Construir Resistência

Além Muros

Trabalho Docente Sob Fogo Cruzado

(Segundo volume) Iniciativa do grupo de pesquisa Trabalho, Práxis e Formação Docente, o livro é fruto do esforço coletivo de docentes e pesquisadores envolvidos com a discussão crítica sobre os rumos da educação e do trabalho docente no Brasil. No livro, além dos organizadores, assinam artigos, dentre outros: Amanda Moreira da Silva, Acácia Kuenzer, Dalila Oliveira, Rodrigo Lamosa, Selma G. Pimenta, Maria Isabel de Almeida e José Fusari, Vitor Fernandes. Apresenta ainda entrevistas com Luiz Carlos de Freitas e Gaudêncio Frigotto. O texto de orelha coube ao professor Ricardo Antunes, a contra-capa da nossa estimada s querida colega Vânia Motta (Ufrj/Colemarx) e o prefácio foi coletiva e generosamente escrito por coordenadoras do grupo THESE. O livro estará disponível em formato digital e, em breve, poderá ser baixado gratuitamente no site do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ.  

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Oremos…

Por Carlos Monteiro Pedimos a Maria da Graça, a São Francisco Xavier, a São Cristóvão, a São Conrado, a Santa Teresa, a N.S. do bairro de Fátima, N.S. da praça do Carmo, N.S. de Copacabana, a Guadalupe, a N.S. da Penha, a Todos os Santos e ao Santíssimo Santo Cristo, aos pés da Santa Cruz: tenham Piedade dos cariocas, nos deem a Glória de uma Cidade melhor! Pedimos Providência para construirmos um Castelo, um Maracanã de felicidade! Não deixem de olhar pelos ‘inocentes do Leblon’ e perdoem seus pecados. Nos deem Saúde. Nos deem Colégio! Queremos sentar-nos no banco da Praça Seca do Jardim Botânico, do Jardim Guanabara, do Jardim América, do Jardim Letícia, do Jardim Adriana, do Jardim Boiuna, do Jardim Oceânico, do Jardim Palmares ou Jardim Carioca, em meio ao Campo Grande dos Afonsos ou ao Campinho. Que no Alto da Boavista haja sempre uma Vista Alegre junto ao Recanto das Palmeiras, onde o Mato Alto apare a brisa, donde a Aldeia é Campista. Queremos pegar frutos no Horto; das Laranjeiras, da Mangueira, das Pitangueiras, do Bananal ou comer um Caju Silvestre e Amarelinho, ao lado de um Rio Comprido, um Rio das Pedras brilhantes, um Rio da Prata ou, quem sabe, no Terreirão do Rio Bonito. Queremos nadar numa Lagoa junto ao Tanque. Ouvir o som do vento passando pela Taquara. Olhar para o céu Anil, quase uma Gardênia Azul e pedir ao Cosmos uma luz divina, uma Usina que Irajá mudar os rumos desse pedaço de Brasil Encantado. Queremos construir uma cidade com Pilares fincados na Rocha retirada da Pedreira, com tijolos da Olaria da esquina. Plena, inteira, revigorada, não um prêmio de Consolação. Pedimos ao Padre Miguel, ao padre Anchieta, ao Bento Ribeiro e ao Vigário Geral para espargir Água Santa da Fonte da Saudade na Cidade Maravilhosa. Limpá-la com Ramos sagrados, fazer uma Triagem, uma Muda, porque o carioca não Botafogo; bota fé! Queremos torcer pelo Flamengo, pela Portuguesa, Bangu, e Vasco da Gama. Não aguentamos mais políticos Cascadura, não temos Paciência para aturá-los, porque aqui, quem é de Benfica. Aqui o Zumbi é de Palmares. Queremos saber; qual a Cordovil metal para elevar essa cidade? Para que lado devemos apontar o Leme, para que Pontal. Pedimos uma Pechincha diante da imensidão que é o Rio. Ajuda-nos, ó Coelho, pai, filho e Neto, Engenheiro Leal e desleal, Cosme Velho e novo, na lida ou no Lido porque nós queremos Andaraí, aqui e acolá com paz e tranquilidade. Que a vida no Rio de Janeiro, seja um eterno Recreio. Uma Cidade de Deus. Que tenhamos Bonsucesso! Abramos, um novo ciclo, com Chave de Ouro! Que sejamos abençoados pelo Redentor e acolhidos em seus braços abertos sobre a Guanabara. Amém!   Sobre o autor: Carlos Monteiro é jornalista e fotógrafo Nota dos editores: Oremos por todos os brasileiros.

