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Linn da Quebrada cancelou show em Israel

Por Liora Denise

A ativista social e atual participante do BBB Linn da Quebrada já cancelou uma vez sua presença e performance no festival internacional de cinema LGBTI de Tel Aviv em Israel.
Linn da Quebrada decidiu tirar Israel do mapa de suas turnês e se recusou a participar do festival TLV Fest em Israel, nas palavras dela “em protesto contra as políticas genocidas e Apartheid contra o estado da Palestina”.

Linn da Quebrada ia fazer uma turnê em Tel Aviv de divulgação do filme “Bixa Travesty”. A atitude da Linn da Quebrada lhe rendeu apoios e elogios, e também muitas críticas dos Sionistas.

A Angela Davis, feminista negra e comunista apoiou a atitude de Linn da Quebrada que ressaltou a importância do boicote a Israel “como nossos países, EUA e Brasil tem laços muito próximos com Israel, as escolhas que fazemos são muito importante. Armas e treinamento militares israelenses são importados para o Brasil e USA para manter a população negra e pobre e reprimir movimentos sociais” disse Angela Davis numa carta de apoio à Linn da Quebrada.

No entanto, Linn da Quebrada foi acusada de “antissemita” pelos Sionistas, a Juventude Judaica organizada, Legião Sionistas divulgou um post em seu twitter no dia 17 de janeiro de 2022, intitulado “Para quem não torcer?” e com o texto dizendo “Linn da Quebrada já boicotou Israel e cancelou seu show por lá”.

No cabeçalho escreveram: “Você pode gostar ou não de BBB, mas pra quem gostar, fica a dica. Antissemitas não merecem prêmios milionários”.

Israel é conhecido por ser o país do Oriente Médio mais avançado em questões LGBTIQ. Em Israel as pessoas trans tem direito a transição e cirurgias pagas pelo sistema público de saúde que são realizadas pelo Dr Jaime Kaplan.

Em Israel, desde 2015, o Ministério da Saúde permite que pessoas trans mudem legalmente o gênero e documentação sem a necessidade de cirurgia ou cirurgia de transgenitalização.

Em Israel, as pessoas trans são autorizadas a servir nas forças armadas e tem direito a transição enquanto servem as forças armadas.

A Shachor Erez se tornou a primeira pessoa transgênero em Israel a servir no exército e em 2020, Israel se tornou o primeiro país do Oriente Médio a proibir oficialmente as terapias de “cura g4y”.

Enquanto a Palestina e boa parte dos países no Oriente Médio a comunidade transgenero e LGBTQI tem direitos limitados, em alguns a homossexualidade e transexualidade é crime, devido a tradição islâmica conservadora que enxerga a homossexualidade, crossdresing e transgeneridade como atos pecaminosos.

O que leva muitos LGBTQs a tentarem fugir de seus países das perseguições anti-LGBTIQ em busca de asilo político em Israel
No entanto, ativistas pró-Palestina e contrários ao Sionismo de Israel acusam o estado de Israel de usar as pautas LGBT como “pinkwashing” que é quando usam os direitos LGBTIQ como estratégia para mascarar a violação de direitos humanos, no caso o genocídio e Apartheid contra os povos da palestina.

 

Liora Denise é  estudante universitária e se define como uma mulher transexual de origem judaica materna.

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