Construir Resistência
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Não consigo respirar…

 

E não é a #covid-19. É a luta pela vida!

 

Por Adriana do Amaral

Trinta por cento da população segue a vida normal, especula-se, como se nada de errado estivesse acontecendo no Brasil. Neste cenário, estamos prestes a atingir a marca de 285 mil mortos pelo descaso do governo com a #pandemia e, sucessivamente, batemos a média diária de mortes, tornando a “terra brasilis” o epicentro mundial da #Covid-19.  Mortes anunciadas há um ano, mas que foram negligenciadas.

 

Corpos em decomposição e ossadas estão amontoados, a céu aberto, no cemitério São Sebastião, no município pernambucano de Vitória de Santo Antão.  Em todo o Brasil pacientes morrem esperando um leito de hospital enquanto na cidade de São Paulo foi anunciada hoje (18) a primeira vítima dos “sem UTI”.

 

Em algumas capitais especialistas de especialidades diversas estão sendo convocados para plantões nas Unidades de Terapia Intensiva e Brasil afora profissionais da saúde morreram entre as doses de vacina. Há relatos de que alguns deles adoeceram mesmo após tomarem doses completas. Em Porto Velho, Roraima, estudantes de medicina podem ter a formatura antecipada, a pedido do Ministério Público.

 

Na capital gaúcha, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, parentes esperam em filas até seis horas na saga para registrar o Atestado de Óbito, nos cartórios. Há risco de esgotar-se a oferta de caixões e vagas nos cemitérios em todo o país.

 

Ineficiência generalizada

 

No Brasil pandêmico as doses de vacina mostram a desproporcionalidade da oferta de doses na medida em que as faixas etárias diminuem. Nas pequenas cidades, quem está bem informado e tem internet e equipamentos digitais à disposição faz o cadastro primeiro e, consequentemente, são imunizados antes. É o universo da exclusão digital.

 

Muda ministro e nada muda na Saúde. As mais recentes denúncias afirmam que as máscaras distribuídas recentemente pelo Ministério da Saúde aos profissionais da linha de frente no combate à #Covid-19 são inadequadas, para uso “não médico”. Logo inseguras, colocando em risco a vida de quem salva as nossas vidas.

 

Em São Paulo, a capital financeira do país,  os leitos hospitalares estão zerados, de acordo com os profissionais da saúde. Na metrópole melhor preparada do país já é preciso um brasileiro morra para que outro tenha chance de sobreviver. No Estado mais rico do país, os paulistas vivem, de acordo com o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, o grau nove de perigo em uma escala de zero a dez.

 

Sem teto, sem comida, sem vacina

 

Com o aumento do desemprego e a decretação do lockdown em várias cidades dos Estados, a fome avança e também mata o povo brasileiro. Isso, por incompetência da gestão federal, que não se preocupa com os projetos sociais e as políticas públicas humanitárias. Não há auxílio-emergencial nem auxílio de espécie alguma.

Com o acirramento do #isolamentosocial diminuem-se ainda a oferta de comida para a população em situação de rua, que aliás aumenta diariamente e a olhos vistos em todo o país. As donas de casas convivem com as panelas e barrigas vazias.

 

Neste país caótico, há quem defenda a instalação de Estado de Defesa e Intervenção Federal. Naturalmente, promotores que integram aqueles 30% dos brasileiros satisfeitos. Eles estariam preocupados com o orçamento público, mas não se importam com a pessoa humana.

 

Dá para respeitar num país desses?

 

charge: #JônaTas

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