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O festival de horrores da Globo

Por Simão Zygband

 

O triste espetáculo protagonizado pela Rede Globo no debate dos presidenciáveis realizado na noite de quinta-feira (30) evidentemente não teve vencedores. A começar pelo péssimo horário definido para iniciar qualquer programa que se destine à maioria dos trabalhadores. Milhões deles não o puderam assistir, pelo adiantado das horas.

Vou logo ao que interessa. O líder das pesquisas de intenção de votos nas eleições de domingo (2), Luiz Inácio Lula da Silva, não saiu chamuscado do debate e ele certamente não deverá alterar o quadro já definido há mais de um ano. Dificilmente haverá uma surpresa de última hora e é mais provável que o pleito se encerre mesmo no próximo domingo. A conferir.

Mas vou pela linha de raciocínio do médico Nelson Nisembaum, de São Paulo, que acredita que a Rede Globo, protagonizando um debate de tão baixo nível, “está colhendo o que plantou”. A emissora é, sem dúvida, um dos pais do bebê-diabo, o genocida Bolsonaro, que traduz tudo o que há de pior que existe em nosso país: ligação comprovada com as milícias cariocas, com esquadrões de morte, com o terror implantado nas comunidades, que vivenciam a guerra pelo tráfico de drogas, armas, prostituição e extorsão.

Todos estes vergonhosos crimes são  camuflados com uma roupagem de militar, evangélica, de defesa da Tradição, de Deus, da Pátria e da Família pelos desgovernantes do país.

O clã Bolsonaro lembra aquele preso encarcerado em um presídio, respondendo pelos crimes de homicídio, estupro e latrocínio, que decide colocar uma bíblia debaixo do braço, falando em nome de Jesus, e que acredita que engana os trouxas de que se transformou em um novo homem e que tudo o que cometeu está plenamente quites com a Justiça dos Homens e Divina.

O tal “padre” Kelmon, que substitui o presidiário Roberto Jefferson pela legenda do PTB (pois teve sua candidatura impugnada pelo TSE), nem deveria participar do debate. Fez o papel de servir aos mafiosos no anseio de tentar quebrar a hegemonia de Lula nas pesquisas. No debate, conseguiu tirar o ex-presidente do sério, mas não o suficiente para retirar-lhe votos, como lhe determinou o seu chefe, Jair Bolsonaro.

O debate é o fruto podre plantado pela Rede Globo no Brasil, que pariu Jair Bolsonaro, um elemento tão nocivo à saúde nacional, a ponto de causar asco até nas meninas do agronegócio, as senadoras Simone Tebet e Soraya Thronicke, esta última até reconhecendo que cobrou umas “boquinhas” do  desgoverno do genocida miliciano.

Para quem não sabe, Tebet votou favorável a todas as leis que liberam a utilização de agrotóxicos e também pela flexibilização da legislação que preserva as áreas indígenas na Amazônia.

Ciro Gomes, então, não merece comentários. Que morte politica encomendou para si mesmo. Deverá ser derrotado até no seu estado, o Ceará. Deveria tirar férias não em Paris, mas quem sabe na Ucrânia.

Confesso que, pela primeira vez em debates presidenciais, não consegui ver até o fim.

Triste país que Lula herdará Terá muito trabalho pela frente.

Vamos lutar para elegê-lo já no domingo.

 

Algumas opiniões sensatas:

 

O exorcista

O padre e o exorcista. Quem é pior ? Tá de brincadeira. Que nível. Triste país o nosso –

Fátima Fazan, jornalista

Zorra total

A Globo acaba de trazer de volta o Zorra Total com o debate de hoje.

Padre Kelmon e Ciro Gomes vieram para o programa direto da Praça é Nossa.

O padre é um personagem de Lost que se extraviou na trigésima primeira temporada.

É o pior debate desde o Império Otomano.

Moisés Mendes . jornalista

 

Carência

A carência da criatura mais odiada do planeta: “o agro negócio me ama” (…) “todos do campo me amam” (…) “sou o homem deles”

Sandra Barsotti, atriz, sobre Bolsonaro

 

Cueca

Soraya: Padre, queria perguntar… Que cueca é essa na sua cabeça?

Virginia Finzetto, jornalista

 

Colheita

Globo colhendo o que plantou.

Nelson Nisembaum, médico

 

Mágoa

O Ciro parece aquele cara que não superou a separação. Cheio de mágoa #supera

Elisangela Farias-Silva, educadora

 

 

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