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Legislativo: dois vencedores, a esquerda e a República

Por  Paul Quinio – editorial do Liberation Graças à barragem republicana, os franceses defenderam os valores da nossa democracia relegando o RN para o terceiro lugar. Vitoriosa, a esquerda deve cumprir as suas responsabilidades.   foto: Cha Gonzalez/Liberation Obrigado QUEM? Obrigado frente republicana! O cenário incrível deste segundo turno das eleições legislativas que vê, contra todas as expectativas, a Nova Frente Popular em primeiro lugar, a maioria presidencial em segunda posição e a União Nacional apenas em terceiro, apesar de ter sido dado como favorito após o seu avanço nas eleições legislativas no primeiro round. Decidida muito rapidamente pela esquerda na noite de 30 de junho, com o grosso das tropas da maioria presidencial a mover-se na sua esteira, esta frente republicana que se dizia moribunda terá, portanto, conseguido o essencial: bloquear o caminho para o poder da extrema direita. Os franceses demonstraram mais uma vez uma maturidade política excepcional ao se mobilizarem massivamente (a taxa de participação foi muito elevada) para defender estes valores republicanos herdados do Iluminismo que fundou a nossa democracia. Valores que o Rally Nacional, supostamente demonizado, na realidade continua a ameaçar. Ao dizer não a um governo de extrema-direita, os franceses rejeitaram a ideia de uma França xenófoba, rançosa e introspectiva, onde o Estado de direito teria, sem dúvida, sido gradualmente corroído. Os franceses, da esquerda, do centro, da direita, que se recusaram a ver a extrema direita tomar o poder, salvaram, de certa forma, a ideia que a maioria deles tem da República. A Esquerda Unida foi a primeira, e muito claramente, a pedir aos eleitores que bloqueiem. Ela se viu recompensada de certa forma, já que os franceses a colocaram na liderança deste segundo turno. É obviamente, se ousarmos dizê-lo, uma surpresa divina. É claro que a sua maioridade é apenas relativa, mas isso o obriga. Exige que ele viva à altura da maturidade dos eleitores. Isso será feito tendo em conta que os cidadãos de esquerda fizeram, como em 2002, como em 2017, como em 2022, parte da história. Será assumindo seus valores, e também seu programa, que promete mais igualdade, mais atenção às questões sociais, colocando a escola no centro do pacto republicano, recompensando as políticas de cuidado e tentando responder ao sentimento da perda de valor delas que alimenta o voto para a extrema direita. Mas ela também estará à altura da tarefa se evitar a ideia de que é bonita demais, forte demais. Ela estará assim também afastando-se do sectarismo que a tornaria cega às condições da sua vitória em 7 de Julho. Estar à altura desta tarefa também impede a frente de esquecer que a extrema direita está mais poderosa do que nunca no nosso país.  

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Encontro da extrema direita em SC é uma afronta ao Supremo

