Construir Resistência
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Impressões impressionantes

Por Luiz Hespanha

Confesso estar impressionadíssimo com algumas notícias que li esta semana. A primeira delas foi saber que AliBaBozo só publicou um vídeo estimulando o golpe depois que tomou morfina para aliviar uma obstrução intestinal. Fácil concluir que ele toma morfina desde que entrou na vida pública.

Também me impressionou o depoimento do militar do GSI que distribuiu garrafas de água (com gás ou sem gás?) aos criminosos que invadiram o Planalto. Imaginei que apenas usasse uma camiseta amarela com os dizeres: não sou infiltrado, sou um de vocês, fiquem à vontade, comportamento comum em agentes secretos. Aliás o disfarce de garçom sempre foi utilizado pelos grandes agentes secretos. De James Bond a Maxwell Smart, de Austin Powers a Mário Fofoca.

Fiquei pasmo também ao saber que a comentarista da CNN, Janaína Pascoal, disse que as joias sauditas dadas a Michelle podem ter sido fruto de uma paixão fulminante do príncipe Mohammed bin Salman por Lady Glossolalia. Gente, isso é um dos maiores arroubos literários de nossa língua portuguesa, pois estamos diante de uma tentativa de reescrever os “Contos das Mil e Uma Noites”. Acho até que a obra não precisa sequer ser iniciada, só o insight literário é suficiente para levar a ex-deputada e ex-quase futura senadora a pontificar na ABL ao lado de Merval.

A fuga cinematográfica de Juan Guaidó da Venezuela para a Colômbia também mexeu comigo. Sinceramente achei um desrespeito a saga não ter sido acompanhada pela Fox, CNN and Globo. Guaidó é um líder global inconteste, um homem que “governou paralelamente” a Venezuela e que já foi convidado até para ser síndico, sem precisar de eleição, do Condomínio Vivendas da Barra.

 

Luiz Hespanha é jornalista, escritor, fotógrafo (a foto que ilustra esse texto é sua) e compositor de MPB, seja lá o que isso significa. Ultimamente tem se dedicado a lembrar a Duílio Monteiro Alves e ao técnico Cuca que “Democracia Corintiana” e “Respeita as mina” são bem mais que frases de efeito, são história e prática. O avesso disso vira carimbo, histórico, também.

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