem nada. Será que se atreveriam a falar do conflito de Ruanda, da Caxemira, da Chechenia?”. Não. São juristas, sua área de atuação não é a geopolítica. Mas com Israel se atrevem a dar opiniões. Todo mundo se atreve. Por quê? Porque Israel está sob a lupa midiática permanente e sua imagem distorcida contamina os cérebros do mundo. E, porque faz parte da coisa politicamente correta, porque parece solidariedade humana, porque é grátis falar contra Israel. E, deste modo, pessoas cultas, quando lêem sobre Israel estão dispostas a acreditar que os judeus têm seis braços, como na Idade Média, elas acreditavam em todo tipo de barbaridades. Sobre os judeus do passado e os israelenses de hoje, vale tudo. A primeira pergunta é, portanto, por que tanta gente inteligente, quando fala sobre Israel, se torna idiota. O problema que temos, nós que não demonizamos Israel, é que não existe debate sobre o conflito, existe rótulo; não se troca ideias, adere-se a slogans; não desfrutamos de informações sérias, nós sofremos de jornalismo tipo hambúrguer, fast food, cheio de preconceitos, propaganda e simplismo. O pensamento intelectual e o jornalismo internacional renunciaram a Israel. Não existem. É por isso que, quando se tenta ir mais além do pensamento único, passa-se a ser o suspeito, o não solidário e o reacionário, e o imediatamente segregado. Por quê? Eu tento responder a esta pergunta há anos: por quê? Por que de todos os conflitos do mundo, só este interessa? Por que se criminaliza um pequeno país, que luta por sua sobrevivência? Por que triunfa a mentira e a manipulação informativa, com tanta facilidade? Por que tudo é reduzido a uma simples massa de imperialistas assassinos? Por que as razões de Israel nunca existem? Por que as culpas palestinas nunca existem? Por que Arafat é um herói e Sharon um monstro? Em definitivo, por que, sendo o único país do mundo ameaçado com a destruição é o único que ninguém considera como vítima? Eu não acredito que exista uma única resposta a estas perguntas. Da mesma forma que é impossível explicar a maldade histórica do antissemitismo completamente, também não é possível explicar a imbecilidade atual do preconceito anti-Israel. Ambos bebem das fontes da intolerância, da mentira e do preconceito. Se, além disso, nós aceitarmos que ser anti-Israel é a nova forma de ser antissemita, concluímos que mudaram as circunstâncias, mas se mantiveram intactos os mitos mais profundos, tanto do antissemitismo cristão medieval, como do antissemitismo político moderno. E esses mitos desembocam no que se fala sobre Israel. Por exemplo, o judeu medieval que matava as crianças cristãs para beber seu sangue, se conecta diretamente com o judeu israelense que mata as crianças palestinas para ficar com suas terras. Sempre são crianças inocentes e judeus de intenções obscuras. Por exemplo, a ideia de que os banqueiros judeus queriam dominar o mundo através dos bancos europeus, de acordo com o mito dos Protocolos (dos Sábios de Sião), conecta-se diretamente com a ideia de que os judeus de Wall Street dominam o mundo através da Casa Branca. O domínio da imprensa, o domínio das finanças, a conspiração universal, tudo aquilo que se configurou no ódio histórico aos judeus, desemboca hoje no ódio aos israelenses. No subconsciente, portanto, fala o DNA antissemita ocidental, que cria um eficaz caldo de cultura.

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População do RS reduzirá com migração de refugiados climáticos

Por Alfredo Herkenhoff A grandeza de uma tragédia nem sempre é delimitada pelo número de mortos, aliás, os mortos na boate Kiss incendiada em Santa Maria são números mais terríveis do que o 160 das enchentes atuais. O aluvião na Região Serrana do Rio uns 14 anos atrás foi quase 10 vezes mais mortal do que a enchente atual no desastre climático, político e neoliberal no Rio Grande do Sul. A atual desgraceira ambiental, destruindo bairros inteiros e pequenas cidades, 100 mil casas que não existem mais, é a maior catástrofe natural da história do Brasil. E pouca gente está falando uma coisa que se pode prever com facilidade, que é a migração dos refugiados climáticos gaúchos. A população do Rio Grande do Sul vai diminuir nos próximos dois anos porque muitas vítimas não terão chances nem função no processo de reconstrução. As vítimas, em parte, vão buscar viver nos outros 26 entes da federação brasileira. A propósito, uma forma de apoiar as vítimas do Rio Grande do Sul, uma possibilidade é que 25 estados brasileiros e o Distrito Federal recebam refugiados climáticos do Rio Grande o Sul, dando a eles empregos, oportunidades, sonhos e esperanças. Muitos deles poderão retornar ao seu querido Rio Grande do Sul nos próximos anos em meio a novas famílias que aparecerão numa grande miscigenação cultural da nossa nacionalidade. O modesto estado do Espírito Santo, por exemplo, um que tem população de menos de 5 milhões de habitantes, pode, com apoio federal, do governo estadual, das prefeituras e de empresários, receber uns 50.000 refugiados climáticos gaúchos já neste ano de 2024…  

