O olhar feminino

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Por Marlene Carvalho

Dois filmes do festival do Rio, ambos dirigidos por mulheres:

Edificio Gagarine e Quo vadis, Aida?.
Quo vadis, de Jasmila Zbanic  é o melhor do festival até agora. Inspirado em fatos reais, se passa em 1995, na cidadezinha de Srebrenica, na Bósnia, palco de uma guerra entre sérvios e bósnios, depois da derrocada da União Soviética. Ali foram assassinados à queima roupa mais de oito mil homens, jovens e velhos, civis desarmados, que tinham procurado abrigo na base da #ONU, dirigida por militares holandeses, da chamada Força da paz (os capacetes azuis).
A história é contada do ponto de vista de Aída, professora de inglês, que trabalha como tradutora para os militares da base. Ela é casada com um tímido professor de História e tem dois filhos jovens. Como funcionária da ONU, ela tem direito à proteção na hora de evacuar a base, mas sua família, não. Ela luta como uma leoa para proteger os três homens, argumenta, grita, esperneia, mente, implora, mas lei é lei, ordem é ordem.
O filme é dedicado às mulheres que perderam seus pais, maridos, filhos, irmãos, sobrinhos e primos, nesta guerra estúpida. Indicado para o Oscar de Melhor filme internacional. Enjoy.
Edifício Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Troilh, se passa na França num conjunto habitacional da periferia que está prestes a ser demolido. O herói Youri , belo rapagão de 16 anos, preto, quer salvar os prédios.  Seu sonho é ser astronauta, seu nome é homenagem a Iuri Gagarin, o astronauta russo. Sua namorada é cigana. Romeu e Julieta da periferia.
O filme começa como crítica social ao abandono das habitações populares, depois vira um conto de fadas. Filme para adolescentes.
Marlene Carvalho é escritora e professora da UFRJ.

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