Construir Resistência

Ciência no Front

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Professor palestino convidado para ato sobre Levante do gueto de Varsóvia

Por Casa do Povo    Convidamos a todas e todos para o 81º aniversário do Levante do Gueto de Varsóvia na Casa do Povo, na próxima quinta-feira, 18 de abril, em atividade denominada Um dia antes do Levante. A Casa do Povo nasceu de um Levante. No dia 19 de abril de 1943, judias e judeus se levantaram contra o cerco nazista do Gueto de Varsóvia. Depois de quatro semanas de resistência, o Gueto foi destruído junto da maior comunidade judaica da Europa. Desde então, este evento histórico tornou-se um mote para a instituição: a cada ano, ao celebrar o Levante, a Casa do Povo é refundada reafirmando seu compromisso com o nunca mais! Nunca mais para judeus e judias e nunca mais para qualquer outro ser humano. Estremecida pelo círculo de violência no Oriente Médio, ao comemorar o 81º aniversário do Levante do Gueto de Varsóvia, a Casa do Povo convoca um levante que ainda está por vir. Em memória aos israelenses e palestinos mortos desde o dia 7 de outubro de 2023, clama por um levante que atravesse as fronteiras, as identidades e as crenças. Um levante contra o fascismo, o fundamentalismo, o colonialismo, o ultra-nacionalismo e suas estruturas. Um levante pela paz. No dia 18 de abril, a Casa do Povo convida Jawdat Abu-El-Haj, palestino radicado no Brasil, professor e pesquisador na Universidade Federal do Ceará para ser o orador convidado da noite. Na ocasião, as pessoas presentes receberão uma publicação reunindo os discursos de oradores dos últimos Levantes: Ailton Krenak, sobre os levantes indígenas, Lúcia Xavier, sobre os levantes das mulheres negras, e Déborah Danowski, sobre o levante da terra. À luz das 6 velas acesas no início da cerimônia, em memória dos 6 milhões de judias e judeus assassinados na Shoah, convidamos a todas e todos a estarem conosco para também cantar o Hino dos Partizanos junto ao Coral Tradição. Essa é nossa maneira de homenagear as vítimas de ontem e de hoje, e tecer solidariedades entre as lutas. Que os levantes do passado possam inspirar levantes do amanhã.   Um dia antes do Levante 81º aniversário do Levante do Gueto de Varsóvia Quinta, 18 de abril, 19h30 Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro Interpretação em LIBRAS disponível. Solicite a presença de um intérprete pelo email info@casadopovo.org.br.

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Brasil precisa desenvolver uma plataforma pública para garantir uma internet livre, democrática e sem crimes

