Construir Resistência
Bolsocrimes

Os crimes cometidos em ambiente bolsonarista

Por Alfredo Herkenhoff 

“A pneumonia de Lula o faz fisicamente mais fraco e politicamente mais forte. A evolução não será a la Tancredo, mas a la Deng Xiao Ping”.

O adolescente que matou a facadas uma professora e feriu mais 5 pessoas em SP é um caso a mais de homicídio distópico. Os assassinatos do mestre capoeirista, da escola de Suzano, de Aracruz, do policial gritando Aqui é Bolsonaro e mandando bala no aniversariante petista em Foz de Iguaçu, os tiros que dez soldados sob comando de um tenente desfecharam contra o carro branco com um motorista negro e bolsonarista em Guadalupe, enfim, esses feminicídios e gracejos de ódio de Mamãe Falei, Julia Zanatta, Bob Jefferson, Allan dos Santos, Nikole Ferreira e Zambelli, enfim, o conjunto é o meio ambiente da distopia: são ucranizadores, são ferramentas para dividir irmãos…

Escola sem partido é receituário de futuros homicídios.

Gabriel Monteiro cassado, acusado de violência sexual, preso e o escambau, elegeu a irmã para a Alerj e o pai para ser um par de DD na Câmara em Brasília.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (cinco permanentes e com direito a veto) votaram sobre um pedido de abertura de investigação para determinar quem cometeu os atentados terroristas que destruiram os gasodutos que levavam gás farto e barato da Rússia para Alemanha e outros países da Otan. O pedido foi rejeitado. Só Rússia, China e Brasil votaram nesta segunda-feira a favor de uma investigação sobre autoria, em meio a sinais evidentes de que o premiado jornalista S. Hersh tem razão: foi a Casa Branca que mandou detonar no fundo do mar.

Todos esses crimes distópicos no Brasil deveriam, para além das respectivas tramitações legais de cada caso, ser englobados numa investigação de ordem comunicacional. Paira uma hipótese, quase uma certeza, de que foram crimes cometidos em ambiente de bolsonarismo.

Crimes emocionais ou passionais ocorreram muitos no século 19 e 20 e vão ocorrer neste 21 e no Século XXII. Mas hoje, de cada dez feminicídios, não é absurdo especular que nove foram cometidos por eleitores de Bolsonaro.

Quem são os pais dos jovens de Suzano, Aracruz e de hoje na Escola da Tia Sônia? Em quem os pais votaram? Fizeram manifestações nas redes sociais a favor de Bolsonaro e Moro?

Flordelis era uma flor de pastora.

O BC é uma mistura de BTG, Bradesco, Globo, Jovem Pan, Revista Oeste, Clube Militar, CNN Brasil…Magno Malta, Malafaia…

Protestos violentos na França, maior greve de transporte na Alemanha em 30 anos, crise nas ruas de Israel fazendo Bibi desistir de viktorbanizar o supremo judaico, soldados norte-americanos que invadiram o nordeste da Síria sob ataques difusos vindos sabe-se lá de onde, tantas as forças que querem os ianques fora do território soberano de um país presidido por Hafez Assad Bashar Junior, enfim, EUA e OTAN são pouco mais de 15% da população do mundo e não vão continuar mandando imperiamente em 8 bilhões.

A China, com sei lá uns 18% desta população, também não vai nem quer ser o poder hegemônico. O mundo quer comércio, quer aceitação das diferenças, quer proteção ambiental, quer redução da pobreza, quer paz e felicidade.

Biden e Trump, Bolsonaro e Bibi Netaniahu, esses aí não estão bem na fita geopolítica.

O perigo nuclear, o fim do mundo é claro. Putin, que é de extrema direita, é um nacionalista que diz claramente: Nossa doutrina proíbe o primeiro strike. A China também proíbe constitucionalmente o primeiro strike. O Irã, com os aiatolás, proíbe teologicamente a fabricação de ogivas do fim do mundo. Mas os cientistas, matemáticos e enxadristas iranianos produzem mísseis e drones espetaculares. Poderiam produzir bomba atômica em poucos meses se os aiatolás perderem o poder ou mudarem de visão teológica. Putin é pragmático:

– Se EUA e OTAN ousarem o primeiro strike, a resposta será simples: Todos morreremos. Nós, russos, morreremos como mártires. Eles, em Londres e NY, morrerão como cães sarnentos.

Ninguém quer isso.

Viva Dilma na presidência do banco dos BRICS.

MORO NA CADEIA!

Alfredo  Herkenhoff  é jornalista, escritor, autor do livro Jornal do Brasil – Memórias de um Secretário

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