Construir Resistência
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Greve de dízimo, musas e flashes

Por Luiz Hespanha

Silas Malafaia prometeu greve de fome até morrer se Bolsonaro fosse cassado. Ao ouvir a mensagem, um Apóstolo da Igreja Helicoidal do Universo Piramidal dos Dízimos de Todos os Dias perguntou: Habemus Mártir? Mas Malafaia deu um passo celestial atrás. Bispo, pastor e apóstolo evangélico que honra o jatinho que usa e a Bíblia que abusa, ainda que para carregar dólares dentro dela, não faz greve de fome, faz greve de dízimo. Por 30 minutos, no máximo. Amém?

E por falar em greve; não é verdade que o ex-deputado Deltan Dallagnol vai fazer greve de vaquinha virtual em defesa do ex-mandato. A luta, ou melhor, a arrecadação continua.

Mistério de eriçar os pelos de Dona Milu: os R$ 2,9 bi que a Operação Lava Jato arrecadou e depositou em uma conta bancária, simplesmente desapareceram. Quem comeu essa grana? O gato, o pastor, o marreco, a “popota” ou a jaguatirica?

As definições de mentira e de persuasão do golpista, “swatista”, físico, matemático e senador Marcos Du Val (Podemos/ES) são como as paralelas: se encontram no infinito.

A deputada Caroline de Toni (PL/SC) tomou definitivamente o lugar de Lady Zambelli. Agora ela é, com louvor, nova musa da mediocridade parlamentar no Congresso Nacional.

Governos do PT fazem milagres como ressuscitar as tais “agências de risco”. Alguém lembra da existência delas na mídia nos desgovernos Temer e Bolsonaro?

Deboas? A nova cara do Stenio Garcia é muito mais crível e confiável que as velhas caras de Moros, Dalagnolls, Salles, Tarcísios, Zemas e Damares.

Ursula Von Der Leyen@euros disse que Lula é player. Ursula não lê, não vê e se lê ou se vê, não crê em Vera Magalhães. Dizem que esse foi o motivo da manda-chuva da União Europeia não ter sido convidada para uma rodada viva na TV Cultura.

Essa conversa de Dalagnoll com Deus soou esquisita e pouco crível. Ali Kamel teria dito a amigos que ninguém do Paraná ligou pra ele esses dias. Merval Pereira também disse a mesma coisa.

Comentaristas das Globonews atribuem a retomada do crescimento econômico à sorte de Lula. Alguém precisa contar para Monica Waldvogel que Lula nos seus tempos de metalúrgico ganhou muita grana jogando no bicho. Sortudo, Lula sempre cercava o avestruz, a cabra, o carneiro, o tigre e a borboleta do primeiro ao quinto e, depois, ao décimo terceiro.

A campanha “Merry Christmas Jail Conje” está a todo vapor. Não se fala em outra coisa de Maringá a Maxxaxxuxxix.

Essa história que Artur pegou a lira e saiu por aí dizendo que vai tocar fogo no Brasil não é bem assim. No momento, Artur está usando a lira para tentar apagar as próprias vestes e as de assessores e parentes.

Acusados de invadir terras comprovadamente improdutivas, os militantes do MST agora têm seus barracos de lona e sua privacidade invadidos por deputados fascistas improdutivos.

Lula finalmente descobriu que tem ministros que acham o ministério um espaço igual à calçada da fama em Hollywood e que são apenas praticantes da máxima “cada discurso, cada entrevista, é um flash”.

Apesar do esforço midiático concentrado somado às inserções partidárias na tevê, a maioria dos paulistanos não sabe do nome do alcaide da Pauliceia Abandonada. Quem lembra, ora diz que é Milton Nunes ora diz que é Ricardo Leite.

Nunca antes na história do país, Executivo, Legislativo e Judiciário tiveram tanta chance de dar um basta definitivo no golpismo verde oliva, azul-família-marinho e branco-cisne-fragata.

 

Luiz Hespanha é jornalista, corintiano, escritor, compositor de música popular e autor da foto que ilustra esse texto. Atualmente tem lapidado seu ódio sincero ao corporativismo e dedica-se ao Estudo das Tergiversações do Jornalismo Empresarial e suas Editorias Passa Pano.

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