Por Jeferson Miola Elon Musk, proprietário da plataforma “X”, ex-Twitter, atacou a soberania nacional e a Suprema Corte do Brasil. Ele arrogantemente desobedeceu a ordem judicial de suspender as contas/perfis de extrema-direita que utilizam a plataforma para a prática de crimes. E, além disso, ainda pediu o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Em abril de 2022, quando ofertou 43 bilhões de dólares para arrematar o Twitter, Musk disse que a plataforma deveria ser uma “arena para a liberdade de expressão”. Na verdade, ele defendia a total liberalidade e a condescendência absoluta com o uso criminoso da plataforma pelas extremas-direitas fascistas e não-fascistas. Musk é um bilionário ambicioso que se identifica com Donald Trump, Jair Bolsonaro e outros do gênero. Ele milita por um projeto fascista de poder e pela expansão dos seus negócios – a ponto de estar por trás do golpe de 2019 contra Evo Morales para se apossar das reservas de lítio da Bolívia, uma das maiores do mundo. No mundo contemporâneo as plataformas, redes sociais e mídias digitais representam grandes ameaças à democracia, aos valores humanos, às sociedades nacionais e à própria humanidade. Episódios traumáticos recentemente ocorridos no Brasil, como suicídios de jovens, incitação de hordas, linchamentos e destruição de reputações são consequências da ausência de auto-regulação e de regulamentação pública dessas tecnologias. Está disponível uma ampla literatura que demonstra como a ultradireita se expande mundialmente por meio das redes sociais, mídias digitais e plataformas. E também está fartamente documentado como a exploração do sensacionalismo extremista motoriza o modelo de negócios das plataformas digitais, baseado no agenciamento de ressentimentos, ódios e rancores. No livro “Como as guerras civis começam e como impedí-las”, da editora Zahar, a escritora estadunidense Barbara W. Walters analisa o papel das redes sociais em golpes, conflitos sociais radicalizados e guerras civis que levam à destruição da democracia. A autora, que é professora de assuntos internacionais da Universidade da Califórnia, EUA, constata que o retrocesso democrático “ocorre não só em lugares onde a democracia é novidade, mas também em países ricos, liberais, cujas democracias já foram consideradas sacrossantas”. Ela identifica um padrão universal: as redes e plataformas funcionam como “veículo que leva ao poder outsiders com impulsos autocráticos surfando uma onda de apoio popular”. Na visão de Barbara Walters, há uma relação nítida de causa-efeito entre a queda global da democracia, “o advento da internet, a introdução de smartphones e o uso generalizado das redes sociais”. Publicidade O Brasil é hoje reconhecido mundialmente como referência no enfrentamento da extrema-direita e do fascismo na esfera institucional-judicial. É preciso, no entanto, se avançar mais nesta luta sem tréguas contra o fascismo. Para isso, a abordagem sobre a ameaça antidemocrática representada pelas plataformas digitais é um fator central, prioritário e estratégico para a sobrevivência da nossa debilitada democracia. Há no debate mundial um consenso acerca da “necessidade democrática de se regulamentar e regular as redes sociais, que são a principal ameaça à democracia e mecanismo fértil de expansão da extrema-direita, dos fascismos e dos neofascismos” [aqui]. Neste sentido, é urgente a necessidade de aprovação, pelo Congresso brasileiro, do PL 2630/2020, que institui a Lei brasileira de liberdade, responsabilidade e transparência na internet. A internet não pode continuar sendo um território do vale-tudo e da barbárie extremista. Mas, além da prioridade de aprovação urgente do PL 2630/2020, o Brasil precisa dar um gigantesco passo adiante. É preciso superar esta realidade absurda e inaceitável, em que três ou quatro indivíduos de toda galáxia mantêm o controle privado sobre o quê nove bilhões de habitantes do planeta Terra deverão saber, ler e ouvir. E pior ainda: desde a perspectiva da contrarrevolução fascista e reacionária. O Estado brasileiro dará esse passo adiante na proteção da democracia se desenvolver uma plataforma digital pública, não-estatal, controlada democraticamente pela sociedade civil e instituições da República, com o objetivo de garantir uma internet pública, livre, e sem crimes. Sem isso, a soberania nacional continuará sendo atacada, o judiciário desrespeitado e bilhões de recursos públicos e privados de propaganda e publicidade continuarão sendo transferidos para não mais que três ou quatro pústulas chamados de humanos que acumulam dinheiro de modo inescrupuloso destruindo a democracia em todo mundo.      

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Temos que lutar com todas as forças para deixarmos crianças longe das redes sociais

