Missa é monitorada contra ataques da rede do ódio

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Por Adriana do Amaral

Delegacia de Ataques Cibernéticos (Cibercrimes) monitora celebração ao vivo e redes sociais do Padre Julio Lancellotti

Deixando claro que não escolhe grupos, mas está em oração por todas as vítimas que morreram durante a #pandemia, os doentes que lutam nos hospitais e casas contra a #Covid-19 nos e por aqueles que trabalham direta e indiretamente na pesquisa, atenção médica e suporte no combate ao #coronavírus, o pároco da Capela de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, Padre #JulioLanceloti, deixou claro, no início da missa da manhã de domingo (6), que a celebração religiosa estava sendo monitorada pela polícia. Isso porque o canal do #YouTube, as páginas no #Facebook e #Instagram e até o #whatsapp do religioso sofreram ataques cibernéticos ao longo da ultima semana.

O coro dos descontentes não apenas vandalizou as mídias sociais, como ameaçou mais uma vez o padre. O motivo, desta vez, seriam os livros que Padre Julio costuma indicar para leitura, nos finais das missas. Obras de autores nacionais e internacionais, estudiosos ou religiosos que abordam das temáticas clássicas aos temas da atualidade.

“Ninguém precisa concordar, mas não é preciso destruir”, disse justificando que não gostaria de tomar a decisão de envolver a polícia, mas que foi preciso. Alertou que as postagens serão monitoradas e os culpados identificados.

Aconselhou que se alguém não concorda ou gosta, que não acompanhe a missa dele, pois há muitas opções, inclusive na internet. Também mandou uma saudação à ex-deputada federal Manuela D’Ávilla, que também vitimada por crime cibernético cometido contra ela e a filha Laura pela família do vice-prefeito de Porto Alegre.

“Nós vivemos um momento dramático, mais de 470 mil mortos. Rezamos por todos os mortos, não escolhemos por quais mortos iremos rezar. Rezamos por todos os que estão nos hospitais, não por um grupo. Por todos”, disse pedindo: se já está no momento não deixem de tomar a vacina. Explicou sobre a necessidade da segunda dose do imunizante contra a #Covid-19 e também sobre a necessidade de tomar a vacina contra a gripe.

“Ainda bem que Jesus não tinha redes sociais, porque senão ele teria sido muito bombardeado”, brincou. O que Jesus fazia?, provocou: se posicionava do lados dos indefesos, dos massacrados, dos abandonados. Lutava contra a maldade e a opressão.

Na homilia, refletiu sobre o “conflito sempre presente” na vida das pessoas, sobre a dificuldade de se assumir responsabilidades e a tendência humana de jogar a culpa no outro. Sobre o sofrimento que a ganância provoca, principalmente sobre aqueles que praticam a solidariedade e cuidados com os mais necessitados. Contextualizou assim o seu “mantra” que repete em todas as missas: não desanime. Força e Coragem.

Sempre traduzindo para a realidade atual os textos bíblicos, Padre Julio lembrou que é muito importante entender que Jesus disse que  tudo será  perdoado, menos a blasfêmia contra o Espírito Santo. Explicou que os pecados do homem são esperados e que o Espírito Santo, na verdade, é a prática do amor.

“É preciso mudar para que o pão e a vida sejam para todos. ” Segundo ele, esta é a novidade do Espírito Santo presente.

No final, Padre Júlio nomeou os nomes de cerca de cem cidades brasileiras identificadas pelos internautas que acompanharam a missa pelo Brasil. Apenas pelo Facebook foram cerca de 3 mil pessoas, com mais de 500 compartilhamentos.

 

 

 

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6 respostas

  1. Também sou padre e estou em sintonia com o Pe. Júlio Lancellotti. O compromisso dele inspira minha vida presbiteral.

    1. A Igreja aberta a todos, generosa e sábia, através de homens santos como o Padre Julio e o senhor, padre José Antônio, é o caminho para uma sociedade igualitária. Enquanto isso, um alento a todos nós.

    2. Olá nobre Presbítero:
      L.S.J.C.
      Não sou Presbítero, ou Diácono permanente e nem Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, sou apenas um servo de Deus. Também compactuo com as ideias do Padre Júlio Lancellotti. Infelizmente no mundo de hoje, fazer o bem a quem mais necessita virou sinal de ódio por parte de alguns. Jesus também foi perseguido pelas suas ideias, por distribuir o pão aos famintos, por curar os enfermos. Não há maior a Jesus do que praticar o bem sem olhar a quem. Me lembro que quando era Acólito, o Pároco aqui sempre dizia, que dos 4 terços que rezava, um era específico para seus inimigos aos quais nem sabia quem eram. Continue inspirando sua vida presbiteral nele e também em São João Vianey, o Cura D’Ars, santo cuja vida me fascina. Com sua fraternal benção, segue um abraço do irmão em Cristo Jesus.

  2. O padre Júlio é um grande profeta dos nossos tempos, o seu ministério é para nós padres uma grande seta que nos leva a Jesus. Conte com nossas orações e amizade pe Júlio. Estamos com o senhor. Pe Irineu

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