Construir Resistência

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Nunes passa a ser tutelado no plano para que a Rota governe São Paulo

Por Moisés Mendes – em seu blog A cidade de São Paulo está entregue à mediocridade do emedebista Ricardo Nunes porque o prefeito eleito, o tucano Bruno Covas, morreu em 2021. Nunes era o seu vice e está aí tentando a reeleição. Se Nunes for reeleito e morrer, quem assumirá será o seu vice. E o seu vice, na chapa da campanha à reeleição, é o coronel da reserva da Polícia Militar Ricardo Mello Araújo, do PL (foto). Mas Nunes não precisa morrer para que o Projeto Rota funcione. Araújo já comandou a Rota, o batalhão famoso por ações violentas e arbitrárias e por assassinatos em série. Bolsonaro foi quem determinou que o miliar reformado será o vice. E o governador Tarcísio de Freitas foi quem anunciou a decisão. Por que essa escolha é apresentada assim de forma tão explícita como coisa de Bolsonaro e do governador? Porque os dois precisam ser identificados como chefes não só da aliança MBD-PL, mas como padrinhos da escolha de um PM vinculado a um pelotão violento. Bolsonaro e Tarcísio impuseram a Nunes uma missão, a de ser subalterno, com os dois assumindo a mensagem da campanha: a chapa é de extrema direita, com um militar para tutelar os civis. Repete-se o que o próprio Bolsonaro fez com Hamilton Mourão em 2018 e tentou repetir na eleição de 2022 com Braga Netto. Perdeu a eleição e perdeu o golpe, envolvendo o general na trama do movimento golpista. Bolsonaro e Tarcísio militarizam indiretamente o partido que, por trajetória histórica, enfrentou os militares na ditadura, enterrando agora o que restava de pedaços da alma do MDB. O fascismo, que acabou com o PSDB e engoliu suas estruturas em São Paulo, agora engole o MDB de Franco Montoro e Orestes Quércia e que antes foi também de Mario Covas, o avô de Bruno que depois ajudaria a fundar o PSDB. Infiltraram um PM da Rota na campanha do MDB, que já não apita mais nada. O PL de Valdemar Costa Neto, que é chefiado na verdade por Bolsonaro, impôs o que deseja para São Paulo, numa coligação de 12 partidos. O bolsonarismo tem certeza de que o prefeito seria quase um zero sem o apoio impositivo da extrema direita. Em 2017, em entrevista ao UOL, o coronel agora escolhido por Bolsonaro e Tarcísio defendeu que brancos das áreas de ricos e de classe média de São Paulo devem ter tratamento diferente da PM em relação a moradores negros e pobres das periferias. Isso foi o que ele disse: “É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia], da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região nobre de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado”. Nunes sabe que será tutelado, se for reeleito, até porque a eleição para a prefeitura de São Paulo é decisiva para a definição dos rumos da política em 2026, quando da eleição presidencial. Não será preciso que uma fatalidade aconteça e Nunes se ausente da prefeitura. Com ou sem ele, a Rota finalmente tem a chance de governar a cidade de São Paulo, sem intermediários.   Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Foi colunista e editor especial de Zero Hora. Escreve também para os jornais Extra Classe, Jornalistas pela Democracia e Brasil 247. É autor do livro de crônicas ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim)

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Silvio Almeida é aplaudido em culto evangélico ao criticar PL do Estupro

Do ICL NOTÍCIAS Durante seu discurso, Silvio Almeida ressaltou a ligação do cristianismo com os direitos humanos O ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, foi aplaudido por evangélicos ao criticar o PL do Estupro em um culto de que participou na noite desta sexta-feira (21). Almeida foi convidado a participar da celebração religiosa na Igreja Batista da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, por um dos pastores do templo. Durante sua fala, o ministro de Lula disse que “está envenenado pela ideologia do ódio que quer que uma mulher estuprada seja presa”. O ministro disse ainda que quem defende uma polícia violenta “é inimigo dos policiais e está enganado”. O texto do PL, que equipara a pena de aborto à de homicídio, é de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), considerado o porta-voz do pastor Silas Malafaia na Câmara e um dos principais herdeiros políticos do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha. O parlamentar eleito pelo Rio de Janeiro é membro da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo e um dos mais barulhentos defensores de pautas conservadoras no Parlamento. A urgência do projeto foi aprovada pela Câmara, mas o presidente Arthur Lira (PP-AL) recuou após repercussão negativa e deixou a votação para depois do período eleitoral. Ministro Silvio Almeida Silvio Almeida: Cristianismo e direitos humanos Durante seu discurso, Silvio Almeida ressaltou a ligação do cristianismo com os direitos humanos. O ministro carrega a missão de estreitar a relação entre os evangélicos e o governo, que tem grande rejeição entre os religiosos. A presença de Almeida, que é católico, no rito aconteceu a pedido do pastor Ed René Kivitz, cuja igreja é conhecida no meio evangélico por adotar posições mais progressistas. O líder religioso foi, também, um dos poucos a se posicionar publicamente contra uma reeleição de Jair Bolsonaro (PL). “Esse povo foi descoberto por uma ala político-religiosa com ambições escusas. Eles aprenderam nossas linguagens e enredaram sorrateiramente as mentes das massas”, disse o pastor Zé Marcos Silva, de Coqueiral (PE).  

