Levei um baque

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Por Tião Nicomedes

Tomando café num barzinho do centro de #sampa.

Foi justamente na hora de pagar a conta.

Eu, contando as moedinhas, na fila do caixa, quando uma moça, atrás de mim, pergunta ao rapaz do caixa:

“Posso pagar no #QRCode ?

Eu me dei conta do quão analfabeto funcional me tornei.  Agora que tava pensando aprender receber pelo #Pix, pra depois tentar entender como pagar pelo pix, me vem o mundo com mais essa. QrCode.

Daqui um pouco vão ta pagando com chip no dedo.

Negócio é dar uma volta pra absorver o choque.

Vou me desviando entre bikes, skatistas e lá vem um grupo de patinadores: “sai da frente veinho! “.

É comigo?,  penso alto.

“Saio Véio “.

Cataratas! Além de analfa, virei também ancião.

Será possível que a #pandemia do #coronavírus renovou a frota da humanidade?  Só faltava mais essa!

Pego  o celular, ia fazer umas filmagens: espaço de memória esgotado.

“Verifique o armazenamento”.

Tenho que apagar tanta coisa legal.]

Passando pelo #TeatroMunicipal,  vou pra ver o chafariz.

Me deparo com uma cena atemporal: Galera #poprua lavando roupas na fonte. E, na busca por varal, um cara pendura a mochila na mão de uma estátua.

Sua intervenção virou obra de arte!

Sorte de observador, registrei esse momento incrível.

Grata satisfação de ainda sentir-se útil (eu e o artista interventor de rua).

Estou desatualizado. mas ainda  restam caminhos  novos a descobrir.

#Up!

Foto: O “Mochileiro” da Praça Ramos, por TiãoNicomedes

 

Tião Nicomedes
Sebastião Nicomedes de Oliveira é “poeta das ruas”. Autor da peça teatral Diário de um Carroceiro e do livro As Marvadas é artista popular. Ex-catador e ex-morador em situação de rua, integra o MIPR (Movimento Internacional de População em Situação de Rua).

 

 

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