Construir Resistência
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Anderson Torres mente e protege o mandante do golpe

Da Redação

É inegável que os golpistas ganham tempo e conforme ele vai passando, paira no ar um cheiro de pizza. Anderson Torres, que era o homem-bomba, cujo celular deveria trazer grandes revelações contra o mandante do golpe, a quem acoberta, consegue aos poucos se tornar um traque de festa junina. Impressionante a capacidade dos fascistas se safarem das responsabilidades. Já foi assim com os ditadores do regime militar, que não foram punidos. Torres, um dos principais articuladores do golpe, a quem estava designada a segurança pública do Distrito Federal no dia 8 de janeiro (e mesmo assim ele preferiu se mandar para os EUA em viagem de férias), conseguiu habeas corpus pela sua soltura e cumpre prisão domiciliar utilizando apenas uma tornozeleira que logo se afrouxará também da sua perna. O Brasil não tem histórico de punir os canalhas e tudo acaba terminando em samba e carnaval. Mais um peixão que escapará e tudo ficará como se nada tivesse acontecido. A conferir.

Simão Zygband – jornalista, editor do site Construir Resistência.

Sextou

O ex-ministro Anderson Torres pensou que iria sextar na Disney e sairia ileso na responsabilidade pelos atos golpistas, mas não terá anistia para quem planejou, ajudou e executou os terríveis atos de 8 de janeiro.
Gleisi Hoffmann – presidenta nacional do PT

Mentira

Anderson Torres esteve durante todo tempo participando das conspirações golpistas de Bolsonaro e agora volta a mentir para todo o Brasil dizendo que sempre teve postura “técnica” à frente do Ministério da Justiça e da Secretaria de Segurança do DF. Ministro da Justiça de Bolsonaro, Torres defendeu voto impresso, tinha minuta do golpe em casa e não fez absolutamente nada quando Brasília foi vandalizada no dia 12 de dezembro de 2022. Viajou para os EUA no dia 6 de janeiro, mesmo tendo sido alertado sobre invasão de prédios públicos e outras ações golpistas por parte dos “patriotas”. Anderson Torres é um mentiroso e cúmplice da tentativa de golpe!

Lindberg Farias – deputado federal PT/RJ

Lixo

“Não colou para ninguém, nem para aliados do Anderson Torres”

Natuza Nery, jornalista da Globonews,  sobre a narrativa do ex-ministro de Bolsonaro de que a “minuta do golpe” encontrada em sua casa iria para o lixo.

 

A tornozeleira – Foto: Lula Marques

Entenda a história

Ex-ministro da Justiça do governo JairBolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito, Anderson Torres prestou depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, na tarde desta terça-feira (8/8), no Congresso Nacional. Na oitiva, um detalhe chama a atenção: Torres usa tornozeleira eletrônica, uma das medidas restritivas e cautelares estabelecidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para permitir que o ex-ministro cumpra prisão domiciliar.
Torres foi preso em 14 de janeiro no bojo das investigações sobre possíveis omissões de autoridades durante os atos golpistas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro. Ele chefiava a Segurança Pública do DF quando ocorreram as invasões golpistas nas sedes do Congresso, Sumpremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, mas, na data, estava em viagem de férias aos EUA. Anderson Torres cumpriu a prisão no 4º Batalhão da Polícia Militar, no Guará (DF).
No dia 11 de maio, Moraes concedeu liberdade provisória ao ex-ministro, em decisão tomada após o advogado de defesa de Torres, Eumar Novacki, reiterar o pedido de “revogação da prisão preventiva” ou, “ao menos, substituí-la por uma das cautelares elencadas no art. 319 do CPP ou pela prisão domiciliar”.
A prisão foi substituída por monitoração eletrônica, com proibição de ausentar-se do Distrito Federal; proibição de manter contato com os demais investigados; proibição de usar redes sociais; e afastamento do cargo da Polícia Federal. O descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas implicará na revogação da medida e decretação de nova prisão.
“As razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que se encontravam pendentes em 20/4/2023”, escreveu Moraes na decisão.

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