Por Moisés Mendes O encontro em Santa Catarina tem a função do acinte, para proteger politicamente quem ainda está impune, num reduto de grandes empresários sob investigação por envolvimento com o golpe.     O fortalecimento mundial da marca do bolsonarismo é só um dos objetivos da aglomeração do fim de semana em Santa Catarina. Essa é a jogada externa, com a ajuda de Javier Milei e outros líderes da região. A missão interna, enquanto tentam manter viva a ideia da anistia a Bolsonaro e seus parceiros de golpe, é afrontar o sistema de Justiça. A Conferência Conservadora em Balneário Camboriú manda o seguinte recado: vocês pegam manés, Zé Trovão e Sergio Reis, mas os manezões estão escapando. Santa Catarina é, por ostentação, o Estado mais extremista do país. Mas é mais do que isso. É o onde melhor se combinam o poder político e o poder econômico no ativismo bolsonarista. Não há em São Paulo ou no Rio e em nenhum outro Estado, por excesso de pudor e certa covardia, uma militância explícita da elite econômica pró-fascismo como existe em Santa Catarina. E o verbo aqui não é conjugado no passado. Não é um ativismo que existiu durante o governo de Bolsonaro. Ainda existe. O evento com Bolsonaro, Tarcísio e Milei é patrocinado por entidades e grupos das mais variadas áreas da economia, e não só do agro pop. Alguns agem descaradamente, outros estão encobertos ou estrategicamente distanciados porque ainda enfrentam investigações como golpistas. Há muito fascista na moita em Santa Catarina. O triângulo Balneário Camboriú, Brusque e Itajaí e seu entorno reúnem a maior concentração de mobilizadores bolsonaristas por metro quadrado do Brasil. Itajaí teve, ao redor da Capitania dos Portos, o maior acampamento golpista de todo o Brasil depois da eleição de Lula, chegando a reunir mais de 5 mil pessoas. Em Porto Belo, ali perto, o ministro Luis Roberto Barroso e a família foram corridos da cidade pelo cerco de uma turba, às 4h da madrugada do dia 4 de novembro de 2022, menos de uma semana depois da eleição, como se participassem de um faroeste. Em nenhum outro Estado o bloqueio de estradas, para tentar impedir a posse de Lula, foi tão intenso. Só ali grandes empresários fizeram discursos públicos, para claques reunidas em restaurantes, pedindo que os patriotas mantivessem os bloqueios para impedir a volta do comunismo. O evento da extrema direita acontece no Estado em que mais se multiplicam as células nazistas. Um Estado estigmatizado pelo avanço furioso e destemido da extrema direita. Um estigma construído por eles mesmos, como acontece no evento em Balneário, como forma de imposição do marketing de ideias e ações extremistas. A extrema direita catarinense exibe seus ódios como modelo para o Brasil. Nenhum outro Estado reuniria centenas de pessoas dispostas a pagar R$ 5 mil para jantar com Bolsonaro no sábado. Porque o poder econômico do Sul, e não só de Santa Catarina, aposta que Bolsonaro ainda é a força inspiradora para a volta dessa turma ao poder. Todos os envolvidos no evento, mostrando ou não a cara, estão dizendo a Alexandre de Moraes e ao Ministério Público que um encontro com essa grandiosidade só é possível porque eles continuam a desafiar, com uma base política ainda forte, todo o sistema de Justiça. O encontro em Santa Catarina tem a função do acinte, para proteger politicamente quem ainda está impune, num reduto de grandes empresários sob investigação por envolvimento com o golpe. É simples assim. Os catarinenses e seus parceiros sulistas informam ao Supremo que, quanto mais o tempo passa, mais eles se rearticulam. Para advertir que continuarão inalcançáveis e prontos para voltar a fazer o que fizeram até 2022. A Conferência Conservadora de Balneário Camboriú é a copa do mundo da afronta bolsonarista. Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Foi colunista e editor especial de Zero Hora. Escreve também para os jornais Extra Classe, Jornalistas pela Democracia e Brasil 247. É autor do livro de crônicas ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim)  

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Quadrilha: PF indicia Bolsonaro e mais 11 por roubo e venda de joias da União

