Lula e a questão ambiental e dos povos indígenas.

Por Ari Meneghini

 

Se o roteiro continuar na mesma direção Lula deve ser eleito, dessa vez com uma frente que tem um vice conservador, além de outros apoios e acordos políticos.

Durante os governo Lula e Dilma, o meio ambiente foi bem, com a FUNAI tendo a frente pessoas especializadas como o Bruno Pereira, brutalmente assassinado, mas a violência na região também existia, mais controlada, mas sempre esteve lá.

Lula tem um projeto desenvolvimentista, vimos que as hidroelétricas na região amazônica prosperaram como no Rio Madeira e Belo Monte onde as populações indígenas foram afetadas.

Em 2018 eu participei de curso sobre os povos originários, boa parte dos professores eram indígenas que são mestres e doutores. Lá uma das lideranças dos Tucanos (Mato Grosso) comentou que em uma visita de Lula, ele disse que os indígenas precisavam se desenvolver.

A chegada dos indígenas à universidade deveu-se primeiramente à Constituição de 88 que teve a participação de algumas lideranças, mas foi no governo Lula que realmente chegaram à universidade. Essas lideranças que estudam são super importantes na defesa dos seus direitos e já têm líderes disputando a politica como Sonia Guajajara (pré-candidata a deputada federal pelo PSOL).

Devido à pleiade de alianças que Lula está fazendo para ganhar as eleições, ele não terá tanto espaço para fazer o vem dizendo.

Em relação à Amazônia será um grande desafio porque o governo B – Paulo Guedes e Salles, além de ter provocado uma grande destruição ambiental acabou gerando novas propriedades através da grilagem, empresas entraram nas terras indígenas e estão explorando minérios, contaminando as águas e com Damares destruiu os direitos humanos dos povos indígenas das populações ribeirinhas.

Enfim será muita coisa para fazer em pouco tempo porque a destruição foi, está sendo, gigantesca. Isso só ocorrerá se a sociedade estiver organizada para não apenas cobrar, mas atuar de fato e mudar o país.

Lembrando que Bolsonaro continua tendo um eleitorado muito grande e que não está parado, são 200.000 pessoas armadas no país, além da baixa patente das forças armadas e das PMs pelo país.

Não há outra forma de derrotar B sem a existência da frente, porém não basta derrotá-lo, temos de enterrar o bolsonarismo com o fortalecimento das instituições, com o crescimento de instâncias populares de poder e não apenas na mão do congresso que sabemos é dominado pelo interesse financeiro.

Ari Meneghini é historiador e especialista em transformação digital

 

 

 

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