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A implosão de Porto Alegre

Por Moisés Mendes – no Brasil 247 Água, fezes, ratos e lixo brotam do chão de Porto Alegre. Bueiros estouram como furúnculos da cidade doente. Bairros das periferias, que já não contavam com recolhimento de lixo, como o entorno da Hípica, na zona sul, são grandes aterros de imundícies. O centro da cidade e bairros pobres e ricos são aterros sanitários. Porto Alegre fede. As ações destrutivas acabaram com Porto Alegre. Não foi o negacionismo. Não atribuam ao negacionismo o que é ação deliberada de sabotagem em nome do poder do dinheiro. Não ofereçam atenuantes aos criminosos definidos genericamente como neoliberais. Há sabotagem contra o meio ambiente do entorno das cidades, de áreas rurais, rios, encostas. Sabotagem pela ocupação do solo urbano, da especulação imobiliária, do vale tudo em nome do poder econômico. Não tem nada de negacionismo. O mundo é destruído, em Porto Alegre, Gramado, Petrópolis, Sorocaba, Salvador e Taquari por ações deliberadas de quem acha que conseguirá gerir os danos que provoca. Tudo é ação destrutiva autorizada pelo poder político a serviço do poder empresarial urbano e do agro pop. Até os ratos sabem disso. Não é negacionismo. Parem com essa conversa de negacionismo. É um plano, um planejamento, uma articulação. Mas como esse plano acaba conspirando contra seus idealizadores e executores? Porque muitos deles continuam achando que terão sempre o controle da situação. Que vão controlar os rios e suas margens degradadas. Que controlarão a destruição e as inundações das cidades. Até o dia em que um dilúvio anuncia que nada mais tem controle. E temos então as mortes e os danos causados por ação deliberada, planejada, projetada, calculada de destruição. Uma destruição que eles consideravam gerenciável. Porto Alegre implodiu porque Sebastião Melo e Eduardo Leite e seus cúmplices achavam que as ações destrutivas não tinham um limite. Que gambiarras iriam resolver as sequelas que eles autorizam ou provocam. Os ratos sabem que até os bueiros de Porto Alegre eram lacrados com cimentos, para nivelar as tampas com o asfalto. Tudo era enjambrado. Tudo é gambiarra. O muro alquebrado, os diques que estouram, a drenagem sem bombas. Porque a enjambração permitiria o avanço das ações destrutivas. Era possível gerir o caos. Tudo o que foi destruído na parte de cima do Estado, na Serra, nos vales do Rio Pardo e do Taquari, tudo deságua em Porto Alegre. A morte desagua no Guaíba. E o Guaíba avisou que iria implodir a cidade. O Guaíba não consegue absorver a destruição que vem de toda parte. A devastação exercida pelos macrodestruidores mundiais. Pelos médios destruidores nacionais e estaduais e pelos microdestruidores municipais de rios e solos. A destruição é liderada pelos falsos negacionistas do aquecimento global. Não são negacionistas. São destruidores deliberados, planejados e organizados de todas as formas de vida. Porto Alegre passa a ser um case mundial, por absorver as grandes e pequenas destruições de todas as esferas e de todo o entorno. É a cidade modelo de destruição a toda Terra, que nem a mais cruel distopia poderia ter imaginado. Não é negacionismo, é empreendedorismo criminoso e impune exacerbado pelo bolsonarismo. A implosão da cidade pelas águas que brotam com ratos e merda é a vitória da realidade sobre a ficção. As águas podres infectam as ruas, mas até os ricos não têm água nas torneiras. O Guaíba se vingou de quem nem sabe direito se ele é rio ou lago. Ele, com pronome pessoal, é o verdadeiro dono de Porto Alegre. Ele é quem pede para ser salvo, ou nada irá salvar a cidade.  

