Construir Resistência
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O Brasil dos derrotados

Por Simão Zygband

 

Os atos de vandalismo praticados na noite desta segunda-feira (12) em Brasília, por terroristas bolsonaristas derrotados, logo após a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, é o retrato do que foram os quatro anos do desgoverno de Jair Bolsonaro, um genocida que incentiva a barbárie e, se o Brasil fosse um país sério, o colocaria no lugar onde já deveria estar há muito tempo, desde quando elogiou o torturador sanguinário, Alberto Brilhante Ustra: atrás das grades.

A permissividade e a leniência são os pais do fascismo brasileiro. Bolsonaro fez o que bem entendeu nos últimos quatro anos por que contou com a complacência do Poder Judiciário. Mas o futuro ministro da Justiça do governo Lula, Flávio Dino, já se pronunciou, antes mesmo de assumir o cargo, dizendo que não haverá anistia para os crimes bolsonaristas e que os episódios ocorridos em Brasília são “inaceitáveis”.

Desnecessário dizer que Jair Bolsonaro foi o agente do caos, resultado de uma personalidade psicótica, eivada de crueldade, à imagem e semelhança de seus eleitores. E olhe que país doente vivemos, quando um genocida como ele consegue 57 milhões de votos nas urnas.

É bem provável que os relatórios do Grupo de Transição tragam resultados tão alarmantes a ponto de arrepiar os cabelos dos calvos. O jornalista Bernardo Mello Franco, escreve em sua coluna em O Globo: “Depois de furar cinco vezes o teto de gastos, o presidente raspou o que sobrava no cofre para tentar se reeleger. Não conseguiu e deixará o governo em estado de calamidade. O cenário de descalabro aumentou os desafios da transição. Mais que um diagnóstico, será preciso fazer uma autópsia do desastre bolsonarista”.

Os números

Os terroristas e arruaceiros incentivados por Jair Bolsonaro, com fechamento de rodovias, acantonamento em quartéis e baderna generalizada em Brasília, como disse anteriormente, são o retrato dos anos de trevas do bolsonarismo, um desgoverno que é a amalgama de tudo que há de pior no país: militares corruptos (sobretudo no oficialato), banditismo das milícias, pastores pentecostais achacadores de pobres (e isentos de pagamento do IR), narcotraficantes (só no avião presidencial havia 40 quilos de cocaína apreendidos na Espanha), empresários sonegadores e financiadores do golpe, enfim, uma longa ficha corrida de maus brasileiros.

Só para se ter uma ideia do que foi o desastre do desgoverno Bolsonaro, vamos nos ater apenas aos números da economia, onde a nuvem de gafanhotos arrebentou os cofres públicos com uma voracidade nunca antes presenciada. Veja uma comparação entre a direção do miliciano e a do Lula:

Lula deixou o país como sendo a 6ª economia do mundo. Bolsonaro vai deixá-la em 12º lugar; crescimento médio do PIB de 3,7% contra 1,5% do genocida;  desemprego de 4,8% contra 13,7%, assim como uma queda de 8.8% no rendimento real do trabalhador do extremista, mais uma das obras sádicas do Coiso.

Chega. Vamos nos preparar agora para a posse de vencedor, passar uma borracha no passado, sem nos esquecermos de punir os responsáveis.

 

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