Construir Resistência
Foto: Antonio Cruz- Agência Brasil

Governadores bolsonaristas desafiam Lula com escola cívico-militar

Por Simão Zygband

Foto: Antonio Cruz- Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) em acordo com o Ministério da Defesa começou, esta semana, o processo de extinção do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). A decisão atinge cerca de 200 escolas no país. Como tudo que acontecia no (des)governo anterior, no modelo que será descontinuado, estava embutida uma mamata para beneficiar militares. O ex-presidente derrotado, Jair Bolsonaro, dentro de sua sanha golpista (felizmente fracassada) tratou os milicos a pão de ló e lhes proporcionou regalias. Contratá-los como gestores, para impor “disciplina” nas escolas, ganhando polpudos extras, além da aposentadoria, era só uma delas.

Mas não é que os governadores bolsonaristas, Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ratinho Junior (Paraná), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ibaneis Rocha (Distrito Federal) decidiram manter a mamata e descumprir a orientação do MEC, mantendo estabelecimentos escolares onde é proibidos que meninos usem cabelos compridos (devem ser raspados com máquina 2), bonés e que as meninas trajem mini-saias. Os jovens também não podem ter tatuagens ou piercings.  Quem impõem esta disciplina? Os militares, pagos regiamente com dinheiro público.. Mas, evidentemente, agora os governadores que mantiverem as escolas cívico-militares deverão utilizar recursos próprios (também nossos, é verdade), já que as torneiras federais foram fechadas.

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostra que o Pecim empregava nada menos do que 892 militares da reserva em todo o país A maior parte deles está na região Sul, com 263 membros das Forças Armadas que atuam em escolas públicas. Pela atuação que desempenham, esses militares reservistas recebem, além da aposentadoria, uma gratificação mensal que variavam de R$ 2.657,24 a R$ 9.152,76. O valor variava de acordo com a patente: o mais baixo é pago a um terceiro-sargento, enquanto o mais alto é para os coronéis.

Que barbaridade!, questiona o deputado federal Bon Gass (PT/RS). “Militares da reserva que atuavam nas escolas cívico-militares como auxiliares de gestão e assessoria, sem dar aulas, recebiam um adicional cujo valor chegava até a R$ 9.152,00. No Brasil, média salarial de professores vai de R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00”.

“Colégios cívico-militares, um cabidão de emprego para militares da reserva criado pelo Coiso, não são Colégios Militares, que seguem como sempre foram”, relata o jornalista Reinaldo Azevedo. A Extrema-direita tenta inventar pauta a todo custo”.

“Para ser bedel, um sargento da reserva, só de bônus, ganha R$ 5.000, que é superior ao salário médio da maioria dos professores da rede pública estadual”, comenta um professor no tweeter.

Resta agora o governo Lula achar meios de explicar isso para a grosso na população, que sempre acha bonito homens que vestem fardas e utilizam coturnos.

Simão Zygband é jornalista profissional desde 1979. Trabalhou em TVs, rádios e jornais de São Paulo, onde foi respectivamente pauteiro, repórter e redator. Foi funcionário das TVs Bandeirantes, SBT, Gazeta, Record e dos jornais Notícias Populares, Diário Popular, Diário do Grande ABC , Diário do Comércio, entre outros. Foi coordenador de Comunicação no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (onde editou o Jornal Unidade) e redator do jornal Plataforma do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Também fez assessoria de comunicação em campanhas eleitorais e mandatos parlamentares. Trabalhou na Comunicação de Secretaria Municipal de Transporte de São Paulo. Foi diretor da Rádio e TV Educativa do Paraná e Secretário Municipal de Comunicação da prefeitura de Jacareí, São Paulo.

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