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Kotscho recebe troféu Audálio Dantas 2024 no Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, 7 de junho

Por Divulgação  A homenagem é prestada  àqueles que dedicam suas vidas à defesa da Democracia, Justiça, Direito à Informação e Liberdade de Expressão. Aos 76 anos, o jornalista e escritor Ricardo Kotscho receberá no dia 7 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo o troféu Audálio Dantas. A cerimônia será realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, com início às 19h30 e transmissão ao vivo pela Rede Câmara. Kotscho é atualmente articulista do Canal “MyNews”. Foi Secretário de Imprensa e Divulgação do Governo Lula entre 2002 e 2004, posto do qual se descompatibilizou para ter mais tempo de escrever suas memórias e retomar sua carreira de jornalista. Nascido em São Paulo, em 18 de março de 1948, o jovem Ricardo trabalhou como ajudante de jornaleiro e redator de jornais de bairro. Foi repórter especial de O Estado de S. Paulo (1967 a 1977) e da Folha de S. Paulo nos anos 1980, com atuação significativa sobretudo ao longo da campanha das Diretas. Também foi correspondente internacional do Jornal do Brasil na Alemanha e, a convite de Mino Carta, que então comandava a equipe da revista IstoÉ, assumiu posto na publicação em plena redemocratização do país. Nos anos 2000 viria o convite para ocupar a Assessoria de Imprensa da primeira campanha de Lula para a Presidente. Kotscho também participou da segunda campanha que levaria Lula à Presidência da República, nas eleições de 2002. Ricardo Kotscho é autor de vários livros, dentre eles, A prática da reportagem (Ática), Serra Pelada, uma ferida aberta na selva (Brasiliense), Explode um novo Brasil – Diário da campanha das Diretas (Brasiliense) e Uma vida de repórter – Do golpe ao Planalto (Companhia das Letras). O Troféu A ideia do troféu surgiu em 2016 com o nome “Indignação, Coragem e Esperança” por iniciativa conjunta da OBORÉ, Agência Sindical e Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé para homenagear Audálio Dantas. O jornalista se destacou na luta em defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão, especialmente no período em que foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, de 1975 a 1979 e de 1982 a 1983, durante a ditadura militar. A primeira e única edição do prêmio “Indignação, Coragem, Esperança” foi entregue ao próprio Audálio Dantas em 8 de julho de 2017, dia do seu aniversário de 88 anos. Depois de seu falecimento, em 30 de maio de 2018, o troféu foi rebatizado com seu nome, ganhou novas adesões de entidades de jornalistas e de organizações que lutam em defesa da democracia. Tornou-se um prêmio unitário com o propósito de lembrar a importância de Audálio Dantas em momentos cruciais da história recente do Brasil, além de servir de referência e estímulo para novas gerações de jornalistas, radialistas e toda a gente da imprensa. Audálio Dantas, patrono do troféu Conhecido como o repórter que revelou Carolina Maria de Jesus e seu Quarto de Despejo: diário de uma favelada, Audálio Dantas organizou, junto a defensores da democracia, o ato ecumênico em memória de Vladimir Herzog, ocorrido na Catedral da Sé, em 1975, após o assassinato do jornalista por agentes da ditadura, no DOI-Codi de São Paulo. À época, Audálio presidia o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Em 9 de Junho de 2008, foi agraciado com o título de Cidadão Paulista pela Câmara Municipal, através do vereador Eliseu Gabriel (PSB). Audálio iniciou sua carreira como fotógrafo na Folha de S. Paulo e passou pelos mais importantes veículos de comunicação do seu tempo. Integrou as equipes das revistas O Cruzeiro, Realidade, Veja e Quatro Rodas. É autor dos livros As Duas Guerras de Vlado Herzog (Civilização Brasileira), Tempo de Reportagem (LeYa), A Infância de Ziraldo (Callis), O Menino Lula (Ediouro), A infância de Graciliano Ramos (Callis) e Repórteres (Senac-SP). Criação do Troféu A peça Troféu Audálio Dantas é fruto do talentoso trabalho do artista plástico Roger Mátua. A obra foi criada a partir de uma ilustração da Laerte para a 1ª edição do Cadernos de Jornalismo do Projeto Repórter do Futuro, da OBORÉ, em 1996. A tradicional imagem de São Jorge enfrentando o dragão foi ressignificada pelo traço da artista: ao invés de lança, o santo empunha um microfone e em seu elmo há uma câmera. Galeria de homenageados A primeira homenageada com o Troféu Audálio Dantas foi Patrícia Campos Mello, de forma virtual, em 2020, em meio aos piores momentos da pandemia. Mara Régia Di Perna, Luis Nassif e Jamil Chade foram os agraciados em 2021. Julian Assange, Eliane Brum e os jornalistas do Consórcio de Veículos de Imprensa que atuaram na cobertura da pandemia, em 2022. E no ano passado, Valmir Salaro, Bruno Paes Manso, Juliana Dal Piva, Leonardo Sakamoto, Rene Silva e Gregório Duvivier. Promotores A curadoria desta comenda desenrola-se ao longo do ano sob a coordenação da Família Audálio Dantas, OBORÉ, UBE – União Brasileira de Escritores, SJSP – Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Agência Sindical, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e Gabinete do vereador Professor Eliseu Gabriel (PSB). A iniciativa conta com a participação ativa e criativa das seguintes entidades e coletivos: Associação Brasileira de Imprensa, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, ARFOC – Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo, Associação Profissão Jornalista, Canal da Praça, Centro Acadêmico Vladimir Herzog / Cásper Líbero, Coletivo Café Sem Pauta, Colibri & Associados Comunicações, Constructo, Escola Municipal de Ensino Fundamental Vladimir Herzog, Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Fotos Públicas, Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil, Instituto Elifas Andreato, IPFD – Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão em Políticas Públicas e Sociais, Instituto Premier de Educação e Cultura, Instituto Vladimir Herzog, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Jornalistas & Cia, MAR – Museu de Arte a Céu Aberto, Pimp My Carroça e Cataki, Projeto Repórter do Futuro, Rede Nacional de Observatórios de Imprensa, Ricardo Viveiros