  Do Site do PT   Crimes atribuídos ao bando são associação criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e advocacia administrativa Caso das joias é só um dos vários que envolvem crimes cometidos por Bolsonaro A Polícia Federal indiciou, na quinta-feira (4), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga o desvio e a venda ilegal de joias de alto valor presenteadas por delegações estrangeiras e pertencentes ao acervo da Presidência da República. Nas condutas do capitão da extrema-direita, a PF vê indícios de associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (apropriação de bens públicos). Além de Bolsonaro, outras 11 pessoas também foram indiciadas: todas por organização criminosa, sete por peculato e uma por advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses particulares junto ao órgão em que atua). No relatório final da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, não foram pedidas as prisões preventivas ou temporárias de nenhum dos suspeitos. Veja quem são os aliados do ex-presidente envolvidos no escândalo das joias e os crimes de que são suspeitos: – Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro e ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (associação criminosa e lavagem de dinheiro) – Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato) – General Mauro Cesar Lorena Cid, pai de Mauro Cid (associação criminosa e lavagem de dinheiro) – Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro (associação criminosa e lavagem de dinheiro) – Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro (associação criminosa e peculato) – Marcos André dos Santos Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque (associação criminosa e peculato) – Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal (associação criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação de bens públicos e advocacia administrativa) – Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República (associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato) – José Roberto Bueno Júnior, ex-chefe de gabinete do ministro de Minas e Energia de Bolsonaro (associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato) – Osmar Crivelati, assessor de Bolsonaro (associação criminosa e lavagem de dinheiro) – Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro (lavagem de dinheiro) Depois de enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, o documento da PF será remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai analisar as evidências colhidas pelas autoridades policiais e decidir se arquiva o caso, se pede novas diligências ou se denuncia os envolvidos ao próprio Supremo. Leia mais: “De onde veio o dinheiro?”: Ação Popular questiona quitação antecipada de mansão por Flávio Bolsonaro A caminho do banco dos réus Por meio do “X”, a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que Bolsonaro está acuado e, por isso, “anda tão nervosinho nas redes sociais”, fabricando mentiras a esmo contra o governo Lula. Gleisi lembrou que o escândalo das joias sauditas constitui somente um dos crimes pelos quais o extremista de direita deve responder. “O indiciamento de Jair Bolsonaro pela PF no caso das joias é mais um passo na busca da verdade e da justiça. Essa é apenas uma das muitas contas que ele terá de prestar pelos crimes que cometeu contra o país e contra o mandato que recebeu (…) Não tente desviar as atenções, Bolsonaro, falando mentiras sobre um presidente e um governo que estão consertando o que você destruiu. Quem está a caminho do banco dos réus é você”, publicou a presidenta do PT.   Também no “X”, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) sublinhou o prazo firmado pela PGR para se manifestar sobre o sumiço das joias. “Foi estabelecido que a decisão deve ser feita até 16 de agosto. O tempo de Bolsonaro está acabando”, estimou o parlamentar.   O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), por sua vez, publicou um vídeo da GloboNews em que os comentaristas da emissora caem na gargalhada com o fato de Bolsonaro ter envolvido no escândalo um almirante da Marinha do Brasil, que “serviu de mula”, segundo o jornalista Otávio Guedes. Correia tachou o ex-presidente de “ladrão de joias”.   Histórico transgressor dos Bolsonaro Além do escândalo das joias de alto valor, Bolsonaro ostenta uma série de processos pelos quais responde. Não é apenas o ex-presidente, contudo, o único membro da família enrolado na Justiça. Todos os quatro filhos do capitão da extrema-direita, além ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, são suspeitos de transgressões. Em 2020, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi acusado pelo Ministério Público (MP) de praticar as famosas “rachadinhas”, quando ainda era vereador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com o MP, o filho “01” do ex-presidente surrupiou R$ 6 milhões de seu gabinete. A mais recente polêmica de Flávio é a mansão adquirida por ele, em 2021, por R$ 6,1 milhões. O senador pagou, há dois dias, os R$ 3,4 milhões que faltavam para quitar o imóvel. A compra abaixo do valor de mercado de dois imóveis no Rio de Janeiro, pagos em espécie pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é alvo de uma investigação na PGR. Em 2022, reportagem do UOL revelou que Eduardo, seus irmãos e filhos adquiriram 51 imóveis por meio de pagamentos com dinheiro vivo. Dos R$ 13 milhões registrados em cartório, R$ 5,7 milhões foram pagos em cédulas, cerca de R$ 11 milhões em cifras atualizadas. Tal qual Flávio, Carlos Bolsonaro (PL) também é investigado pela prática das “rachadinhas” na Alerj, entre 2009 e 2018. Laudo elaborado pelo Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, do MP do Rio, aponta que Carlos embolsou R$ 2 milhões dos salários de seus funcionários. O filho mais novo de Bolsonaro, Jair Renan, também se mostra afeito a desvios e transgressões. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em residências dele, suspeitando de que tenha cometido crimes de falsidade ideológica e contra a ordem tributária, além de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. Renan é investigado ainda por tráfico de influência. Já Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, consta nas movimentações financeiras de

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Ruy Castro, 76 anos, virou um tio-avô do zap atacando Lula

