Construir Resistência
desordem e retrocesso

É necessário desarmar a bomba relógio de Bolsonaro

Por Simão Zygband

 

Aparentemente, o governo de extrema-direita que infelicita o país apertou a tecla Phoda-se e deixou o Brasil e os brasileiros à própria sorte. Nunca se sabe o que se passa pela cabeça de um genocida, mas nunca é boa coisa.

Há várias hipóteses para o dar de ombros do genocida. Uma delas é conturbar de vez o país a ponto do povo não ter alternativas a não ser produzir uma revolta desorganizada e anárquica (e achar um pretexto para impedir a vitória já engatilhada nas eleições de outubro de Luiz Inácio Lula da Silva) ou deixar para o seu sucessor um país ingovernável, uma verdadeira bomba relógio.

O elemento que supostamente governa o país, aquele mesmo que disse que não poderia fazer nada contra a pandemia de Covid-19, “por que não era coveiro”, utiliza o mesmo argumento de lavar as mãos e, depois do mais indecente mega aumento nos combustíveis, dizer que não tinha controle “sobre os preços da Petrobras”.

Para que ele serve, então? Para gastar R$ 1,5 milhão por mês no cartão corporativo, proporcionando luxo para ele, seus aliados e sua família? Por muito menos que isso, a revolução francesa mandou a nobreza luxuosa para a guilhotina.

Além de ser um sórdido incompetente, o capitão está produzindo um país de terra arrasada. Os combustíveis sofreram um reajuste de mais de 18%, assim como os preços do botijão de gás. Imediatamente, os preços dos produtos dispararam nos supermercados. A cenoura é vendida a R$ 18 o quilo, o pimentão vermelho a R$ 30 e o tomate a mais de R$ 10. Todas as tarifas de água e luz explodiram. Bolsonaro achou um pretexto, como a guerra no Leste Europeu para justificar a sua total incapacidade e deixa tudo ao Deus dará.

O litro da gasolina, por exemplo, atingiu R$ 11 em estados como o Acre, mas em vários deles chega a R$ 10. O preço do diesel, que transporta a maioria dos nossos produtos, subiu mais de 50% em um ano e custa perto de R$ 5, o litro. Pela primeira vez em 15 anos, a inflação ultrapassa os 10%, ainda sem computar o impacto da alta nos combustíveis.

Para um leigo como eu, esta não política de preços do desgoverno Bolsonaro vai impactar a sociedade como um todo, mas fragilizar sobretudo, como sempre, os assalariados, os mais pobres. Não tem como não subir as tarifas do transporte público. Não existe uma política de aumento emergencial dos salários, que permanecerão arrochados diante da disparada da inflação.

Enquanto as atenções da mídia corporativa e dos brasileiros se volta para torcer pela Ucrânia ou pela Rússia na guerra do Leste Europeu, a situação do Brasil nas mãos do governante de extrema-direita genocida é extremamente explosiva. A miséria já grassa nas ruas das principais cidades brasileiras, com milhões morando ao relento e a fome volta a fazer parte da nossa realidade. A tendência é que esta situação piore ainda mais.

Nem vou fazer menção aos 28% de intenção de votos nas eleições de outubro deste ano que tem o capitão reformado (índice que deve voltar a cair nas próximas pesquisas) com o aumento indecente nos preços dos combustíveis e diretamente em alimentos, serviços, tarifas etc. Nos resta agora lutar para eleger Lula presidente e impedir que estas enguias encasteladas no poder tumultuem ainda mais o país. Mas não será tarefa simples.

É necessário desarmar a bomba relógio dos fascistas.

 

 

(Ilustração: Sinergia/Bahia)

 

 

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