Por Sebastião Nicomedes

Ultimo dia de julho. Ultimo dia de vida.

Uma pessoa que dormia no calçadão da rua #DomJosédeBarros, centro da capital paulistas.

Amanheceu morta.

Na calçada, praticamente de frente pra um hotel. Olha a localização:

virando esquina, pela #AvenidaSãoJoão, a #SecretariadoTrabalho. Descendo mais um pouco. fica a #SecretariadeHabitação. Mais 200 metros a #SecretariadaAssistenciaSocial. Seguindo mais alguns metros, a #SecretariadosDireitosHumanos e a própria #PrefeituraMunicipaldeSãoPaulo.

Pra ver o acaso. Não acaso não. O descaso.

Não  estamos falando de periferia, distante… Estamos falando de um pessoa no entorno da cúpula do poder público.

Aliás, a própria #DefensoriaPública e o #MinisterioPúblico. Também nessa localização.

E ficam floreando a abertura de espaços com colchonete no chão como se fosse uma coisa estupenda.

Ah, estupidez!

Eu repito. Ver o governador e o prefeito distribuindo cobertores e sacos de dormir e batendo no peito pra parecerem bonzinhos. É o cumulo do absurdo total.

Sr. governador #JoãoDoria, Sr. prefeito #RicardoNunes, não fiquem se escondendo atrás do padre #JúlioLancelotti. Isso é  ridículo. Vergonhoso e de uma covardia indescritível.

Quanto dinheiro para o enfrentamento a #Covid-19? Ah, mas é  pra vacina! Ora essa.

E o #isolamentosocial? Não seria o caso de hospedar a pessoa da rua para o hotel?

Mas, dizer o que de um país governado por um #presidentedaRepublica que trata área social como coisa desnecessária? Que tem ministros que contestam dinheiro a fundo perdido? Que só tem olhos prá privatização?

A meta do Bolsonaro, do Guedes e companhia: Lucrar, fazer o dinheiro dobrar 9s investimentos.

Entende se perfeitamente o plano #Covid 19. Alavanca a #Rreformadaprevidência. Exterminam com os mais pobres.

Ah, mas “eles não querem ir pros albergues”…

Pois bem, os abrigos também proporcionam aglomeração.

Morreu mais um na rua.

E DAÍ?

 

                                
Fotos: Tião Nicomedes

Tá lá o corpo estendido no chão…

Tião Nicomedes
Sebastião Nicomedes de Oliveira é “poeta das ruas”. Autor da peça teatral Diário de um Carroceiro e do livro As Marvadas é artista popular. Ex-catador e ex-morador em situação de rua, integra o MIPR (Movimento Internacional de População em Situação de Rua).

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