Por Moisés Mendes  “O cronista da Folha adota o etarismo raso da extrema direita para tentar interditar Lula” Ruy Castro tem 76 anos e se mantém há décadas como cronista da Folha por preservar a plenitude da sua capacidade de fazer jogo duplo e refletir sobre platitudes. Ruy Castro é o caso clássico do sujeito que vive do que já foi, mas é assim também que se vive. Seu talento de cronista vai se sustentando na poupança do seu passado. Mas ninguém irá questionar a capacidade de Ruy Castro de chegar à velhice atacando Dilma, como fez ao lado dos golpistas, de ser anti-Lula (o que é um direito dele) e de ser agora militante de um etarismo raso. Ao comparar Lula a Biden, insinuando que Lula é um idoso sem condições de se reeleger, ele não sugere que esqueceu a própria idade. O que não esconde é que se alinhou aos ‘jovens’ de extrema direita que vão bater em Lula para que os brasileiros o vejam como se fosse um Biden. Castro deve se achar forever young. Numa abordagem cordial, poderia ser dito que o cronista foi cruel com o maior líder político brasileiro desde Getúlio, que era chamado de ‘o velho’, mas carinhosamente. Por que enfatizar no artigo que Lula já teve câncer? Ruy Castro virou mais um tio-avô do zap, desses que cantam o hino para pneus e inspiram muito do que ele escreve. Seu texto o habilita a ser o líder do ataque à idade de Lula, para que, com sua reputação, puxe outros apitos e acorde as hienas bolsonaristas. Faz o jogo do fascismo, não para atacar um idoso, mas para tentar interditar Lula. O que Castro acaba revelando é que Lula é temido exatamente pela lucidez de quem chegou aos 78 anos. A velha direita engolida pela extrema direita fica desconfortável ao ver que Lula não envelhece, nem mental nem fisicamente. Eles achavam que Lula sairia da cadeia para fazer jardinagem com Janja. A crônica de Ruy Castro é uma contribuição aos esforços para ressuscitar o bolsonarismo mais repulsivo. O jornalista reforça na velhice as ideias e as ações da mesma turma do golpe, das milícias civis e militares, da grilagem, do garimpo, das rachadinhas e do PL do estupro, para atacar um homem que continua ativo e lúcido governando o país. Ruy Castro não precisava reconhecer que Lula passa a ser exemplo de vitalidade para outros idosos. Nem admitir que gente com a idade de Lula produziu obras monumentais, em qualquer área. Mas não precisava depreciar o tempo de vida de Lula com argumentos do bolsonarismo e do trumpismo, quando se sabe que o problema de Biden não é a idade, mas a comprovada confusão mental. A aparente confusão de Castro é outra. Ele teme que Lula seja inspirador de velhices em todas as frentes, na vida anônima dos comuns, nas artes, nas escolas, na política, no jornalismo. Castro teme os idosos que continuam ativos e dignos e não se dobram aos fascistas de todas as idades. Assuma seus 76 anos e pare de babar para a extrema direita, Ruy Castro. Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Foi colunista e editor especial de Zero Hora. Escreve também para os jornais Extra Classe, Jornalistas pela Democracia e Brasil 247. É autor do livro de crônicas ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim) Nota do editor – leia artigo que ocasionou a polêmica no link abaixo https://www.removepaywall.com/https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/07/biden-hoje-lula-amanha.shtml

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Raí discursa durante manifestação em Paris: ‘A extrema direita é o ódio’

Do G1 2° turno das eleições na França acontece domingo. Extrema direita, de Marine Le Pen, saiu vencedora do primeiro turno; candidatos de centro e de esquerda se unem para tentar reverter quadro. O ex-jogador Raí discursou nesta quarta-feira (3) em uma manifestação em Paris contra a extrema direita. As eleições parlamentares da França acontecem domingo (8); no primeiro turno, a extrema direita, liderada por Marine Le Pen, saiu vencedora. Raí, ídolo do Paris Saint-Germain e ex-jogador da seleção brasileira, participou de comício da Nova Frente Popular, bloco de partidos de esquerda. Esquerda e o centro, este ligado ao presidente Emmanuel Macron, costuram um acordo para barrar o avanço do partido de Le Pen. “Viva a França, viva a República, viva a democracia”, disse Raí, em francês, aplaudido pela multidão, segundo o jornal Le Parisien. “Conheço bem a extrema direita. O que eles fazem de melhor é mentir. Eu os conhecia no poder. A extrema direita é o fim do mundo, é o fim dos direitos humanos, da humanidade”, afirmou o ex-jogador. Em seguida, numa aparente alusão ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou: “No Brasil, vivemos um pesadelo. Quatro anos de misoginia, quatro anos de homofobia, preconceito, milhares de mortes, desmatamento. A extrema direita é o ódio. Se quisermos mudar a nossa realidade, o nosso poder de compra, a nossa vida, vamos mudar com uma estratégia, um projeto, uma nova política, mas os nossos valores fundamentais nunca devem mudar”.