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Chico Buarque: “fazer 80 anos não é mais que minha obrigação”

Por Silvia Buarque – O Globo “Harry Belafonte” era “amigo de Cuba”. Mas este depoimento não é sobre Cuba nem sobre política. Falo de nomes, nomes inventados, cidades inventadas, das brincadeiras com tudo isso. Harry Belafonte, para mim, era um nome tão bom que só poderia ser inventado pela cabeça do meu pai. Mas Belafonte existia, assim como as princesas com nomes falsos. Quando eu tinha 10 anos, era apaixonada por “Força estranha”, do Caetano, na voz da Gal Costa. Quando tive que fazer uma prova de geografia muito decoreba, sobre municípios do Estado do Rio de Janeiro, meu pai me salvou ao fazer uma nova letra para aquela canção. Só me lembro do começo. O original é: “Eu vi o menino correndo/ eu vi o tempo/ brincando ao redor do caminho daquele menino…” E vinha ele: “Existem cinco distritos/ em Cantagalo/ é o que tem mais gente e o resto eu já falo…” O mais triste é que não guardei um manuscrito, porque era uma música inteirinha. Mas isso ilustra o lado lúdico do meu pai, presente em todos os lugares, para criar filhas também. Porque as coisas eram muito no mundo paralelo, no mundo dele. Tinha um jeito de contar histórias para criança… Por exemplo, quando contava da ditadura militar, dos opressores, dizia: “Os mandalhões.” Falava: “Os mandalhões não me deixam cantar a música tal no show.” A gente não sabia de tortura, de morte, mas sabia que tinha opressão, censura e “mandalhões”. Tudo do meu pai é gozado porque é meio inventado. Somos parecidos. Não nisso. Eu gosto mais do mundo real, ele gosta das suposições. Ambos temos insônia, angústias, temos medo da morte, conversamos muito. Meu melhor amigo. Vai, desse jeito desajeito que também é um pouco herança, minha declaração de amor. Mas o mais lindo foi ele cantarolar por dias, há anos, “Ev’ry time we say goodbye” (de Cole Porter). Perguntei o porquê da insistência. Ele respondeu algo como: “Porque, talvez, essa seja a música mais linda do mundo.” Ele diz que fazer 80 anos não é mais que sua obrigação. Um beijo, meu pai.  

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Campos Neto pode comer pão com leite condensado na casa de Bolsonaro