Por Antonio Prata – Folha de S.Paulo Desde que as redes sociais apareceram, o número de suicídios entre crianças só fez crescer   O psicólogo social norte-americano Jonathan Haidt acaba de publicar um livro defendendo que, vejam só, crianças precisam brincar. A revista inglesa The Economist resenhou três livros com a tese de que seres humanos devem, oras, bolas, conversar. A filósofa mexicana Mariana Alessandri explica no podcast “Grey Area” que ficar triste –quem diria?!– faz parte da vida. Vou parar por aqui, poupando-lhes artigos, livros e podcasts com os quais tenho topado versando sobre platitudes tipo a importância de dormir bem, beber água, movimentar o corpo e ter amigos. A necessidade de que especialistas repitam o que as nossas bisavós já sabiam, parece, não é culpa deles, mas do pífio estágio atual da humanidade. Crianças não brincam, adultos não interagem, a tristeza deve ser medicada. A responsabilidade por desaprendermos a viver, como mostra Jonathan Haidt com um caminhão de dados, é das redes sociais. (Um resumo do livro tá nessa matéria da revista Atlantic –jogando no Google Translator dá pra ler direitinho). A geração Z (os nascidos após 1996), primeira leva de humanos que teve smartphone e rede social desde que se entende por gente, deu ruim. Bem ruim. Nos EUA, os níveis de depressão entre adolescentes cresceram 50% de 2010 pra cá. O de suicídios entre 10 (!) e 14 (!) anos subiu 48%, sendo que entre as meninas –quem mais sofre com as pressões estéticas deste instagramável mundo novo– aumentaram 131%. Dados de vários outros países seguem a tendência. A geração Z é mais deprimida, ansiosa, tem mais distúrbios alimentares e é mais propensa à automutilação do que qualquer outra que veio antes. Ela tem menos encontros amorosos, faz menos sexo, é mais tímida, menos ambiciosa e mais complicada de lidar no trabalho. Segundo Haidt, a explicação para essa pindaíba geracional é muito clara: celular substituindo o quintal, rede social no lugar da brincadeira. Em vez de jogarem futebol ou queimada, aprendendo, assim, a competir, cooperar, perder, ganhar, se relacionar com pessoas diferentes de si, estavam no Twitter. Ficam ao mesmo tempo privados dos conflitos normais da infância (que são um treino para as tretas da vida adulta) e ameaçados pelo temor onipresente da exposição nas redes: o cancelamento, a humilhação pública, o cyberbullying. Imagina, pra quem passou a adolescência vendo corpos no Instagram e performances sexuais no Pornhub, a dificuldade que deve ser se despir diante de outra pessoa e se lançar na desengonçada e nada instagramável prática do sexo. O smartphone, as redes sociais e os algoritmos estão criando adultos com medo da vida. Sam Altman, papa (e mama) da IA, aponta que, pela primeira vez desde 1970, o Vale do Silício não tem nenhum grande empreendedor com menos de 30 anos. Eu não sou um hippie antitecnologia. Eu escrevo pra televisão, gosto de videogame, como Big Mac, agradeço aos cientistas por minhas lentes descartáveis e devo meu cabelo à finasterida, mas lutarei com todas as forças para deixarmos crianças e jovens adolescentes longe de smartphones e redes sociais. A luta, contudo, só funciona se for coletiva. Ou todos nós tiramos as crianças dessa arapuca, ou a que ficar de fora será a esquisitona. Os dados estão aí. Repito um só: desde que as redes sociais apareceram, o número de suicídios entre crianças só fez crescer. “Suicídio” e “crianças” são palavras que não deveriam andar juntas –e nos últimos 3.000 anos de história registrada, até Zuckerberg e seus cúmplices hackearem e colonizarem a infância, não andavam. Se isso não for urgente, o que será? Antonio Prata é escritor, cronista e roteirista  

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Caminhada em São Paulo lembra golpe militar e homenageia vítimas