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Um deus que não passeia sobre as águas  

O escritor Israel Pinheiro relata, em contos, realidades pernambucanas a partir do impacto das transformações culturais, políticas e econômicas atuais no nordeste brasileiro. “Como somos filhos da Queda e, como tal, encerramos em nós tantos os afetos elevados quanto os gestos e as ações brutalizantes, talvez nunca tenhamos salvação; sempre seremos a subtração da imagem e semelhança de um Deus que se quer (ou a ele se atribui) a própria encarnação do amor, da tolerância, da paz e da confraternização. Estamos, assim, condenados a sermos um deus que nunca vai poder passear sobre as águas calmas e tranquilas da criação? Desconfio que sim.” (P. 16, prefácio: Um deus que não passeia sobre as águas) Nesta obra, Israel Pinheiro constrói de forma fidedigna a vida periférica e, particularmente, os sentimentos daqueles que nela habitam. Nos contos não há presença de uma humanidade idealizada, os bons e os maus habitam o mesmo lugar. Todas as histórias mostram a realidade de sentimentos egoístas e imoralidade, além de apresentar um olhar refinado para expressar as pequenas sutilezas da alma humana. Com o objetivo de oferecer um testemunho estético do seu local e tempo, o escritor apresenta uma perspectiva íntima sobre a representação real de Pernambuco. Um deus que não passeia sobre as águas critica os velhos modos de pensar, enquanto, ao mesmo tempo, convida os leitores a questionarem sobre quem somos; para onde vamos e por que fazemos o que fazemos.   Sinopse: Essa é uma história feita de muitas histórias. Histórias que têm como pano de fundo Recife e suas belezas de mares infinitos. Mas também de um Recife construído pelas bordas, por pessoas postas à margem. Essa é uma obra polifônica. Composta por múltiplas vozes e olhares que ora se afastam, ora se convergem, formando uma costura surpreendente. Olhares tão pesadamente humanos que nos fazem suspeitar da realidade que habitamos. Olhares que nos interrogam e nos convidam a trilhar um ousado caminho: o da crítica. Crítica ao real, crítica à representação do real, crítica aos velhos modos de pensar, sentir e olhar. Crítica capaz de nos trazer um renovo e de nos mostrar caminhos ousadamente inéditos. Ficha técnica: Título:  Um deus que não passeia sobre as águas. Autor: Israel Pinheiro ISBN:  978-65-5531-878-4 Editora:  autografia Altura:  14×21 Páginas: 176 Preço: R$ 40 Onde comprar: Amazon; Livraria Travessa e E-commerce Autografia Editor Sobre o autor: Cristão de espírito moderno, nascido em 1984, pai de Daniel. O escritor pernambucano Israel Pinheiro é autor do livro “As Histórias que Contei”.  

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As Ayméenas

Anabelle Loivos Considera e Aymée Loivos Considera Conde Sangenis, mãe e filha estão juntas em descobertas do mundo e aventuras que só o contato maternal e o amadurecimento de uma criança podem apresentar. Curiosidades, invenções, construções de frases e palavras… A mente é fértil e a literatura é vida. “As Ayméenas” é o retrato de uma menina no caminho de descobrimento e criação de seu mundo.   Pré-Venda: https://www.editoraoutramargem.com.br/product-page/pré-venda-as-ayméeanas-anabelle-e-aymée-loivos            

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Coletivo de Mulheres Poetas de Niterói

Por Renata Corrêa*   Coletivo de Mulheres Poetas de Niterói surge de maneira miúda, com pequenos gestos. Uma mulher que convida a outra. Uma mulher que reconhece na outra uma poeta, uma igual, com a mesma potência de dizer a palavra. E de uma que chama a outra, que por sua vez chama outra, até que ao nos olharmos, vemos que já somos tantas.   A formação do Coletivo nunca teve por objetivo criar um espaço para declamarmos nossos poemas. Para isso já tínhamos e ainda temos nossos Saraus. O Coletivo surge com dois objetivos. O primeiro: buscar as vozes das mulheres caladas ou apagadas na História da Literatura Nacional. Nossas escritoras e poetas ancestrais. Aquelas que nos precederam. São muitas, maravilhosas e nos fazem ter orgulho de sermos mulheres e poetas. O segundo objetivo, tão importante quanto o primeiro, é ser espaço de acolhimento, voz e luta para TODAS as mulheres, poetas ou não.   O Coletivo nasce feminista, antirracista e antifascista. Nasce plural, disposto a lutar junto a todos, todas e todes contra as injustiças e as desigualdades sociais.   É assim que no mês de novembro de 2020, este ano absurdamente difícil, o Coletivo de Mulheres Poetas de Niterói faz uma chamada pública a todas as mulheres, poetas ou não, para unir suas vozes no Movimento de 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher.   Chamado atendido. Dezenas de mulheres enviam vídeos em que recitam poemas e se manifestam contra os altos índices de diversos tipos de violência sofridos por todas nós. O resultado deste trabalho pode ser conferido no Instagram do Coletivo (@coletivodemulherespoetas).   Foi lindo, foi forte, foi intenso, duro e necessário, como o é o tema tratado. Assim quando chega ao nosso conhecimento a chamada aberta para a publicação da coleção: “Quem dera o sangue fosse só menstruação”, a impressão que temos é que um livro organizado a partir dos poemas selecionados para o Movimento dos 21 dias se encaixaria perfeitamente na proposta.   É, portanto, este livro que temos o prazer de fazer chegar às suas mãos. Um livro concebido, gestado e gerado por mulheres em estado de luta. Que com suas dores parem também esperança de que o mundo que deixaremos para as vozes-mulheres-futuras, será um mundo menos perverso do que o mundo em que nascemos e crescemos.   Link da Benfeitoria na Bio da nossa página @coletivodemulherespoetas Renata Corrêa é professora, poeta e ativista cultural.