Por Moisés Mendes “O presidente do Banco Central não corre riscos e ficará impune, se fizer o mesmo caminho de Sergio Moro” Sergio Moro tentou criar uma marca icônica, quando decidiu trabalhar para Bolsonaro. Na primeira aparição já como contratado, ao lado de Paulo Guedes, na entrada do condomínio da Barra da Tijuca, ergueu a mão direita só com os dedos indicador e médio na vertical. Moro teve a petulância de se apresentar como o Jesus Cristo do bolsonarismo, enquanto acenava para os fotógrafos com os dois dedos dos milagres, levemente dobrados. Foi em 1º de novembro de 2018, quatro dias depois do segundo turno. A foto foi parar nas capas de todos os jornais online. Com o uso grotesco de um clichê cristão, Moro acenava como se estivesse espargindo bênçãos. Por que aquilo? Porque sua decisão de trabalhar para o sujeito que ele havia beneficiado, depois de caçar e encarcerar Lula, estava acertada desde antes da eleição e era vista com naturalidade pelas elites, pela grande imprensa, pelos juristas liberais, pela Fiesp, pelos milicianos e por pelo menos metade da população. A imitação de Jesus Cristo foi repetida à exaustão por alguns meses, até Moro perceber que era ridícula. Mas ele está aí, poupado pelo sistema de Justiça que a Lava-Jato humilhava, mesmo que um pouco alquebrado. O ex-juiz não teria feito uma caminhada errática e delituosa, como empregado de Bolsonaro e de uma consultoria beneficiada pelo lavajatismo, se não tivesse se beneficiado do sentimento de normalidade. É o que se repete com Roberto Campos Neto. Os movimentos do presidente do Banco Central em direção aos herdeiros do bolsonarismo estão sendo naturalizados, como aconteceu com Moro, porque é assim que as coisas funcionam desde o momento em que a extrema direita engoliu a velha direita. Campos Neto pode tomar chá da tarde com Tarcísio de Freitas, às vésperas de uma reunião do Copom, que não acontecerá nada. Teremos notinhas nos jornais dizendo que não deveria, que não é de bom tom, mas nada além disso. Como faziam com Moro. Campos Neto poderá sair do BC e ir comer pão com leite condensado na casa de Bolsonaro. Será normal, como era com Sergio Moro. Como não acontecerá nada com todos os que cumprirem o mesmo roteiro de sabotar Lula para depois trabalhar para o bolsonarismo. Se Campos Neto levar toda diretoria do BC afinada com ele para o governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, quando sair do BC, nada acontecerá. Campos Neto está preparando, dentro do Banco Central, a carreira política. Seu avô, homem da ditadura, foi senador por Mato Grosso. Na estrutura de sabotagem contra Lula, ele é para as elites o personagem mais importante. Porque imobiliza o governo com os juros altos, cria atritos de Lula com o mercado financeiro e oferece a perspectiva de vir a ser, na engrenagem do que sobrou do bolsonarismo, o Sergio Moro da Faria Lima. O que pode ser feito para que algum mecanismo de controle, de contenção ou de reparação evite ou depois o condene como parte das facções do fascismo, enquanto dirige o BC? Nada. A normalização é generalizada, desde Moro, e tem jurisprudência. Roberto Campos Neto vai continuar à vontade, como se sentiu nos jantares com Luciano Huck e depois com Tarcísio de Freitas e seus convidados especiais. O país perdeu, se é que um dia teve, a capacidade de reagir a esses atrevimentos. O engajamento de Campos Neto a grupos que desejam derrubar Lula é declarado e explicitado, sem qualquer preocupação com escrúpulos, decoros ou algum código básico de conduta. Preparem-se para a festa de recepção a Campos Neto no bolsonarismo, que pode ser discreta, mas haverá. Como houve para Sergio Moro. O moralismo da extrema direita patrocinadora do PL do estupro não se importa com promiscuidades. Moisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.  

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Direita, volver!

