Carta aberta da APJor ao deputado Artur Lira

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ConstruirResistência reforça a luta da #Fenaj e também assina a carta enviada pelo presidente da #APJor, Fred Guedini, ao presidente da Câmara Federal, deputado Artur Lira, em defesa da inclusão dos profissionais de jornalismo no grupo prioritário para a vacinação contra a #Covid-19.

Basta de mortes.

Leia o documento:

Presidente da Câmara Federal.

Deputado,

Minha pergunta ao senhor é direta:

quantas vidas mais teremos que perder devido à criminosa incompetência de um Executivo que não se
importa com a morte de tantos brasileiros e brasileiras? Hoje, 2 de junho, perdemos mais uma colega jornalista, diretora da nossa Associação Profissão Jornalista (APJor). Ela estava bem, saudável. Morreu de Covid-19 no terceiro dia da internação, assim, sem mais nem menos.

Os jornalistas estão em terceiro lugar na lista dos grupos sociais mais afetados pela doença, com mais mortes, logo depois dos médicos e dos trabalhadores no setor de gás e eletricidade. É por essa razão que a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) vem lutando para incluir a categoria nos grupos prioritários para vacinação (os estados da Bahia e da Paraíba já o fizeram).

Só no primeiro trimestre de 2021 morreram 86 jornalistas. Compare-se com os 78 de todo o ano de 2020.

Cristina Spera poderia ter morrido mesmo que estivéssemos enfrentando corretamente a pandemia? Sim, poderia. Mas também teria chances muito maiores de estar na estatística dos que não foram
infectados – se, e somente se, não nos faltasse uma eficiente coordenação nacional na luta contra a pandemia. Num cálculo conservador, pelo menos uma terça parte das mortes poderia ter sido
evitada.

Em notícia publicada há mais de dois meses, quando ainda tínhamos “apenas” 300 mil óbitos, o epidemiologista Pedro Hallal, ex-reitor da #UFel  (Universidade Federal de Pelotas) e coordenador da pesquisa #EpiCovid, já afirmava que, graças à estrutura do #SUS, o Brasil poderia ter sido “referência mundial no enfrentamento à #Covid-19”. Para ele, poderíamos ter evitado “225 mil dos 300 mil óbitos” da época (muito mais que apenas um terço!), se não estivéssemos sob o jugo de um
negacionista.

Hoje, com mais de 465.312 mortes, seria muito grande a probabilidade de que Cristina Spera não estivesse nessa estatística sinistra. Nesse quadro, por que o senhor, que tem a responsabilidade única de colocar em andamento o processo de impeachment, não o faz? Quer ter na sua biografia a responsabilidade por essas mortes evitáveis?

Atenda ao clamor da maioria do povo brasileiro. Vamos salvar as vidas que pudermos. Isso é o mais importante. O restante, resolvemos depois!

São Paulo, 2 de junho de 2021.
Fred Ghedini, presidente da APJor.

 

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