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Nisenbaum

Chancelaria negligenciou com refém brasileiro em poder do Hamas

Por Simão Zygband Não é segredo para ninguém que o Brasil está melhor no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que no de seu antecessor. Governos são construção coletiva, já que ninguém é dono da verdade. Mas não poderia deixar de pontuar o que considero uma falha nas relações internacionais promovidas pela Chancelaria brasileira, algo que, a meu ver, beirou a negligência e a omissão. Hoje surge a notícia de que as forças armadas israelenses recuperaram na sexta-feira, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, o corpo do brasileiro Michel Nisenbaum, de 59 anos, que havia sido sequestrado pelo grupo terrorista Hamas. Ele era natural de Niterói, no Rio de Janeiro e desapareceu na manhã de 7 de outubro de 2023, no dia do ataque, quando saiu para buscar a neta de quatro anos em uma base militar na cidade de Re’im, sul do país, onde ela estava com o pai, um soldado do Exército israelense. Supõe-se que tenha sido morto no mesmo dia do seu sequestro.  Como todo e qualquer cidadão brasileiro, independente da sua origem, ele deve receber todo apoio do governo no Exterior, seja através do Consulado ou da Embaixada. Isso parece inquestionável. A mim, não pareceu ter havido nenhum esforço da chancelaria brasileira para tentar libertar o brasileiro. Sequer dar maior divulgação e mostrar a insatisfação do governo brasileiro com o sequestro de um cidadão pátrio. E vão falar em contrário: e as criancinhas palestinas e os 40 mil mortos em Gaza?Não se trata de relações internacionais, nem de definição de estratégia do país nas decisões diplomáticas. Simplesmente Nisenbaum e sua família foram praticamente abandonados à própria sorte. Tenho certeza que o corpo diplomático brasileiro em Israel vai tentar provar o contrário, descrevendo suas ações na tentativa de libertar o refém nacional. Mas não. Houve uma “defesa” pálida e insossa, quase inexistente, como se não tivesse um brasileiro nas mãos dos terroristas do Hamas. Talvez não os considerassem como tal. A omissão tem, portanto, um leve gosto de antissemitismo. Dane-se, afinal é  “apenas” um judeu, quiçá sionista. Lula e seu consultor, Celso Amorim, devem ter temido uma suposta reação negativa, por parecer que com a defesa de Nisenbaum, estavam conivente com o governo sanguinário do extremista Benjamin Netanyahu. Mas não era o caso. O governo brasileiro deveria ter se empenhado mais na localização de Michel Nisenbaum, dado maior repercussão ao caso. Mas não, preferiu se amoitar. Lula certamente recebeu os familiares do refém, mas não jogou nenhum peso para defender o cidadão brasileiro. E se fosse o contrário, um cidadão brasileiro de origem palestina sequestrado pelas forças israelenses? O governo brasileiro não teria se empenhado mais, surfando na gigantesca onda internacional que se formou na defesa do povo palestino, representados desafortunadamente pelos terroristas do Hamas? Lamento que Nisenbaum tenha sido deixado para trás pelo governo brasileiro, apesar de Lula ter dito o contrário. A sua defesa era menos importante do que se posicionar a favor da denúncia da África do Sul no Tribunal da ONU, assinando uma petição que designava Israel como um estado “genocida”? Isso torna o Lula um antissemita? Claro que não. Mas dificulta o duro diálogo interno havido dentro da comunidade judaica exatamente em apoio à sua candidatura e ao seu governo. Nem Hamas, nem Netanyahu, o lado sanguinário e podre da mesma moeda. Meus pêsames aos familiares de Nisenbaum. O CONSTRUIR RESISTÊNCIA DEPENDE DO SEU APOIO  PIX para o editor Simão Félix Zygband 11 911902628 (copie e cole este número no pix) Simão Zygband é jornalista, com ascendência judaica, editor do site Construir Resistência, com passagens por jornais, TVs e assessorias de imprensa públicas e privadas.                  

