Construir Resistência
resistencia olho

O ano em que nasceu o Construir Resistência

Por Simão Zygband

Arte: Sérgio Papi

 

Ajudei a criar uma experiência fascinante de Comunicação: o site Construir Resistência, que passou das 450 mil visualizações desde o seu nascimento, ocorrido em 8 de março, em comemoração ao Dia das Mulheres.

Como jornalista que trabalhou em jornais, TVs, assessorias de imprensa, reconheço que a ideia de criar o site, um grupo de whatszapp (que tem perto de 200 pessoas) e uma página de facebook (com 900 seguidores), se transformou em uma das mais ricas experiências em Comunicação que vivenciei.

O site se alimenta com informações que as centenas de pessoas postam no grupo de zap. Funciona como uma espécie de clipagem, ou seja, os participantes selecionam as notícias que gostariam que seus companheirxs de efetiva resistência vejam. Eles acabam pautando, de alguma forma, o conteúdo do portal.

Claro que há, como em todos os grupos, muitas divergências, mas não graves, é verdade. A questão do vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, desperta muitas paixões nos participantes. Claro que não é tão fácil absorver o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin como candidato à vice-presidente. Não é tão palatável, mas a maioria concorda que cabe a Lula decidir quem vai compor a chapa presidencial com ele.

O interessante do grupo do Construir Resistência, composto por todos aqueles que querem efetivamente se organizar e ter discurso contra o governo de extrema direita do inominável (já que teremos uma eleição duríssima em 2022) é que dele participam jornalistas, professores, advogados, metroviários, médicos, sindicalistas etc, que tentam falar a mesma língua. É uma diversidade intelectual imensa.

A grande maioria é composta por petistas, mas não necessariamente. Não é exigida nenhuma carteirinha de filiação. Basta apenas apoiar a candidatura presidencial do Lula ou simplesmente fazer oposição ao desgoverno fascista. Não se segrega quem não dará voto no PT, mas não enfrentará vida fácil  no grupo que majoritariamente criei com contatos que  historicamente tive algum tipo de diálogo: militantes petistas, jornalistas de várias redações, sindicalistas, amigos pessoais da comunidade judaica ou não, colegas de escolas que estudei (e que tenham alguma afinidade com as tendências de esquerda) etc. Todos recebem gratuitamente as nossas matérias, sendo autorais (de nossa lavra) ou não.

O difícil é, às vezes, controlar o ego de alguns participantes que se julgam detentores da verdade e gênios da análise política. Mas o Construir Resistência tem a capacidade de relevar atitudes autoritárias e desagregadoras. Não é fácil pilotar vaidades, inclusive internas (e inclusas as minhas próprias).

Sempre surgem temas que viram discussões acaloradas: Quem deve ser o vice do Lula, quais alianças políticas devem ser realizadas, qual candidato ao governo de São Paulo devemos apoiar, por quais motivos. Além disso, selecionamos textos das mais diferentes matizes de reflexão e pensamento sobre a conjuntura e é isso que tem dado força ao Construir Resistência.

Curiosamente, o texto mais lido do nosso site (faço acompanhamento diário) foi escrito pelo ex-jogador e atual dirigente do São Paulo Futebol Clube, o Raí, publicado em maio no jornal francês Le Monde, denominado “A peste”, com duras críticas ao desgoverno do capitão reformado, com incríveis 173 mil acessos.

O segundo texto mais lido é sobre o hacker de Araraquara, que acabou com a farsa da Lava Jato, denominado “Um herói nacional chamado Walter Delgatti”, com 17.667 visualizações. E o terceiro, é um texto de minha autoria, chamado “A coragem da repórter Veruska Donato de pedir demissão da TV Globo, com 17.644.

Há de se destacar o acesso em outra matéria de minha autoria, sobre o Oscar, denominada “E Holywood finalmente descobriu a crise do capitalismo”, com 9.156 acessos, e que ficou durante meses na primeira colocação.

Outra matéria que despertou muito interesse foi a entrevista que decupei (transcrevi) do site Tutaméia com a filha do revolucionário Carlos Lamarca, denominada “Meu pai não morreu. Está mais vivo do que muito vivo”, que teve 7.731 visualizações.

Os desafios de 2022 deverão ser encarados com habilidade política e este grupo do Construir Resistência, proporciona sua humilde contribuição.

Caso queiram contribuir de maneira solidária com o Construir Resistência, basta fazer um pix em nome de Simão Félix Zygband no celular 11 99726-8051.

Feliz festas para todxs.

 

 

 

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