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Empresa quer reduzir 71% do valor pago pelo Pacaembu e ainda ganhar de brinde a praça Charles Muller

Por Simão Zygband

 

O governador João Doria e o finado prefeito Bruno Covas (ambos do PSDB) deram de mãos beijadas o complexo esportivo, com valor de apenas 10% do mercado aos empresários, que ainda querem redução do preço. Torcidas farão protesto contra a mamata no sábado (29), às 15 horas, em frente do estádio

 

Não resta a menor dúvida: a maneira como foi concessionado o estádio do Pacaembu, patrimônio do povo paulista, foi um negócio de pai para filho. A empresa Allegra, que ganhou a concorrência em plena pandemia, quando a sociedade não teve a oportunidade sequer de se manifestar contra a negociata, quer agora reduzir 71% do valor que terão que pagar à Prefeitura. E querem ainda ganhar de brinde a praça Charles Muller, outro bem da cidade.

A ganância dos empresários que abocanharam o Pacaembu não tem limites. Além de pedir para reduzir o valor do que terão que pagar, pedem ainda a extensão do prazo de contrato por mais 15 anos, além dos 35 já firmados, completando 50 anos.

O modelo de concessão dos governos do PSDB em São Paulo cala de vez aqueles que ainda defendem a “doação” do estádio do Pacaembu para a iniciativa privada. São Paulo perdeu o seu único estádio público, que era utilizado por todos os moradores da cidade, sem exceção, teve a arquibancada conhecida como Tobogã demolida (onde será construído um hotel) e ainda viu o gramado onde jogaram os maiores jogadores brasileiros como Pelé, Rivelino, Gerson, Ademir Da Guia, entre outros, literalmente asfaltado.

A Allegra pagou R$ 111 milhões por um conjunto esportivo avaliado em cerca de R$ 900 milhões e nem este valor quer pagar agora. Alega prejuízos com o negócio por causa da pandemia. Em janeiro de 2020, ela assumiu o complexo, que inclui o estádio municipal Paulo Machado de Carvalho e um ginásio esportivo. A Praça Charles Miller e o Museu do Futebol ficaram fora da concessão.

Esta revisão de contrato é típica das concessões realizadas pelo PSDB em São Paulo, que não dividem os lucros, mas querem dividir os prejuízos. Uma transação onde nunca perdem Certamente um negócio da China. São investimentos e, como todos eles, passíveis de perdas. Mas eles não nunca querem perder. Assim também se deu na concessão do Metrô, que os cofres públicos subsidiaram a compra, como a privatização das fornecedoras de energia elétrica. É um negócio onde só há um perdedor: o povo, que sustenta a ganância de empresários milionários.

Não é a toa que as torcidas dos principais times de São Paulo (que podem se engrossadas por de outros estados), organizam uma grande manifestação neste sábado (dia 29), às 15 horas, em frente ao estádio do Pacaembu. Mas ele é aberto a todos que pretendem se manifestar contra a mamata, lesiva ao povo de São Paulo e do Brasil. Será o primeiro protesto público contra este escândalo. Os que forem ao protesto, lembrem de levar máscaras, garrafas de água, o álcool gel (os organizadores prometerem levar) e manter um distanciamento social seguro.

Todos ao Pacaembu!

 

Torcodas-antifascistas

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