Por Frei Betto Seria a história pendular? Uma no cravo e outra na ferradura? O fato vc é que nessa primeira metade do século XXI o mundo retrocede à direita. O que entendo por direita? São de direita todos os negacionistas, aqueles que preferem mentiras às certezas das ciências. São de direita os racistas, os homofóbicos, os misóginos, os que se julgam superiores a todos que não têm a mesma cor de sua pele. São de direita os que negam à mulher o direito de decidir sobre o próprio corpo, não admitem o aborto em determinadas circunstâncias, mas apoiam a pena de morte e aplaudem policiais que matam bandidos e suspeitos de crimes, e se omitem enquanto o governo de Netanyahu massacra a população civil de Gaza. A política de direita quer o Banco Central autônomo do governo de seu país, porém dependente do sistema financeiro internacional. Abomina refugiados, grita contra a Rússia por ocupar a Crimeia e se cala frente à ocupação de Guantánamo e de Porto Rico pelos EUA. O que se enxerga no fim desse túnel? Pelo que ensina a história, guerras. A ampliação global dos conflitos regionais, como ocorreu na primeira metade do século passado. A democracia liberal tem um limite: a supremacia da acumulação do capital em mãos privadas. Todas as vezes que esse privilégio é ameaçado, os democratas aposentam as urnas, rasgam as Constituições e colocam as tropas na rua. Por meio de golpes de Estado ou eleições, instalam governos ditatoriais em nome da ordem, dos bons costumes e da defesa de Deus, família e propriedade. Na primeira metade do século XX, foram os casos de Hitler na Alemanha; Mussolini na Itália; Franco na Espanha; Salazar em Portugal; Duvalier no Haiti; Somoza na Nicarágua; Trujillo na República Dominicana; Stroessner no Paraguai; e Vargas no Brasil. O período conheceu duas grandes guerras que tiveram a Europa como palco principal: a primeira, entre 1914 e 1918, e a segunda entre 1939 e 1945. As duas deixaram um saldo de pelo menos 70 milhões de mortos! Antonio Candido dizia que a maior conquista do socialismo não ocorreu nos países que adotaram esse sistema, e sim na Europa Ocidental. Com medo do comunismo, a burguesia europeia preferiu entregar os anéis a perder os dedos. Implantou a social-democracia e ampliou os direitos da classe trabalhadora. Derrubado o Muro de Berlim, a burguesia arrancou a máscara e exibe, agora, sua verdadeira face, a que defende a militarização das relações diplomáticas e a supremacia da acumulação do capital privado sobre o exercício dos direitos humanos. Assim, implanta governos autoritários declaradamente de direita, tolerantes com a ascensão neonazista e intolerantes com as políticas sociais dos governos progressistas. Exige ajuste fiscal e sonega impostos. As recentes eleições para o Parlamento Europeu reforçaram os partidos de centro-direita. A União Europeia se submete, hoje, aos ditames da Casa Branca. A esquizofrenia política se acentua. Apesar de tantos eventos internacionais em prol da preservação ambiental, do combate à fome e da paz, os acordos assinados não são levados à prática. Não há força política que detenha o uso de energia fóssil, o aumento dos gastos em armamentos (em 2023, no mundo, somaram 2,4 trilhões de dólares), e os conflitos em vários pontos do planeta. Hoje, quase 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo. Apenas dez empresas controlam o mercado de alimentos: Nestlé, PepsiCo, Unilever, Mondelez, Coca-Cola, Mars, Danone, Associated British Foods (ABF), General Mills e Kellogg’s. Todas europeias ou estadunidenses, e centradas na produção e venda de ultraprocessados, que causam danos à saúde humana. Segundo a Oxfam, elas faturam, por dia, US$ 1,1 bilhão. O consumidor que vai ao supermercado e encontra variedade de produtos ignora que muitos pertencem à mesma empresa. Como se altera essa conjuntura? No caso do Brasil, reforçar o governo Lula, porque a alternativa é a volta da caserna golpista; atuar intensamente nas eleições municipais de outubro em prol de candidatos progressistas; e retomar o trabalho de base. Redes digitais não são ruas. As redes fazem ruído, mas as ruas falam mais alto. Movimentos sociais, sindicais e pastorais precisam voltar aos protestos e reivindicações públicos. No âmbito mundial, apoiar a constituição de uma nova governança global que tenha caráter mais democrático, atuação mais efetiva e supere a inoperância da ONU. Estabelecer a regulação das redes digitais, de modo a submetê-las às leis constitucionais dos países e à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mas será que haverá tempo para implementar medidas antes que irrompa um novo conflito mundial? O tempo dirá. Frei Betto é escritor, autor do romance “Aldeia do silêncio” (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org Assine e receba todos os artigos do autor: mhgpal@gmail.com

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Vai sem ir, Skowa!