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Aviso dos gaúchos aos paulistas: a Equatorial é sinônimo de caos

Por Moisés Mendes – em seu blog Os paulistas podem se preparar. A Equatorial, que fornece energia a cerca de 80 municípios gaúchos, incluindo a região metropolitana – e que transformou os serviços num desastre –, foi a única empresa a oferecer proposta para ser acionista de referência da Sabesp, a companhia estatal de águas e saneamento de São Paulo. O grupo vencedor dessa etapa indicará o presidente do conselho de administração da companhia e um terço dos integrantes do conselho. A privatização será completada em julho. A Equatorial ficaria, na arrancada do processo de venda do controle da companhia, com 15% das ações, pagando R$ 6,9 bilhões. Mas como, se a Equatorial não tem dinheiro nem para a manutenção das redes de energia de Porto Alegre? Como a Equatorial vai lidar com água e saneamento do maior Estado do país, se assumiu em 2021 esse setor no Amapá, e o Amapá tem até hoje os piores serviços dessa área em todo o Brasil? Como a Equatorial pretende ser parceira privada de São Paulo numa área que não domina, enquanto se sabe que a área que seria a da sua expertise, que é a de energia, é tratada com desleixo criminoso no Rio Grande do Sul e em outros Estados? O Globo passa pano e diz que, na área de energia, “a empresa ganhou musculatura nos últimos anos”. Informa o jornal que o grupo é o terceiro maior em distribuição de energia do país em número de clientes. O grupo tem sete concessionárias, nos Estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás, atendendo cerca de 14 milhões de clientes nessas regiões (15% do total do país), o que representa presença em 31% do território nacional. A Equatorial que o Globo apresenta como musculosa enfrentou uma CPI no Piauí, por serviços precários, e é investigada por outra CPI da Câmara de Vereadores de Porto Alegre desde fevereiro. A companhia já foi multada três vezes pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) pela incapacidade de manter os serviços em padrões mínimos. Deficiência numérica e falta de qualificação dos quadros técnicos, terceirização de atendimento de campo e lentidão no atendimento de demandas, principalmente depois de tempestades, são acusações recorrentes contra a Equatorial. A empresa transformou a vida dos gaúchos num inferno e fez com que a maioria sinta saudade dos serviços da CEEE, mesmo que a estatal tenha sido sucateada para ser esquartejada e vendida aos pedaços. As informações a seguir foram publicadas pelo Brasil de Fato, sobre depoimento do diretor do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS), Diego Mizette Oliz, na CPI da Câmara de Porto Alegre. “Oliz pontuou também a brusca redução no quadro técnico da empresa. “Nós tínhamos no quadro da CEEE 85 engenheiros representados [no sindicato], esse quadro reduziu pra 22 engenheiros. Hoje chega a 32, com os engenheiros contratados pela Equatorial”, explicou. Questionado sobre o Programa de Demissão Voluntária (PDV) que tirou 998 profissionais da CEEE Equatorial, Oliz avaliou que houve um decréscimo considerável na qualidade da prestação do serviço. “Se perdeu parte da engenharia, parte da técnica, nenhum desses profissionais [demitidos] tinha menos de onze anos de experiência”, avaliou. Ele apontou os déficits na rede, fora os eventos climáticos, e que Porto Alegre tem mais de 1 milhão de consumidores, o que demanda maior atenção por parte da empresa”. Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Foi colunista e editor especial de Zero Hora. Escreve também para os jornais Extra Classe, Jornalistas pela Democracia e Brasil 247. É autor do livro de crônicas ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim)

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Em Meio A Tentativa De Golpe Na Bolivia Arce E1719442552139 960x540