Por Elaine Patricia Cruz – Agência Brasil  Ato teve início na antiga sede do DOI-Codi Uma caminhada em São Paulo lembrou os 60 anos do golpe que instaurou a ditadura civil-militar no Brasil. Chamada de Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado, o ato teve início na antiga sede do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na Rua Tutóia, na Vila Mariana. “Esse é um ato que relembra os 60 anos da malfadada ditadura. Estamos em frente a um dos mais importantes centros de repressão da ditadura militar brasileira que é a antiga sede do DOI-Codi, onde as Forças Armadas, associada à sociedade civil de São Paulo, torturaram milhares de pessoas no fundo desse prédio e onde dezenas de companheiros e companheiras foram assassinados”, disse Henrique Olita, membro do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi nesse lugar que o ex-deputado estadual e presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo, Adriano Diogo, ficou preso por 90 dias durante a ditadura militar. “Fiquei 90 dias aqui. Fiquei 90 dias em uma cela solitária bebendo água de boi”, relembrou ele hoje, em entrevista à Agência Brasil. “Aqui é uma casa de morte”, reforçou. Também foi no DOI-Codi que Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, foi presa, torturada e estuprada. “Fui presa política aqui no DOI-Codi entre 1972 e 1973. Aqui fui torturada e estuprada. Minha família toda foi sequestrada e trazida aqui para o DOI-Codi. Minha filha, Janaína, tinha cinco anos de idade [na época] e meu filho tinha quatro anos. Os 60 anos do golpe militar de 1964 não tem como serem esquecidos. Esse é um passado que está muito presente ainda. São feridas que não cicatrizaram e que continuam sangrando nos dias de hoje. O Brasil continua ameaçado de golpes e de violência do Estado”, disse ela. “As novas gerações precisam conhecer isso para se fortalecer e para investir mais na construção da democracia brasileira”, acrescentou.  Ato 60 Anos do Golpe de 64 na frente do DOI-CODI em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Memória Nesta quarta edição da caminhada, os manifestantes reforçaram a necessidade da memória, adotando como tema a frase: “Para que Não se Esqueça, Para que Não Continue Acontecendo”. E lembraram que as populações periféricas seguem sofrendo com a violência policial, mesmo nos dias atuais. “Temos um passivo que não é só a questão de memória ou de reverenciar aquelas pessoas que deram o melhor da sua vida pela luta da liberdade do Brasil e dos direitos do povo. A ditadura militar deixou uma série de passivos [no país]. Mesmo com o remendo de Constituinte de 1988, a estrutura de repressão no Brasil não se alterou. Temos uma Polícia Militar – que deveria ser uma Polícia Civil – totalmente militarizada e que tem feito o que estamos assistindo hoje, como essa operação policial no litoral de São Paulo [Operações Verão e Escudo] onde mais de 50 pessoas foram assassinadas. Essa é a maior chacina da polícia depois do caso do Carandiru. Isso é absurdo. Esse é um dos passivos da ditadura, que temos que superar”, disse Olita, em entrevista à Agência Brasil. Participaram do ato deste domingo na capital paulista personalidades como o ex-deputado José Genoíno, o deputado estadual Eduardo Suplicy e a deputada federal Luiza Erundina. “O 8 de janeiro de 2023 tem a ver com 2016 [impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff], que foi um golpe. E esses dois [eventos] têm a ver com 1964 porque a transição da ditadura para a democracia se deu num pacto pelo alto, num pacto das elites que não mexeu com as estruturas de poder. Eu estava na Constituinte (de 1988) e vivi isso”, disse Genoíno, à Agência Brasil. Para Erundina, lembrar os 60 anos do golpe é importante para que a população “nunca se esqueça daquilo que brasileiros e brasileiras passaram”.Segundo ela, o Brasil ainda não reparou e nem fez justiça sobre o que aconteceu nesse período. “Não vamos esquecer [o que aconteceu]. Vamos continuar cobrando, exigindo e levando às novas gerações a realidade sobre aquele tempo para que eles também nos ajudem a continuar essa luta. Não podemos permitir que os crimes da ditadura fiquem impunes, como os desaparecimentos forçados de mais de 4 mil brasileiros. Enquanto isso não for passado a limpo, a ditadura não acaba. Temos que continuar lutando por essa causa e não admitir que isso seja esquecido porque o esquecimento pode levar a riscos de outras ditaduras”. A caminhada teve como destino o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera. DOI-Codi O DOI-Codi foi uma agência de repressão política subordinada ao Exército. Neste local, os inimigos da ditadura foram encarcerados, torturados e mortos. Estima-se que por ali passaram mais de 7 mil presos políticos, quase todos torturados. Desses, pelo menos 50 deixaram o local já sem vida. Atualmente, neste endereço funciona o 36° Distrito Policial, da Polícia Civil. É neste lugar também que ultimamente tem sido realizada uma pesquisa arqueológica para aprofundar os conhecimentos sobre o prédio e também identificar as pessoas que passaram pelo local. Há também uma proposta de ressignificar esse espaço, transformando-o no Memorial da Luta pela Justiça. “Aqui foram assassinadas, pelo Ustra [comandante do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra], mais de 50 militantes políticos”, falou Amelinha. “Aqui precisa ser um centro de memória e de defesa dos direitos humanos. A memória e o direito à verdade são direitos humanos. Aqui tem que ter um museu, um memorial e cursos de direitos humanos. Essa delegacia não deveria mais existir aqui porque essas paredes estão manchadas de sangue dos nossos companheiros”, acrescentou. A caminhada de hoje foi organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, representado pelo Instituto Vladimir Herzog, e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, com apoio de diversas instituições.

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Braga Netto articulou financiamento de militares para golpe de Estado, diz Reuters

