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Lula mostra no debate por que é o favorito para vencer as eleições

Por Simão Zygband

 

 

Como era de se esperar, o debate da TV Bandeirantes, em parceria com o UOL, Folha de S.Paulo e TV Cultura, não trouxe grandes novidades para a disputa das eleições presidenciais de 2 de outubro.

Novamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobressaiu, sobretudo quando atacado por Ciro Gomes, Simone Tebet ou Jair Bolsonaro, que teimaram em insistir na batida ladainha da corrupção.  É verdade que ele não estava nos seus dias mais inspirados.

A principal liderança da Frente de Oposição ao governo de extrema direita do genocida, com a grandeza que lhe é peculiar, se comprometeu a negociar com o pedetista e até atrair o PDT a seu eventual governo. Quanto ao atual ocupante da cadeira, foi mantido na sua necessária insignificância. Não merece comentário.

Luiz Inácio Lula da Silva foi absolvido de 26 processos que enfrentou em decorrência de intensa perseguição política e jurídica movida contra ele.

Lula ganhou todas as ações. Se houve corrupção, o ex-presidente foi responsável por criar a maioria  dos mecanismos para combatê-la. Iniciou o debate reforçando este aspecto.

Há apenas 35 dias para as eleições, dificilmente o debate deverá alterar o quadro eleitoral cujas pesquisas mostram a liderança com certa folga de Lula, com chances de vitória no primeiro turno.

A grande mudança pode ser a queda nas intenções de votos de Jair Bolsonaro, que numa cena extremamente lamentável, voltou a atacar a jornalista Vera Magalhães, mostrando todo o seu caráter misógino e machista, causando um clima extremamente constrangedor. Houve outros episódios em que o genocida demonstrou o seu lado psicótico e perverso. Deverá perder votos.

Bolsonaro deu uma aula de despreparo com os ataques às mulheres, mas não somente. É lamentável que ainda possua 30% das intenções de votos, mas se depender do desempenho do descontrolado capitão reformado no debate, estes números não deverão se manter. O problema é que o modelo de debate elaborado pelo pool de empresas jornalísticas acaba se convertendo em algo desinteressante, massante, sobretudo quando dá espaço a candidaturas inexpressivas como a de Luiz Felipe d’Avila e Soraya Thronicke, que sequer deveriam ter participado. Quatro candidatos já seriam suficientes.

O ponto alto do desempenho de Lula foi quando ele respondeu à senadora Soraya Thronicke que disse que não via o excelente governo que o PT mostra na sua propaganda eleitoral. “Talvez a senhora não tenha visto, mas seu motorista viu. Seu jardineiro viu. Sua empregada viu”, respondeu o ex-presidente. Também quando obteve direito de resposta para responder ao genocida que o chamou de presidiário.

Lula foi, sem dúvida, o melhor.

Os outros foram figurantes de um debate enfadonho…….

 

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