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O Rio Grande do Sul inundado e sem comando

Por Moisés Mendes no Brasil 247 “A sensação de desamparo dos gaúchos é ampliada pela fragilidade e falta de liderança do governador e do prefeito”. O governador Eduardo Leite e o prefeito Sebastião Melo não têm condições de liderar os esforços para salvar o Rio Grande do Sul e Porto Alegre. Os gaúchos vivem o desafio da sobrevivência e da reconstrução em meio a mais uma cheia, com Porto Alegre inundada de novo e sob o comando de dois gestores enredados em suas fraquezas e incompetências. Não é retórica a pergunta sobre o que irá sobrar do Estado e da capital, se os dois continuarem errando tanto na tentativa de corrigir as próprias omissões e ações destrutivas. Mas fazer o quê? Fazer o que direita e extrema direita sempre tentam quando o poder os incomoda? É possível imaginar que ambos possam ser desautorizados a seguir governando por decisão de legislativos com maioria de direita? É viável convocar uma junta de notáveis de todas as áreas, que salve o Estado? É razoável pensar em fortalecer o ministro extraordinário Paulo Pimenta, para que assuma, por capacidade de liderança e de trabalho, o que Leite e Melo não conseguem fazer? Vamos federalizar a solução de todos os problemas dos gaúchos? Não tem como. Não há nem como pensar em viabilizar politicamente um comando federal mais forte, se esse é um Estado que já era  conservador e foi sequestrado pelo bolsonarismo. São os dilemas da democracia em momentos trágicos. O Brasil se submeteu ao desgoverno de Bolsonaro na hora da pandemia. As instituições se acovardaram e não interromperam as ações genocidas de Bolsonaro. O povo nas ruas não teve forças para derrubá-lo. O Rio Grande do Sul é subjugado agora pelos desgovernos de Eduardo Leite e Sebastião Melo, e a sensação é a mesma, de que não há como contê-los. Ambos são incapazes de tomar as mais singelas decisões pontuais. Ambos foram alertados da primeira cheia. Foram advertidos depois de que, sem prioridade à recuperação urgente do sistema de drenagem de Porto Alegre, a cidade seria alagada de novo. As águas voltaram a invadir Porto Alegre, brotando de bueiros de um sistema degradado por inoperância e sabotagem da prefeitura antes e depois da primeira inundação. Leite pode dizer, como insinuou no Roda Viva, que os problemas de Porto Alegre são do prefeito. Não são. Áreas de toda a Região Metropolitana estão alagadas, com raras exceções. Os problemas não só apenas de Melo, como não são os danos e os esforços de reconstrução enfrentados pelos prefeitos de dois terços do Estado. Falta a Leite e a Melo a capacidade de transmitir confiança, de que estão tentando fazer a coisa certa. Não fizeram quando dos alertas do fim de abril e não fazem agora de novo. Em circunstâncias semelhantes, em empresas e entidades privadas ou mesmo em órgãos públicos com chefias designadas, os dois governantes já teriam sido destituídos. Mas como mandar Leite e Melo embora? As turmas ligadas a eles golpearam Dilma Rousseff por crime de responsabilidade fiscal, que ninguém, nem o mais bem informado dos bolsonaristas, sabe dizer hoje do que se tratava. E não era uma emergência. Leite e Melo lidam com urgências que podem continuar matando gente e destruindo cidades. Podem ser destituídos por crime de responsabilidade socioambiental? É previsível que, mais adiante, o Ministério Público e o Judiciário os enquadrem em delitos por ações destrutivas deliberadas contra o meio ambiente. Mas só mais adiante? E antes se faz o quê? Antes, vamos deixar claro que já sabemos de todas as responsabilidades e que vereadores e deputados estaduais e federais poderão ser apontados formalmente como cúmplices de decisões que levam à destruição. Leite e Melo são duas figuras que se esforçam para esconder o cansaço que carregam junto com a incapacidade de lidar com os desafios acumulados há um mês. A tragédia e suas sequelas se aprofundam junto com a sensação de que os principais governantes do Estado são flagelos da política. Leite e Melo terão de enfrentar também as consequências do desamparo e do desespero que ajudaram a criar.    

