Construir Resistência
Foto: Arquivo pessoal

Precisamos ficar atentos e combater a extrema direita

Por Herval B. Barreto

O crescimento da extrema direita no mundo é preocupante. Na Argentina a extrema direita está vivíssima, como mostra o resultado das eleições legislativas que acabaram de acontecer.  Foi bem parelha a disputa. Alberto Fernández que se cuide, se continuar nesse ritmo daqui a dois anos a extrema direita pode retornar ao governo central.

No Chile não é diferente. A extrema direita lá surpreendeu, podendo ganhar as eleições no segundo turno, o que seria desastroso para o Chile. É o radicalismo tomando conta.

Na Bolívia a direita está se articulando novamente. Aventa-se até a possibilidade de uma nova tentativa de golpe.

Na França a extrema direita radical desponta de forma muito perigosa. É a negação da política tradicional.

O que é que está acontecendo com o povo? Há muito risco no mundo todo.

As democracias estão morrendo? Não entendo como o radicalismo e o extremismo tenham tanto apelo.

Precisamos ficar muito atentos também aqui, no Brasil. A coisa vem de fora pra dentro, de forma silenciosa. Não podemos esquecer quem está por trás…  É gente da pesada que sustenta esse sistema, é o poder econômico. Eles querem dominar tudo pela força. E o Brasil é o filão pra eles,

Mais de 60% do eleitorado não vota em partido, não gosta de política. É muita gente despolitizada. A extrema direita cresce justamente num terreno desses…

Bolsonaro e muitos outros aqui no Brasil foram eleitos negando a política tradicional. Não tenham dúvidas de que eles exploram essa fragilidade do eleitorado.

Temos que trabalhar fortemente as bases, mas parece que os partidos de esquerda ainda não se convenceram dessa necessidade. Vou dar um exemplo de luta que tá muito forte no Brasil: os negros estão se movendo e se movimentando com muita força, principalmente as mulheres afrodescentes. Elas estão com sangue nos olhos para dar respostas à “brancaiada” misógina, homofóbica, Lgbtfóbica, racistas e merecem todo o nosso apoio.  Essa questão racial, dos negros, uma hora tem que ser resolvida. Não dá mais para tolerar a opressão que o Estado exerce sobre eles, principalmente os mais pobres.

Temos que virar esse jogo, mas como se faz isso? Conscientizando o povo da perifa a não votar em direitistas. Uma hora tem que cair a ficha da galera, que é um péssimo negócio pra eles votarem em gente como Bolsonaro, Romeu Zema, Wilson Witzel etc..

Não é difícil identificar os partidos milicianos, é só olhar que partidos os filhos de Bolsonaro estão. Vai por mim, se você quer se eleger a algum cargo eletivo vai lá nas periferias, que é onde as portas abrem pra você. Nas casas dos pobres as portas abrem.

Os ricos já compram seus deputados, senadores, governadores e presidente da República. Os candidatos progressistas precisam visitar os bairros periféricos, as favelas, se quiserem ganhar voto.

Se eu estiver errado me corrijam. Desculpem, se fico batendo nessa tecla é porque não aguentamos mais ver pobre votando nessa extrema direita dos infernos.

É assustador para onde nos arrastaram. As elites tiveram a pachorra de alugarem o MBL para fazer o jogo sujo deles. Gente como Kim Kataguiri, também chamado de cata coquinho, essa turma do “vem pra rua, do Rogério Chequer, Mamãe Falei, Fernando Holiday…

Eles desacreditaram a política tradicional e arrastaram muitos jovens com eles em 2013. É complicado, mas é no tabuleiro da política que vamos jogar juntos para derrotar todos eles.

Herval B. Barreto é um cidadão brasileiro. Ativista da causa Brasil.

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