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Coronel ex-GSI defende golpe, ameaça Dino e diz que militares da ativa estavam em atos no DF

Por Wendal Carmo de Carta Capital 

José Placídio foi assessor-chefe da Assessoria Especial de Planejamento e Assuntos Estratégicos da Secretaria-Executiva do GSI

O coronel do Exército José Placídio Matias dos Santos, ex-assessor do Gabinete de Segurança Institucional sob Jair Bolsonaro, utilizou as redes sociais para pedir um golpe de Estado e ameaçar o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino.

De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, ele também afirmou que “centenas de militares da ativa” participaram do quebra-quebra em Brasília, em 8 de janeiro, e fez publicações direcionadas ao atual comandante da Força, o general Júlio César de Arruda.

Após a repercussão da reportagem, Placídio apagou algumas postagens.

No dia da invasão aos prédios dos Três Poderes, o militar disse que o Brasil esperava a insubordinação de Arruda “às ordens do maior ladrão da história da humanidade”. O oficial também conclamou as Forças Armadas a atuarem em um golpe de Estado.

“Brasília está agitada com a ação dos patriotas. Excelente oportunidade para as FA entrarem no jogo, desta vez do lado certo. Onde estão os briosos coronéis com a tropa na mão?”, escreveu.

Placídio ainda chegou a comparar a ação policial para conter o terrorismo na capital federal ao serviço secreto do ditador alemão Adolf Hitler, além de ameaçar Dino com ataque homofóbico. “Sua purpurina vai acabar”, comentou.

O bolsonarista esteve lotado no GSI entre fevereiro de 2019 e março de 2022, como assessor-chefe militar da Assessoria Especial de Planejamento e Assuntos Estratégicos da Secretaria-Executiva do órgão. Ele estava subordinado ao general Augusto Heleno.

 

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