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Dirceu E Moro

O incrível país que absolve José Dirceu e Sergio Moro no mesmo dia

Por Simão Zygband   As coincidências  fazem que duas personagens antagônicas da vida política brasileira sejam absolvidas em tribunais superiores diferentes no mesmo dia.  Nesta terça-feira (21), a segunda turma do Supremo Tribunal de Federal (STF) extinguiu a condenação por corrupção passiva, no âmbito da Operação Lava Jato, do ex-deputado federal José Dirceu (PT). Quase que simultaneamente,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu o ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil-PR) da acusação de favorecimento financeiro no processo de sua eleição. Dirceu foi um dos vários perseguidos por Moro, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No julgamento, que começou em março de 2023, o relator Luiz Edson Fachin votou pela manutenção da condenação de José Dirceu. Já o ex-ministro do STF, Ricardo Lewandovski, que atualmente chefia a pasta de Justiça e Segurança Pública, votou pela prescrição da pena, já que a aceitação da denúncia teria ocorrido fora da data da aceitação. Na tarde desta terça-feira, o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro e Gilmar Mendes, que dispensa apresentações, acompanharam Lewandovski e garantiram a maioria de três votos pela extinção da pena. Dirceu foi condenado a 8 anos, 10 meses e 28 dias pela 13ª Vara Federal de Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia absolvido o petista pelo crime de lavagem de dinheiro. Em uma decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu Sergio Moro (União Brasil-PR) da ação apresentada pelo PT e do PL, que pediram a cassação do mandato de senador, O placar foi de 7 votos a 0. Com a decisão, Moro escapa da cassação e mantém seu mandato no Senado Federal. Ele foi eleito no pleito de 2022, pelo estado do Paraná, com 1,9 milhão de votos, e tem mandato até 2030. José Dirceu, o todo poderoso ex-ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Lula, era apontado como o virtual sucessor do presidente. Era o seu homem forte, uma liderança que ajudou a elaborar a estratégia que levou o ex-sindicalista do ABC ao posto mais alto da República. Era quem operava a política, que ajudou a costurar alianças que garantissem a governabilidade. Apesar do passado combativo, foi Dirceu que ajudou a ditar o tom mais moderado do governo, concordando em realizar alianças mais à direita como com o ex-presidente do PTB, Roberto Jeferson. Foi exatamente o seu equívoco. Confiou em um escroque como Jeferson, que no atual cenário, encontra-se encarcerado não por ser um tresloucado extremista de direita, mas por ter disparado contra policiais federais por ocasião de sua prisão. Evidente que Dirceu cumpriu um indesejado e injusto período de prisão, no presídio da Papuda, em Brasília, hoje habitado por golpistas bolsonaristas. Já o marreco de Maringá se livra do processo que poderia cassar o seu mandato, mas nem de longe limpa a sua reputação de juiz imparcial, que promoveu uma caça contra a principal liderança de esquerda da América Latinas, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem perseguiu e manteve ilegalmente na prisão em Curitiba, por longos 580 dias, e contra quem forjou provas. Deveria sim estar preso por ter protagonizado tão escandalosa perseguição.   O CONSTRUIR RESISTÊNCIA DEPENDE DO SEU APOIO  PIX para o editor Simão Félix Zygband 11 911902628 (copie e cole este número no pix)   Simão Zygband é jornalista, editor do site Construir Resistência, com passagens por jornais, TVs e assessorias de imprensa públicas e privadas.        

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