Por Simão Zygband    Não é por que se foi. Skowa era gostado por todo mundo, inclusive por mim. Nos conhecemos nas atividades de quadra do Colégio Equipe e ele estava começando na música. Ele sabia que eu era judeu e comigo queria formar o movimento Sino-Black, como se sino fosse algo relacionado a judeus. Era proposital. Soava bem aos nossos ouvidos esta parceria de pretos com judeus ser tratada como Sino-Black, apesar do termo se referir aos chineses. Figura ímpar, feliz, sorridente, que dizia ser irmão (e era) de um importante padre (talvez um bispo), no Paraná. Era nosso irmão de sangue e de fé. Vá na paz, parceiro!   As repercussões da morte Fiquei muito sentido com a passagem do meu querido irmão e amigo Skowa para o mundo espiritual. O conheci quando tinha 14 anos e fui acompanhar (bisbilhotar na verdade) a passagem de som do Sossega Leão no Piu Piu. Aqui um pedacinho da sua interpretação num trabalho de músicas pela Paz, da amiga e querida @brancabrener e suas Canções para a Paz. Vai sem ir, Skowa!🌺 Daniel Zafran – músico Muito axé Sem palavras! Sem som! Sem balanço! Sem alegria! O mundo fica bem mais triste sem você, querido amigo! Muito axé onde estiver♥️ Patrícia Curti – musicista Cabra Gostava tanto da gente que se incluía na família: dizia que se chamava Skowa Santos Abrão… pessoa vibrante, amigo generoso, sujeito consciente, cidadão rebelde… fora de série, fora da caixa, fora do esquadro… não aceitava nenhum rótulo, nenhuma moldura, nenhum cabresto – nada além da musicalidade que lhe era inerente… o que dizer de um cabra desse? José Alfredo Santos Abrão – escritor   Negão Obrigada por tudo, Baita Negão. Te amo ⭐️ Mundo triste Uma noite nos anos 90 contigo no bar Riviera você me apresentou esse figura. Esse mundo esta ficando triste 😢 Valdemi Silva – repórter fotográfico  Se foi Skowa se foi pessoal! (certamente quem fez o primeiro comunicado da morte, ela que cuidou dele com muito carinho nos últimos anos) Márcia Fukelman – chef de cozinha   Saúde precária     Em 2016, a querida Márcia Fukelmann me chamou para participar o evento que ela estava organizando para ajudar o Skowa que não estava bem de saúde. Eu tive o prazer de fotografar o show que aconteceu no Espaço Rio Verde. Até toquei baixo em uma das músicas. A menos de um mês, e um dia após o show do Trio Mocotó na Virada Paulista, almoçamos junto com amigos na casa da Marcia. Ele estava muito bem. Agora se foi… Descanse em paz professore. Paulo Rapoport (Popó) – músico e fotógrafo    Lembranças loucas Slows, nosso Skowão do Equipe, foi dançar e cantar no céu. Tenho as lembranças mais loucas com ele da minha adolescência em Campos do Jordão e Guarujá! Muito triste de saber que não vou mais encontrar ele e relembrar junto essas memórias. Muita luz e felicidade para ele na eternidade! 🙏💖 Lucia Segall – teatróloga  

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PL dos Estupradores: Mais um asco parido pela direita extremista

DA REDAÇÃO   Construir Resistência dá um giro para ver como repercute esta excrescência chamado PL 1904, um desrespeito contra as mulheres sobretudo as meninas. CRIANÇA NÃO É MÃE! Os fundamentalistas se preocupam mais em revitimizar meninas e mulheres do que em avançar no rigor da investigação e responsabilização de estupradores. O PL 1904 é uma aberração, que retrocede em direitos garantidos desde a década de 40. No Brasil, cerca de 20 mil partos de meninas com menos de 14 anos ocorrem ao ano. É um número assustador! Atacar o direito ao aborto legal em casos de estupro e de risco de morte materna é violentar duplamente as vítimas. Nós vamos até o fim na luta para barrá-lo! Deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL/SP)   GUARDE BEM ESSES NOMES: Estes são os deputados e deputadas que propuseram a PL DOS ESTUPRADORES que prevê pena maior para mulher estuprada que realiza aborto do que para estuprador. Compartilhem

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Privatização do ensino público: a educação usada como jogo político

