Por Júlio Benchimol Pinto
Hoje o Brasil atravessou uma porteira que sempre disseram que era sagrada: os mandados de prisão contra o núcleo militar da trama golpista começaram a ser cumpridos.
O STF declarou o trânsito em julgado do processo de Bolsonaro e dos generais e almirante que toparam rasgar a Constituição. Acabou a fase do “talvez”. Entramos oficialmente na fase do “cumpre-se”.
Juridicamente, é simples até para quem reprovou em Direito Constitucional: quando não cabe mais recurso, entra em cena o art. 5º, caput, para todo mundo. Inclusive para general de quatro estrelas, ex-comandante de Força, almirante de esquadra. Aquele papo de que “as Forças Armadas estão acima da lei” derreteu ao vivo na TV.
Politicamente, é um momento de radiografia cruel: o golpismo não foi um surto de WhatsApp, foi um projeto articulado no alto comando do poder.
E é justamente por isso que este dia importa tanto. A mensagem que sai de Brasília para cada quartel, gabinete e igreja é uma só: quem tentar derrubar a democracia não ganha medalha, ganha mandado de prisão.
Vocês têm noção do tamanho desse giro de página histórica?