Presidente boliviano determina prisão de general golpista

Do jornal Lá Razion – Bolívia  O general Juan José Zúñiga foi preso após a tentativa de golpe contra o presidente Luis Arce. A prisão foi realizada nas portas do Estado-Maior de La Paz. No despacho aplicado pelo vice-ministro do Regime Interior e da Polícia, Jhonny Aguilera. Zúñiga tomou a Praça Murillo junto com tanques e militares. O Governo denunciou uma “tentativa de golpe de Estado”, Arce chegou a apelar à população para defender a democracia. Ele então nomeou um novo Alto Comando Militar. Do Granma – Cuba A Plaza Murillo (Palácio presidencial) testemunhou o conglomerado de pessoas que celebram a derrota da tentativa fracassada de golpe, que expressam entre si palavras de ordem: Lucho não está sozinho. Em resposta, o Presidente Arce destacou a coragem de defender o povo e a paz O vice-presidente da Bolívia, David Choquehuanca, denunciou que a tentativa fracassada, articulada pelo Comandante Geral do Exército Boliviano, Juan José Zuñiga, foi desmantelada. Acrescentou que a população permanece alerta e também rejeita a mobilização que foi lançada a partir dos diferentes comandos. Agradeceu à população bolivariana e argumentou que estão sendo realizadas vigílias em defesa da democracia. O Ministério Público da Bolívia ordenou, em comunicado oficial, a prisão de Juan José Zúñiga e ressaltou que serão realizadas investigações sobre os demais líderes militares envolvidos. As autoridades de imigração estão alertas e tomando medidas para evitar que Zúñiga saia do país. Por que você tentou realizar um Golpe de Estado? O general Juan José Zúñiga foi demitido do cargo militar na última terça-feira, depois de dizer aos meios de comunicação que as Forças Armadas não permitiriam a reeleição de Evo Morales. Zúñiga, minutos antes do golpe, exigiu a dissolução imediata do governo boliviano e a nomeação de um novo gabinete de ministros para estabelecer “uma verdadeira democracia”, segundo a mídia local. BOLÍVIA CELEBRA DEMOCRACIA E PAZ Ao mesmo tempo que o Gabinete de Ministros ratifica o seu apoio ao governo Arce e a polícia assume o controle da Plaza Murillo, torna-se evidente a celebração por parte do povo, pelo fracasso do golpe de Estado. O povo canta as notas do hino nacional boliviano e aclama que o general Zúñiga deve responder perante a justiça pela tentativa de golpe, pelos feridos e pelo impacto do gás lacrimogêneo sobre os cidadãos. As forças militares retiraram-se da Plaza de Murillo depois que o presidente Arce empossou um novo Alto Comando Militar, nomeando José Wilson Sánchez como comandante das Forças Armadas. As imagens da Telesur refletem a retirada dos tanques da praça, por ordem do novo comando, e o retorno às suas unidades militares. Os cidadãos concentraram-se em torno do golpe de Estado fracassado, destacando o apoio. O presidente expressou que o que aconteceu em 2019 não pode ser revivido. O ex-presidente Evo Morales havia convocado uma greve geral e o fechamento de estradas contra a tentativa de golpe em curso, segundo o canal estatal Bolivia TV. Tanto o presidente Luis Arce quanto o ex-presidente Evo Morales denunciaram movimentos irregulares de diferentes divisões do Exército para a Plaza Murillo em La Paz, após declarações do Comandante Geral do Exército Boliviano, Gen Brig Juan José Zuñiga nas quais manifestou sua decisão de “impedir” Morales de concorrer novamente como candidato presidencial, o que levou à sua imediata destituição do cargo. Apelamos aos movimentos sociais e populares da região para que estejam alerta e se mobilizem para defender a vontade popular do povo boliviano que elegeu Luis Arce Catacora como seu presidente em 2020, e nos solidarizamos com as organizações e o povo da irmã Bolívia contra uma nova tentativa de golpe. As forças populares e democráticas de Nossa América exigem respeito à democracia na Bolívia, que não só soube se defender e derrotar o governo de facto imposto a sangue e fogo em 2019, mas construiu um processo de mudança que é hoje um exemplo em o nível regional e global de um Estado Plurinacional onde os povos são protagonistas e onde a integração da América Latina e do Caribe é uma prioridade. O general Juan José Zúñiga, chefe do Exército, disse hoje que junto com três comandantes veio tomar a casa presidencial e mudar o Gabinete, enquanto os militares gaseavam a população concentrada em torno da Plaza Murillo. Os soldados entraram na Casa Grande del Pueblo (sede do governo) vestidos com trajes de combate. «Denunciamos mobilizações irregulares de algumas unidades do Exército Boliviano. “A democracia deve ser respeitada”, escreveu o dignitário na sua conta X (antigo Twitter). A chanceler, Celinda Sosa, falou no mesmo sentido, com um apelo à comunidade internacional face à tentativa de golpe e solicitando a condenação internacional. O canal estatal Bolivia Tv mostrou como a Polícia Militar com escudos antimotim impede a livre circulação de pessoas e viu como gasearam civis que tentavam se aproximar da Casa Grande del Pueblo (sede do governo). Anteriormente, o ex-presidente Evo Morales denunciou nesta quarta-feira um suposto “guarnição” das Forças Armadas. «Há uma hora, os comandantes de divisão instruem os comandantes de regimento a retornarem imediatamente aos seus quartéis para aguardar novas disposições (aquartelamento). “Isso levanta muitas suspeitas sobre o movimento militar na Bolívia”, escreveu ele em sua conta no X. A população se mobilizou em direção à Plaza Murillo com palavras de ordem em defesa da democracia. A ministra da Presidência, María Nela Prada, denunciou no canal estatal que as tropas tomaram todos os cantos da Casa Grande del Pueblo, da Chancelaria e da Assembleia Legislativa. Indicou que aparentemente é a resposta do General Zúñiga após a sua demissão hoje por emitir declarações deliberativas no sentido político, o que constitui uma ruptura na ordem constitucional. (PL)