Do Midia Ninja Braga Netto buscou articular R$100 mil para pagamento dos “kids pretos”, membros de elite das Forças Armadas A Polícia Federal do Brasil está atualmente conduzindo uma investigação de alto nível sobre o general da reserva Walter Braga Netto, em meio a alegações de um suposto plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, após as eleições de 2022. Documentos examinados pela Reuters indicam que Braga Netto teria desempenhado um papel ativo na preparação e alojamento de militares com treinamento de forças especiais, como parte de um esforço para uma possível intervenção, em meio a discussões no núcleo do governo Bolsonaro. Segundo informações obtidas, a investigação sugere que o ex-ministro da Casa Civil teria tido uma participação ativa e decisiva na preparação para uma tentativa de golpe, agindo como um influenciador dentro do Exército. Fontes próximas ao caso afirmam que Braga Netto teria incentivado e influenciado outros comandantes do Exército, buscando meios para financiar a empreitada, inclusive discutindo formas de levantar os recursos necessários. Uma reunião realizada na residência de Braga Netto, pouco depois do segundo turno das eleições presidenciais de outubro de 2022, é destacada como um dos eventos-chave na investigação. Nessa reunião, diversos militares de segundo escalão teriam discutido a possibilidade de enviar clandestinamente homens com treinamento de forças especiais para Brasília, Rio de Janeiro e Goiás, visando uma preparação para um possível evento que justificasse a decretação de um estado de sítio ou de defesa. De acordo com a investigação, os participantes do encontro na casa do general chegaram à necessidade de um orçamento de cerca de 100 mil reais para transporte, hotel e material, visando trazer à capital federal os militares treinados, conhecidos como “kids pretos”. Estes são homens do Exército especializados em operações especiais e considerados uma elite de combate. O major Rafael Martins Oliveira, membro das forças especiais, teria sido designado para coordenar a captação dos recursos e organizar manifestações contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, além de coordenar a vinda dos militares treinados para Brasília. Mensagens encontradas nos celulares dos investigados sugerem uma colaboração entre Oliveira e o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, para angariar os fundos necessários. Além do envolvimento na preparação logística, Braga Netto também teria desempenhado um papel político e nas redes sociais bolsonaristas, incentivando a divulgação de mensagens contra os então comandantes do Exército e da Aeronáutica, que se recusaram a apoiar a tentativa de golpe.

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Bolsonaro ia fugir

Do ICL NOTÍCIAS  Ele ficou 2 dias na embaixada da Hungria   Quatro dias após ser alvo da Operação Tempus Veritatis, deflagrada em 8 de fevereiro pela Polícia Federal (PF), e ter o passaporte apreendido, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria passado duas noites na Embaixada da Hungria, em Brasília. A informação foi dada pelo jornal The New York Times e confirmada pelo ICL Notícias. Na mesma operação em que o ex-presidente teve o passaporte confiscado, foram presos o ex-assessor internacional do governo, Filipe Martins, e também Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro. A acusação é de que haviam planejado um golpe depois que Lula venceu as eleições presidenciais de 2022. Segundo revela reportagem dos jornalistas Jack Nicas, Christoph Koettl, Leonardo Coelho e Paulo Motoryn, câmeras de segurança da embaixada mostram que Bolsonaro ficou no local com dois seguranças. O ex-presidente aparece nas imagens sendo atendido pelo embaixador húngaro e membros da equipe consular. Políticos e juristas especulam se a intenção de Bolsonaro era pedir asilo político por temer ser preso como seus assessores.   De acordo com o jornal americano, foram analisadas imagens de quatro câmeras na Embaixada da Hungria. As gravações mostram que Bolsonaro chega na noite de segunda-feira, 12 de fevereiro, e sai do local na tarde de quarta-feira, 14 de fevereiro. No dia 14 de fevereiro, os diplomatas húngaros contataram os funcionários brasileiros locais, que deveriam retornar ao trabalho no dia seguinte, instruindo-os a ficar em casa pelo resto da semana, segundo o funcionário da embaixada. Eles não explicaram o motivo, disse o funcionário. Ainda segundo o jornal, um funcionário da embaixada húngara, que falou sob condição de anonimato, confirmou o plano de receber Bolsonaro no local. Imagens de satélite mostram também que o carro em que Bolsonaro chegou à Embaixada da Hungria teria ficado estacionado na garagem durante o dia 13 de fevereiro. Bolsonaro conversa com o embaixador da Hungria Bolsonaro na Embaixada da Hungria De acordo com o The New York Times, Bolsonaro chegou à Embaixada da Hungria no dia 12 de fevereiro. Momentos antes de chegar, imagens de câmeras de segurança mostram Miklós Halmai, embaixador da Hungria no Brasil, andando e digitando no celular. Às 21h34, um carro preto aparece no portão da embaixada. Um homem sai do veículo e bate palmas para chamar alguém do corpo consular. Três minutos depois, o embaixador Halmai abre o portão e indica onde estacionar. Bolsonaro e dois homens que pareciam ser seguranças, então, saem do veículo. Halmai conduz o trio para dentro da embaixada. Após rápida conversa, os quatro homens entraram no elevador. Nas duas horas seguintes, funcionários da embaixada vão e voltam de uma área do edifício onde ficam dois apartamentos de hóspedes. Segundo o jornal, eles carregavam roupas de cama, água e outros itens. No dia seguinte, no início da noite, as imagens mostram Bolsonaro passeando pelo estacionamento da embaixada com um dos seguranças. No dia 14 de fevereiro, os diplomatas húngaros contataram os funcionários brasileiros locais avisando que deveriam retornar ao trabalho no dia seguinte. Não foi explicado o motivo, disse o funcionário. Naquele dia, Bolsonaro é visto pela primeira vez nas imagens da câmera de segurança às 16h14, quando ele e seus dois guardas saíram da área residencial carregando duas mochilas e se dirigiram diretamente para o carro. O embaixador Halmai observou o carro partir e acenou em despedida. Bolsonaro e Orban Jair Bolsonaro e o presidente da Hungria, Victor Orban, mantêm relacionamento próximo há anos. Bolsonaro já chegou a chamar Orbán de “irmão” durante visita à Hungria em 2022. Em dezembro passado, Bolsonaro e Orbán se reuniram em Buenos Aires na posse do novo presidente da Argentina, Javier Milei. Lá, Orbán chamou Bolsonaro de “herói”. O advogado de Jair Bolsonaro não quis comentar. A Embaixada da Hungria não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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Reitoras de universidades federais manifestam apoio à ministra da Saúde