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Cataverso

Cataverso

CEPA-CEP-BRASIL    Tião Nicomedes   Sabe aquela sensação de que o “portal” 2020 não fechou. Ainda? Segue 2021, e a #quarentena que nunca acaba… É devastador. O inimigo invisível, o #coronavirus, vai dizimando a humanidade.  O vírus que causa a #Covid19 vai se modificando, mutando, driblando a cobertura das vacinas desenvolvidas em tempo recorde.  Já as medidas de enfrentamento são um festival de contradições, pois a pandemia foi politizada.  Tal modo. Que virou bagunça.  Os governantes não se entendem. Negociação tripartite, num combate municípios x estado x governo federal. Cá defende isolamento social, lá recomenda a superexposição como forma de alcançar a imunidade “por rebanho”. O lookdown gera protestos e adesões enquanto, na capital federal, políticos festejam. Vale tudo na balada dos deputados: vinho, champanha, canapés, caviar?  No baile funk, autoridades descendo até o chão, esfregando as nádegas na cara do eleitor. O presidente do Brasil? Ah, Jair Bolsonaro prefere o prato especial, leitão na brasa, como espetando oposições. Faltou apenas assar o povo no espeto. Sem mi mi mi, arrota.  Afinal, o Auxilio Emergencial não. Aposentadoria não.   Vossas excelências não entendem ou parece não querer entender que há emergência em se tratando da fome. Há despatriados na mãe gentil do gigante adormecido.  Seguem com reintegrações de posse, despejando gente na calcada.  A população em situação de rua aumenta a cada dia! O semáforo da ciência vai mudando conforme sinalizam as politicagens.  E soca multa pimenta no olho da gente. Enquanto isso a morte bate recordes. Sebastião Nicomedes de Oliveira é o “poeta das ruas”. Autor da peça teatral Diário de um Carroceiro e do livro As Marvadas é artista popular. Ex-catador e ex-morador em situação de rua, oncorreu ao cargo de vereador na cidade de São Paulo, em 2020, para defender o Povo da Rua.

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Dia Internacional da Mulher é dia de luta social!

Dia Internacional da Mulher é dia de luta social!

Despertava e adormecia no cio Termômetros marcavam-lhe as febres… Temperaturas elevadas Ebuliam e vibravam Sem sinal de baixa Dos humores Do tesão descomedido E das sedes infindas Na boca sempre seca No desvão sempre úmido… Lisérgicos tentaram lhe abrandar Palavras incendiadas… Ministraram antipiréticos E banhos de água fria nas vontades… Compressas lhe comprimiram Os tremores das pernas caminhantes… Ousaram acamar em convalescença Seu ardor sadio De mulher de querências… Anestesistas lhe injetaram Na coluna do brio Doses cavalares de impotências… Em vão! Nela eram permanentes Os feromônios do desejo de transar Com a Vida! Viver é um scotch De orgasmos múltiplos… Sem gelo… Salud!   Renata Corrêa é poeta e ativista cultural. Uma das organizadoras de dois coletivos literários na cidade de Niterói: Coletivo de Mulheres Poetas e Sarau Horto Canto do Poeta. Além de compor o Coletivo Feminista de Arte e Poesia “Vozes Escarlate.” Professora da rede pública, atuando em promoção de leitura na Biblioteca Popular Municipal Monteiro Lobato. Mestra em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Encontra-se em processo de finalização seu primeiro livro autoral. “Mãe, feminista, antifascista, se escreve em poesia e revolução.”

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