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Boulos Reune Partidos Para Eleicao3 848x477

Equipe do plano de governo do Boulos é exemplar, mas revela problema político

Por Simão Zygband Não tenho dúvidas de que o deputado federal Guilherme Boulos será um excelente prefeito de São Paulo. Ele reúne as qualidades do jovem de classe média paulistana com a linguagem da periferia. É um combo completo para administrar a maior cidade da américa Latina. Jovem, dinâmico, de luta, com disposição de arregaçar as mangas e botar ordem na casa. Para ajudar, nesta terça-feira (25) anunciou a sua equipe para elaboração do plano de governo. Gente extremamente gabaritada, de elevada estirpe, intelectuais e grandes referências em suas áreas. “A gente reuniu uma verdadeira seleção de especialistas dos mais variados assuntos, que estão escrevendo junto comigo e com a Marta [Suplicy] um programa de governo completo e embasado para São Paulo”, disse o deputado federal e pré-candidato que lidera hoje as pesquisas para a disputa das eleições municipais, prevista para 6 de outubro. Ou seja, na surdina, já estamos em cima dela. A equipe de programa de governo, apesar da excelência dos nomes apresentados, demonstra um estranhamento interno de diálogo com um grupo forte dentro do PT, que aparentemente não possui nenhum representante no grupo. Trata-se dos Tattos, os irmãos influentes na Zona Sul de São Paulo (e não só nela), que andaram de “romance” com o incompetente prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, cujo padrinho político é o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, um político que tem estreitas ligações com Luiz Carlos Efigênio Pacheco, dono da concessionária de ônibus Transwolff, suspeito de lavar dinheiro do grupo mafioso PCC no transporte público. A Equipe de Trabalho de Boulos não possui até agora pessoa ligada aos Tattos, um grupo político do PT, que controla o diretório municipal de partido, possui dois vereadores (Arselino e Jair), um deputado estadual (Ênio) e dois deputados federais (Nilton e Jilmar, que é também secretário nacional de Comunicação do PT). São também da Zona Sul de São Paulo, o mesmo reduto de Milton Leite e do próprio Ricardo Nunes. Os Tattos sempre demonstraram uma certa resistência a ter Guilherme Boulos, do PSOL, como cabeça de chapa na disputa da prefeitura de São Paulo. Na tese deles, o PT teria condição de eleger mais vereadores (ligados a eles, efetivamente), tendo o candidato a prefeito. Não seria aconselhável que o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixe um grupo político tão forte de fora de seu governo ou do grupo que vai elaborar o programa de gestão. Não que eu, particularmente, defenda a presença deles. Acho apenas recomendável. Aliás, os próprios Tattos devem se decidir logo de que lado estão. O certo é que Guilherme Boulos, apadrinhado por Lula, deve vencer as eleições, com Tatto ou sem Tatto. Mas a ausência deles atrapalha um bocado. Uma ótima questão para presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, se debruçar nos próximos dias. Confira os nomes anunciados por Boulos Ana Camila Miguel, Orçamento Público; Ana Odila, Transporte Público; Aldaíza Sposati, Assistência Social; Andreia Batista, Igualdade Racial; Benedito Mariano, Segurança Pública; Celso Carvalho, Meio Ambiente; Cida Perez, Educação; Daniel Annenberg, Gestão e Inovação; Daniel Cara, Educação; Educardo Silva, Meio Ambiente; Gonzalo Vecina, Saúde; Joselicio Junior, Cultura; Marco Antonio Rocha, Desenvolvimento Local; Marianne Pinotti, Saúde; Nathalia Oliveira, Direitos Humanos; Rafael Calabria, Transporte Público; Ramatis Jacino, Igualdade Racial; Raquel Rolnik, Urbanismo.  