Do Correio Braziliense Em nota divulgada neste sábado (23/3), 57 reitoras e vice-reitoras de universidades e institutos federais defenderam a permanência de Nísia Trindade, em quem afirmaram “confiar no trabalho” Foto: José Aldo/Agência Brasil  Reitoras e vice-reitoras de universidades e institutos federais manifestaram apoio à ministra da Saúde, Nísia Trindade. Divulgada neste sábado (23/3), a nota é assinada por 57 mulheres à frente de instituições de ensino superior e técnico que, juntas, afirmam “confiar no trabalho” da chefe da pasta. “É inadmissível, no século XXI, que mulheres ainda sejam julgadas e tenham que justificar seu modo de agir e de se comportar por características estereotipadas de gênero”, afirmaram. As signatárias do documento ressaltaram que Nísia tem sido rotulada “com adjetivos que descrevem sua personalidade de forma pejorativa e preconceituosa” e, por isso, o bom trabalho que está desenvolvendo no ministério sofre um “apagamento cruel”. “Frequentemente, mulheres em cargos de gestão são rotuladas com adjetivos que descrevem sua personalidade de forma pejorativa e preconceituosa. Como consequência, as ações realizadas com competência, assertividade, resultados positivos e seriedade sofrem com um apagamento cruel”, escreveram as reitoras e vice-reitoras. Lula banca Nísia na Saúde, apesar do Centrão e do PT “Ainda somos poucas a assumir cargos de liderança e o machismo estrutural nos espaços de privilégio de gênero segue a nos oprimir”, destacaram. Entre as signatárias da manifestação está a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão Moura, e a vice reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cássia Curan Turci. “Apoiamos a Ministra Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde. Apoiamos por ser ela representante daqueles que acreditam na ciência e na saúde pública como direito. Mas também por ser mulher e representar a todas nós em espaços de liderança ainda tão masculinos. Confiamos em seu trabalho que, a despeito dos desafios que precisa enfrentar, após os anos de desvalorização do sistema de saúde no país, tem tido papel fundamental para o fortalecimento da ciência e saúde no Brasil”, concluíram. Veja quem manifestou apoio à Nísia Trindade Alana Flávia Romani, vice-reitora da Universidade Federal de Jataí (UFJ) Aldenize Xavier, reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Ana Beatriz de Oliveira, reitora da Universidade Federal de São Carlos Ana Cristina Soares, vice-reitora da UNIFAP Ana Paula Giraux Leitão, reitora do Colégio Pedro II (RJ) Ana Paula Palheta, reitora do IFPA Analy Castilho Polizel de Souza, reitora da UFR Bruna S. do Nascimento, vice-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo, vice-reitora da UFMS/MS Carla Simone Chamon, reitora do CEFET-MG Cássia Curan Turci, vice-reitora da UFRJ Célia Regina Diniz, reitora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Cláudia Aparecida Marliére de Lima, reitora da UFOP Cláudia Gonçalves de Lima, vice-Reitora da UFGD/MS Cláudia Ramos Carioca, vice-reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) Diana Araujo Pereira, reitora da UNILA Diana Cristina Silva de Azevedo, vice-reitora da UFC Elaine Cassiano, reitora do IFMS Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti, vice-reitora da UFAL Flaviana Tavares Vieira, vice-reitora da UFVJM Francéli Brizolla, vice-reitora da Universidade Federal do Pampa (Unipampa, RS) Georgina Gonçalves dos Santos, reitora da UFRB Girlene Alves da Silva, vice reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora Gulnar Azevedo e Silva, reitora da UERJ Herdjania Veras de Lima, reitora da UFRA Isabela Fernandes Andrade, reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Presidente do Fórum de Reitores das Universidades Públicas e dos Institutos Federais do Rio Grande do Sul (FORIPES-RS) Jenifer Saffi, vice-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Joana Angélica Guimarães da Luz, reitora da UFSB Joana Célia dos Passos, vice-reitora da UFSC Joaquina Aparecida Nobre da Silva, reitora do IFNMG Lia Rita Azeredo Bittencourt, vice-reitora da UNIFESP Liana Filgueira, vice-reitora da UFPB Lucelia Cardoso Cavalcante, vice-reitora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e vice-presidente da Andifes Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira, reitora da UFERSA Luzia Mota, reitora do IFBA Márcia Abrahão Moura, reitora da Universidade de Brasília (UnB) e Presidente da Andifes Margarida de Aquino Cunha, reitora da UFAC Maria de Jesus Dutra dos Reis, vice-reitora da UFSCar Marília Pimentel, reitora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Marinalva Vieira Barbosa, reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG Martha Adaime, vice-reitora da UFSM Mary Roberta Meira Marinho, reitora do IFPB Meire Soares de Ataíde, vice-reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, MG Nilra Jane, reitora do IFRR Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon, reitora do IFG Nídia Heringer, reitora do IFFarroupilha Raiane Patricia Severino Assumpção, reitora da UNIFESP Rosana Cavalcante dos Santos, reitora do IFAC Rosana Rodrigues, reitora da UENF Ruth Sales, reitora do IFS Sandra Goulart Almeida, reitora da UFMG Sandra Simone Hopner Pierozan, vice-reitora Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Solange Ximenes, vice-reitora Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Therezinha P. Fraxe, vice-reitora da UFAM/AM. Ursula Rosa da Silva, vice-reitora da UFPEL Veruska Ribeiro Machado, reitora do IFB