Por Sonia Castro Lopes Estamos diante do agravamento de um dos piores riscos enfrentados pela educação no Brasil: o processo desenfreado de privatização das escolas públicas. Na verdade, esse projeto serve à direita neoliberal e já vem acontecendo há algumas décadas, mas não da forma violenta como se vê agora capitaneada por elementos ligados à extrema direita que ocupam postos no executivo e colaboram para que essa investida se torne cada vez mais avassaladora. Haja vista o projeto aprovado em dois turnos pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALESP) que, sob o governo Ratinho Jr, promove a privatização de mais de 200 escolas e as tentativas dos governos Tarcísio Freitas e Ricardo Antunes que prevêem o mesmo para 33 escolas da rede pública de São Paulo, bem como os avanços nesse sentido protagonizados pelos governos de Minas Gerais (Zema) e Goiás (Caiado). A principal justificativa para colocar em prática essa estratégia de alinhamento ao projeto neoliberal se resume em propalar que “apenas” a parte administrativa será terceirizada, como se administrativo e pedagógico pudessem ser dissociados. Educação é, antes de tudo, um processo democrático e igualitário conforme consta no artigo 205 da Constituição Federal vigente: “A educação é direito de todos e dever do Estado e da família (…) e visa ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o trabalho.” O que administradores de empresas privadas entendem de educação? Absolutamente nada! Desconhecem totalmente a realidade educacional. Nunca leram Anísio Teixeira para saber que a educação vincula o espaço, os recursos materiais e todo o setor administrativo ao projeto pedagógico, que por isso mesmo se intitula atualmente projeto político-pedagógico (PPP). A privatização na educação reduz o trabalho pedagógico das escolas, enfraquece a capacidade crítica dos atores que nelas operam, embota a conscientização da cidadania e permite que recursos públicos não sejam direcionados a investimentos em políticas sociais. Há, portanto, interesses econômicos fortíssimos por trás dessa estratégia que visa ao fortalecimento da ideologia neoliberal tão cara à extrema direita quanto a sua fiel aliada, a centro-direita, que insiste em entregar recursos públicos a investidores e empreendedores dedicados ao “ramo” educacional. Sim, uso o vocábulo “ramo” propositalmente, visto que tais elementos enxergam a educação como se fosse um balcão de negócios. Se não, vejamos: A privatização reduz a expansão do gasto público com ensino, pois apesar de serem direcionados cerca de 380 bi para a educação básica em razão do Fundeb, o custo aluno-ano do estudante brasileiro ainda é muito baixo em comparação a outros países que investem muito mais em educação. Pois bem, ainda assim os “tubarões” do ensino querem cada vez mais se apropriar desses recursos por meio de convênios, bolsas de estudo, planos diferenciados de mensalidades que oneram o Estado e passam aos usuários a ideia de que essas escolas se preocupam com a fração mais empobrecida da população. Buscam com essa lógica constituir uma legitimação ideológica para o projeto neoliberal ao qual servem com propostas de incluir no currículo pautas aparentemente progressistas como combate ao racismo, respeito à diversidade cultural etc, ao mesmo tempo em que inserem nesse mesmo programa atividades lúdicas que permitam aos pequenos aprenderem noções de investimentos. E isso já se verídica, em algumas escolas, desde a educação infantil destinada a crianças de até 5anos de idade. Ou seja, formando farialimers desde o berçário. A privatização enfraquece o investimento do Estado na rede pública, pois as escolas privadas tendem a ser modelos para as famílias de classe média e mesmo para as mais pobres que abrem mão de matricular seus filhos na rede pública preferindo colocá-los em escolas “particulares”, sejam elas confessionais (que desfrutam de inúmeros  privilégios fiscais) ou declaradamente lucrativas. Essas últimas, por sua vez, aglutinam-se em torno de um amplo arco de opções que vão desde escolas de fundo de quintal (para os pobres da periferia e comunidades) aos altos padrões do Grupo Eleva do Sr. Lemann ou do Sr. Ricardo Semler que inaugurou  recentemente instituições escolares modernas e caras para atender a alta classe média paulista. Concluímos, portanto, que a estratégia da privatização só tende a aumentar a desigualdade social, já imensa em nosso país. Avaliações externas sistêmicas como as do INEP ou as internacionais como o PISA irão apontar o melhor desempenho dessas escolas privadas que selecionam seus alunos. Crianças e jovens pobres, oriundos de famílias de baixa escolaridade com sérias dificuldades econômicas não terão vez.  Serão excluídos e encaminhados a uma rede escolar pública desassistida pelo Estado que prefere aplicar os recursos destinados à educação pública em projetos da iniciativa privada que enriquecem e formam “cidadãos de bem”, defensores do Estado Mínimo e capatazes do projeto neoliberal em curso. Sonia Castro Lopes é historiadora e doutora em educação. Professora (aposentada) da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ).

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Ativista antirracista sofre processo de perseguição judicial

