Celebre por mim Argentina

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Por Adriana do Amaral

O futebol nos fez nação rival dos argentinos. A discussão entre quem foi rei e o herdeiro da bola, Pelé ou Maradona, Neymar ou Messi ainda divide opiniões. Mas, no sábado (11), durante a final da tão contestada #CopaAmérica, o futebol dividiu o Brasil e boa parte da torcida brasileira se uniu aos  argentinos e celebrou a derrota dos canarinhos para a celeste e branca.

Respiramos aliviados por não testemunharmos o presidente do Brasil entrar em campo. Afinal, não somos excremento e cansamos das ofensas, mentiras e abandono.

No passado, aprendemos que futebol e política não se discutia, porque era rachão na certa. Hoje, à exemplo da década de 1970, futebol e política estão juntos e misturados. Se antes a maioria de nós desconhecia os bastidores do poder relacionado ao esporte, hoje a maioria tem consciência disso.

Jogador de futebol tornou-se marqueteiro, é profissional e o resultado individual. Onde foi parar o talento, a paixão, o espírito de equipe e amor à camisa?

Não sou comentarista de futebol, mas sempre fui torcedora. Principalmente da seleção, pois tenho consciência do poder da bola no imaginário e inconsciente coletivo, e sei que o futebol faz parte da cultura nacional. Já fomos até considerado o país do futebol, mas não estamos honrando o esporte nem dentro nem fora das quatro linhas.

O presidente do Brasil tornou-se o bola murcha, que conseguiu emergir o sentimento de aversão à paixão nacional. Vai demorar para vibramos novamente com a seleção brasileira.

A Copa América 2021 era uma tragédia anunciada. Não chore por nós, Argentina!

Charge: @BiologoSocialista

 

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