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Rússia lança maior ataque contra a infraestrutura energética ucraniana

Por Max Hunder – Reuters Bombardeio causou apagões em várias regiões da Ucrânia   A Rússia lançou, nesta sexta-feira (22), o maior ataque de mísseis e drones contra a infraestrutura energética ucraniana até o momento, atingindo a maior barragem do país e causando apagões em várias regiões, disse Kiev. As forças russas dispararam 88 mísseis e 63 drones Shahed, dos quais apenas 37 e 55 foram abatidos, informou a Força Aérea ucraniana, uma proporção pior do que o habitual, que pode refletir o uso generalizado de mísseis hipersônicos e balísticos que são mais difíceis de derrubar. Pelo menos cinco pessoas foram mortas, duas na região de Khmelnytskyi e três em Zaporizhia, incluindo pelo menos uma na barragem, de acordo com a administração local e a promotoria. A barragem DniproHES, na cidade de Zaporizhia, no Sul do país, sofreu ataques em suas estruturas hidráulicas e na própria barragem, informou a empresa hidrelétrica estatal Ukrhydroenergo, acrescentando que não há risco de rompimento. “No momento, há um incêndio na estação. Os serviços de emergência e os trabalhadores do setor de energia estão trabalhando no local, lidando com as consequências de vários ataques aéreos”, disse a empresa. A série foi o maior ataque à infraestrutura de energia da Ucrânia, disse o ministro da Energia, German Galushchenko. “O objetivo não é apenas danificar, mas tentar novamente, como no ano passado, causar uma falha em grande escala no sistema de energia do país”, escreveu ele no Facebook. O presidente Volodymyr Zelensky, que vem pedindo aos aliados ocidentais que forneçam mais defesas aéreas, condenou o ataque e disse que há trabalho em andamento para reparar o fornecimento de energia em nove regiões. “A Rússia está em guerra contra a vida comum das pessoas. Minhas condolências às famílias e entes queridos dos mortos nesse terror”, afirmou. “O mundo vê os alvos dos terroristas russos da forma mais clara possível: usinas e linhas de fornecimento de energia, uma barragem hidrelétrica, edifícios residenciais comuns e até mesmo um trólebus”, disse ele. A Rússia nega ter deliberadamente civis como alvo, embora a guerra, que começou com sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022, tenha causado milhares de mortes, milhões de desabrigados e a destruição de cidades ucranianas. Moscou diz que os ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia são legítimos, com o objetivo de enfraquecer as Forças Armadas do inimigo.