Da Afropress  O ex-vereador de São Bernardo, Aldo Josias dos Santos, 71 anos, ativista antirracista e uma das principais lideranças do PT em S. Bernardo nos primeiros anos após fundação do Partido, é vítima de um processo de perseguição judicial que já dura 21 anos, desde quando em 2003, na condição de vereador, teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos e foi condenado ao pagamento de uma multa que hoje já ultrapassa R$ 1 milhão de reais. Como professor aposentado Aldo tem vencimentos de R$ 5.970,94. A denúncia está sendo feita por ativistas, militantes políticos e sindicais do Grande ABC e de S. Paulo indignados com o fato de Aldo, mais uma vez, ter tido sua conta bancária bloqueada e o salário confiscado pelo “crime” de ter participado do apoio ao movimento popular da Ocupação Santo Dias, num terreno pertencente a Wolkswagem, em 2003. Além de Aldo, no mesmo processo foi condenada Camila Alves, à época uma das coordenadoras da ocupação, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, e hoje advogada. O ex-vereador hoje é professor aposentado do Estado.  Na semana passada ele foi surpreendido, primeiro com o bloqueio da sua conta em que recebe os vencimentos do Estado; e na sexta-feira, soube que o seu salário havia sido confiscado por determinação da justiça. (Veja extrato ao lado). Na atualização da dívida, o débito virou uma bola de neve. De uma multa de 10 vezes sobre o subsídio de R$ 8.842,50, à época quando exercia o mandato de vereador, a dívida hoje atinge a astronômica e impagável quantia de R$ 1.034.647, 43 (hum milhão, trinta e quatro mil, seiscentos e quarenta e sete reais e quarenta e três centavos), segundo cálculos apresentados no processo pela promotora de Justiça Guiuliana Batista Pavanello da Fonseca. Anteriormente, Aldo já havia sofrido confisco de R$ 20 mil que mantinha para despesas de emergência da família e o pedido de bloqueio de bens como um carro, um Celta velho, ano 2003/2004, que usava para sua locomoção. No caso de Camila, a dívida pulou de R$ 5.000,00 (cinco mil) em julho de 2003 para R$ 60.052,35 (sessenta mil, cinquenta e dois reais e trinta e cinco centavos), atualmente. CAMPANHA DE DENÚNCIA Em outubro de 2021, ativistas e militantes dos direitos humanos de vários Estados do país, participaram do lançamento de uma campanha em defesa dos encarcerados e condenados injustamente pelo sistema judicial brasileiro, que teve como mote a denúncia da violência sofrida pelo ex-vereador e por Camila. Na época, a campanha chamou a atenção para o fato de que as penas impostas a Aldo e a Camila violam os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade e tem caráter político porque, sendo impagáveis, se tornaram perpétuas. “Não existem penas perpétuas no ordenamento jurídico brasileiro”, afirmaram os advogados e ativistas que fizeram parte da corrente de solidariedade. SAÚDE ABALADA Com a saúde debilitada (tem se socorrido de medicamentos e anti-depressivos), Aldo disse que já não sabe como agir porque com o salário confiscado não tem como sobreviver, nem como assumir as despesas com a família. “Não tenho como sobreviver. Me sinto como se estivesse cumprindo uma pena de prisão política perpétua. Sem o pagamento desta dívida impagável, sigo com os meus direitos políticos suspensos em pleno Estado Democrático de Direito”, afirmou. Na tarde deste domingo (09/06), Afropress fez contato por telefone com o advogado César Pimentel, designado pela APEOESP (Associação dos Professores do Estado de S. Paulo), entidade a qual Aldo é filiado para saber se o juiz do caso já despachou o pedido de desbloqueio da conta e liberação do salário, que teria sido encaminhado a Justiça. “ “Não falo de processos em que estou atuando”, foi a resposta seca de Pimentel. Na semana passada, um grupo de ativistas se reuniu para sugerir a Aldo que peça uma reunião de emergência com todos os advogados que trataram do seu processo ao longo dos 21 anos, tais como Horácio Neto e Luiz Eduardo Greenhalg. Além de Pimentel, Ariel de Castro Alves foi constituído para ingressar com medidas junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). Companheiros do ex-vereador se queixam da pouca atenção e falta de solidariedade de lideranças do PSOL, partido ao qual Aldo está filiado. Lembram que até mesmo uma reunião recente com a principal liderança e candidato a prefeito de S. Paulo, Guilherme Boulos, não aconteceu porque o deputado mostrou pouco interesse no caso e se limitou a mandar um representante ao encontro. Caso não se consiga nenhuma medida a ser adotada junto ao Poder Judiciário pelo grupo de advogados, eles pensam em ir à Brasília para tentar um encontro com o Presidente Lula e pedir ao presidente que estude medidas para anistiar o ex-vereador militante combativo no apoio às greves no período em que o atual presidente ainda era um líder metalúrgico. “Lula conhece Aldo e a sua luta e sabe que ele está sendo alvo de um condenação injusta”, afirmaram os ativistas. Publicado originalmente no link abaixo da Afropress https://www.afropress.com/124813-2/

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