Construir Resistência
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População do RS reduzirá com migração de refugiados climáticos

Por Alfredo Herkenhoff

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Foto: Alberto César Araújo/Fotos Públicas

A grandeza de uma tragédia nem sempre é delimitada pelo número de mortos, aliás, os mortos na boate Kiss incendiada em Santa Maria são números mais terríveis do que o 160 das enchentes atuais. O aluvião na Região Serrana do Rio uns 14 anos atrás foi quase 10 vezes mais mortal do que a enchente atual no desastre climático, político e neoliberal no Rio Grande do Sul.

A atual desgraceira ambiental, destruindo bairros inteiros e pequenas cidades, 100 mil casas que não existem mais, é a maior catástrofe natural da história do Brasil. E pouca gente está falando uma coisa que se pode prever com facilidade, que é a migração dos refugiados climáticos gaúchos. A população do Rio Grande do Sul vai diminuir nos próximos dois anos porque muitas vítimas não terão chances nem função no processo de reconstrução. As vítimas, em parte, vão buscar viver nos outros 26 entes da federação brasileira.

A propósito, uma forma de apoiar as vítimas do Rio Grande do Sul, uma possibilidade é que 25 estados brasileiros e o Distrito Federal recebam refugiados climáticos do Rio Grande o Sul, dando a eles empregos, oportunidades, sonhos e esperanças. Muitos deles poderão retornar ao seu querido Rio Grande do Sul nos próximos anos em meio a novas famílias que aparecerão numa grande miscigenação cultural da nossa nacionalidade.

O modesto estado do Espírito Santo, por exemplo, um que tem população de menos de 5 milhões de habitantes, pode, com apoio federal, do governo estadual, das prefeituras e de empresários, receber uns 50.000 refugiados climáticos gaúchos já neste ano de 2024…

Alfredo Herkenhoff – jornalista

 

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