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Brasil Paralelo

Formar “novos” professores de história: um curso promovido em parceria com a agência Brasil Paralelo

Por Sonia Castro Lopes Olavo de Carvalho em boa hora se foi, mas os ensinamentos do guru da ultra direita deixaram raízes. Imaginem que, sob a inspiração ideológica do promotor da guerra cultural, a empresa Brasil Paralelo expandiu sua “missão” para o campo acadêmico e, em parceria com o Centro Universitário Católico Italo-Brasileiro (CUIB), criou um curso para formação de professores de história. E não param por aí, já que anunciam para breve cursos de geografia e ciências sociais destinados a estudantes de baixa renda com objetivo de formar uma nova geração de docentes comprometidos com a “verdade” para atuar nas escolas de educação básica. Esses novos “formadores de almas” diplomados à distância estarão comprometidos com princípios de liberdade e meritocracia, respeito à família e a Deus conforme preconiza a empresa de jornalismo, entretenimento e educação denominada Brasil Paralelo (BP). Essa agência, que tem como missão “resgatar os bons valores, idéias e sentimentos no coração de todos os brasileiros”, produz conteúdos que englobam documentários, séries, entrevistas, programas e cursos cujos temas prioritários são história, ciência política, filosofia, atualidades e economia. Seus diretores afirmam que não recebem qualquer tipo de financiamento de movimentos ou partidos políticos e a receita advém, exclusivamente, da venda de assinaturas para quem desejar se filiar ao empreendimento. Trata-se, portanto, ainda segundo o site da BP, de uma mídia independente que congrega 400 mil membros, 3,6 milhões de inscritos no canal youtube e seis milhões de seguidores nas redes sociais. Essa estratégia da extrema direita pretende “transformar a cultura do Brasil” com oferta de bolsas de estudos dos seus conteúdos educacionais a 13 mil pessoas com vulnerabilidade social que terão acesso as suas plataformas. Um dos colunistas mais frequentes nas páginas digitais da BP é o jornalista, apresentador e autor de “best sellers” Luiz Ernesto Lacombe, por duas vezes agraciado com o Troféu Imprensa. Por meio de um texto raso, panfletário e fascistoide defende a família e o patriotismo, opondo-se a quem protege “bandidos e terroristas”. Em seu último artigo, publicado hoje (24/6) e intitulado Ainda podemos odiar o pecado? indigna-se contra a influência que o Brasil sofre de países comunistas como a Rússia, Coreia do Norte, Irã, Cuba, Venezuela, Nicarágua e do grupo Hamas, todos componentes da “Aliança pela Destruição”. Ao final do texto cita um trecho da Bíblia atribuído ao profeta Isaías que especifica os pecados aos quais devemos odiar: “Porque eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda a maldade”. Hipocrisia tem limite, mas não para esse senhor que publica comentários do tipo “Nem a imprensa amiga do PT consegue esconder que o Brasil dá passos largos em direção ao abismo”. A imprensa amiga, no caso, é a Rede Globo e a mídia hegemônica liberal que defende os interesses dos farialimers e na hora H se alia à extrema direita para impedir o avanço das pautas progressistas. Mas voltemos às investidas educacionais do BP. O curso em questão propõe formar historiadores que revelem verdades históricas ocultadas pelas narrativas de esquerda por parte de professores formados em universidades públicas, verdadeiros covis de comunistas. Os “novos” professores utilizarão como fonte documental a Bíblia que possui, para eles, a mesma fidedignidade dos registros históricos obtidos nos arquivos. Esse curso, com duração de quatro anos e um custo mensal de aproximadamente 200 reais, está vinculado ao Centro Universitário Italo-Brasileiro, uma faculdade católica credenciada pelo MEC em 2019. O coordenador do curso é o historiador monarquista Rafael Nogueira que presidiu a Fundação Biblioteca Nacional entre 2019 e 2022, durante a gestão Bolsonaro. Essa história veio à luz por meio da reportagem da jornalista Amanda Audi, da Agência Pública, que apura temas ligados à política, direitos humanos e gênero. Amanda matriculou-se nesse curso no final do ano passado e em entrevista ao ICL (Instituto Conhecimento Liberta) revelou que os alunos, de um modo geral, tecem comentários positivos sobre o curso, o que conseguiu perceber pelas mensagens dos chats, uma vez que o curso é 100% remoto. Depois que a reportagem foi divulgada, o site do curso deixou de mencionar a BP como parceira da iniciativa, mas a ideologia retrógrada e fundamentalista da extrema direita se faz presente ao longo da matriz curricular de um curso que pretende “revelar e não omitir a versão cristã da história”. A coisa é mais séria do que se pode imaginar, não se tratam de pautas conservadoras, mas fundamentalistas, estratégias da extrema direita mundial que ameaçam a democracia brasileira, heroicamente resgatada nas últimas eleições presidenciais. Sonia Castro Lopes é historiadora, doutora em educação e professora da UFRJ.

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