Construir Resistência
Foto: Léo Oliveira

Lula e Dino comem os fascistas pelas beiradas

Por Simão Zygband

Foto: Léo Oliveira

O jogo da política, sobretudo o de alto rendimento, nas altas esferas de poder, é como se fosse uma partida de xadrez jogada com as características de seus contendores. Há estratégias de defesa e ataque que levam em conta a velocidade dos movimentos, os seus objetivos, a maneira como obter um resultado em um ritmo ditado pela sua personalidade, pelo entendimento e leitura do processo político.

Confesso que tenho achado que o presidente Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino fazem uma dupla interessante no que concerne a combater o fascismo e prender os golpistas, mas com características de dois velhos jogadores da política.

É óbvio que o presidente, efetivamente, é o que dá a última palavra sobre a estratégia, e tem obtido eficiência, responsável inclusive pela subida positiva na avaliação do governo encabeçado pelo PT.

A odisseia do Lula, por si só, é digna de uma série da Netflix, com dezenas de capítulos. Seria uma das mais emocionantes possíveis. E nem preciso dizer por que. Mas como as ações estão sendo conduzidas agora tem a cara deste grande líder, um enxadrista da vida, um político que conhece a essência da política e a alma do povo.

A maneira como ele cercou e colocou em xeque (quase mate), o seu adversário (talvez inimigo) Jair Bolsonaro é digno dos aplausos mais do que efusivos. Confesso que no começo não entendia bem a morosidade, por que o governo não ia pra cima  para prender logo os golpistas, sobretudo os mandantes e financiadores dos crime de 8 de janeiro.

É claro que neste contexto nunca se pode esquecer a postura corajosa e contundente do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, uma autoridade monstruosa na defesa da Democracia. Um leão.

Flávio Dino, efetivamente, tem nas mãos um dos ministérios mais espinhentos , talvez o que precisa de soluções mais drásticas e pontiagudas. É da responsabilidade dele não apenas a atribuição de montar a estratégia e a logística de cercar os fascistas, como colocar os golpistas na cadeia, e, a cereja do bolo, encarcerar Jair Bolsonaro e seus principais colaboradores.

Mas da elaboração dele depende, além de cerco aos golpistas, coibir e desvendar com todo o rigor os frios assassinatos da liderança quilombola Bernadete Pacífico, a mãe Bernadete ou ainda da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018.

É de sua atribuição o combate ao crime organizado, ao narcotráfico, às milícias, para que o país não mais conviva com frios assassinatos. E esta empreitada precisa ser enfrentada com rigor, diuturnamente.

Já foram presos general, coronel, ex-ministro, comandantes da PM,  todos de alguma forma envolvidos com a tentativa de golpe.

Um esquema criminoso que começou a ser engendrada há alguns anos atrás, com objetivo de perpetuar no poder o genocida Jair Bolsonaro e seus cúmplices fardados.

Há suspeita de que o excrementíssimo senhor ex-presidente era apenas uma marionete nas mãos dos militares que estiveram nos bastidores de empreitada golpista.

Não passarão, ou melhor, já não estão passando!

Simão Zygband é jornalista profissional desde 1979. Trabalhou em TVs, rádios, jornais de São Paulo e assessorias de imprensa, onde foi editor, pauteiro, repórter, redator e assessor de Comunicação.

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