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Parte do centro de São Paulo está há horas sem energia elétrica

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil  – São Paulo Na manhã desta terça (19), energia foi restabelecida em alguns pontos © Paulo Pinto/ Agência Brasil Parte da região central da capital paulista está há cerca de 30 horas sem energia elétrica. O apagão, que afeta bairros como Consolação, Bela Vista, Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília, teve início na segunda-feira (18) por volta das 10h30. No meio da manhã desta terça-feira (19), a energia foi restabelecida em alguns pontos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a falta de energia atingiu 35 mil pessoas. A concessionária responsável pelo fornecimento de energia, a Enel, informou ontem que o apagão foi causado por uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) – que negou ter sido a responsável pelo corte da energia. No site da concessionária há um único comunicado aos consumidores de São Paulo, publicado às 19h de ontem, informando que chuvas e ventos “que atingiram parte da área de concessão na tarde desta segunda-feira (18) causaram a interrupção do fornecimento de energia para alguns clientes”. O texto não traz nenhuma previsão de retorno do fornecimento. Em comunicado enviado por e-mail aos consumidores, a concessionária não deu uma previsão de retorno do fornecimento, apenas informou que os reparos são “complexos”. “Sabemos que você está sem energia e isso se deve a uma ocorrência na rede subterrânea que atende a região Central da cidade de São Paulo, ocasionando assim a interrupção do fornecimento. Os reparos são complexos e nossos técnicos estão trabalhando para restabelecer a energia o mais rápido possível”. Hospitais afetados A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no bairro de Santa Cecília, ficou quase 24 horas sem energia elétrica e precisou utilizar geradores para manter em funcionamento as áreas de internação e emergência. Atendimentos ambulatoriais e exames foram adiados. A instituição informou que apenas na manhã de hoje teve a energia religada. O Hospital Santa Isabel, da Rede D’Or, também precisou da ajuda de geradores para manter o centro médico em funcionamento. Pacientes que precisaram fazer tomografias e ressonâncias tiveram de ser remanejados para outras unidades. A energia só foi restabelecida no local hoje às 10h. A OMA, empresa que administra condomínios na região da Bela Vista, encaminhou na tarde de hoje informe aos moradores pedindo para que façam economia de água, já que, sem o funcionamento das bombas elétricas, os reservatórios estão com nível baixo. No bairro, a energia ainda não havia retornado em sua totalidade até as 15h de hoje. Providências O Procon-SP notificou a concessionária Enel Eletropaulo, para que envie informações detalhadas sobre as diversas interrupções no fornecimento de energia elétrica que vêm ocorrendo na capital paulista desde a última sexta-feira (15), quando o aeroporto de Congonhas precisou interromper suas operações. No sábado (16), a falta de energia foi relatada na região da Rua 25 de Março durante a manhã. Em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que oficiou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinando “célere e rígida apuração dos fatos, bem como responsabilização e punição rigorosa da concessionária, que tem de forma reiterada apresentado problemas na qualidade da prestação dos serviços”. Silveira convocou o presidente da concessionária à sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, para que preste esclarecimentos. “A interrupção nesta segunda-feira se soma a diversas outras falhas na prestação dos serviços de energia elétrica pela concessionária Enel, que tem demonstrado incapacidade de prestação dos serviços de qualidade à população”. “É urgente a comprovação de que a empresa seja capaz de continuar atuando em suas concessões no Brasil”, disse na nota. Em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) disse que a concessão da Enel é federal e que cabe à Aneel a fiscalização.  

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