Construir Resistência
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Bozonazi sabe que é carta fora do baralho

Por Simão Zygband

Como todo elemento que conhece intimamente o mundo do crime, Bozonazi sabe bem os sinais que demonstram que ele é a bola da vez, a carta fora do baralho, que já se prestou a fazer o serviço sujo para os que mandam: poder econômico (bancos e grandes corporações), interesses internacionais (leia-se EUA) e internamente o latifúndio monocultor. Mas agora vai ser defenestrado.

Bozonazi é um cadáver político insepulto. Ainda existem viúvas suficientes para tentar mantê-lo em pé. Mas, literalmente, ele já era.

Pode sim, é verdade, conseguir escapar de detrás das grades. Não temos muito histórico para aprisionar meliantes usurpadores do poder. Que os digam os militares que, no Brasil, praticamente escaparam impunes dos crimes que cometeram contra seus adversários políticos e contra o país. Não apostaria totalmente minhas fichas que o clã vá mesmo para a prisão, apesar de motivos não faltarem e sim sobrarem.

Mas, como disse, todo elemento afeito ao crime como é o caso do Bozonazi sabe quando perdeu. E agora, mais do que nunca, foi convencido disso por vários recados que os mandantes (que não é ele) estão lhe mandando, dizendo que ele está fora. É evidente que a CNN Brasil se tornou a mais recente porta-voz dos interesses norte-americanos no Brasil, papel sempre desempenhado pela Rede Globo. E é através dela que Bozonazi sabe que não tem mais sustentação.

Neste momento, a CNN Brasil é mais uma TV de extrema-direita do que propriamente bolsonarista. Aparentemente se incumbe do papel de bater no governo Lula, mas também de desidratar Bolsonaro. Bem provável que já tenham um sucessor dele em mente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas ou algum outro nome de projeção nos quadros extremistas. Mas Bolsonaro, propriamente, já era. Deve continuar esperneando, como boa criança mimada que é.

Daniela Lima

A CNN Brasil utiliza a âncora Daniela Lima para dar recado a Jair Bolsonaro, desidratando sua suposta popularidade e mostrando que ele é carta fora do baralho nas pretensões da extrema-direita mundial. Foi através dela que se vazou imagens que nem o governo federal possuía de que o general Gonçalves Dias, nomeado por Lula para a chefia do GSI estava imobilizado no local dos atos terroristas de 8/01 (que determinou a sua queda), as informações do conteúdo do celular do homem de confiança do ex-presidente, Mauro Cid, de que o clã havia forjado atestados de vacinação na cidade carioca de Duque de Caxias (para eles entrarem ilegalmente no EUA), que havia um plano de realização de um golpe de estado planejado dentro do Palácio do Planalto, com a utilização da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para intervenção militar e a prisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, entre outros “furos”.

A última novidade revelada pela CNN Brasil é que o coronel Elcio Franco Filho, ex-número 2 do Ministério da Saúde, discutiu formas de promover um golpe de Estado após a eleição do Lula, com aliados de Jair Bolsonaro, inclusive o amigo próximo dele, Ailton Barros (que mesmo vivo, sua “viúva” recebe dele uma pensão de R$ 22 mil).

Nas novas mensagens, Elcio Franco e Ailton conversam em meados de dezembro de 2022 sobre mobilizar 1,5 mil homens para participar da tentativa de golpe. Em um dos diálogos, eles reclamam da resistência do comandante do Exército da ocasião, Freire Gomes, de aderir ao plano golpista. “O Freire não vai. Você não vai esperar dele que ele tome à frente nesse assunto, mas ele não pode impedir de receber a ordem. Ele vai dizer, morrer de pé junto, porque ele tá mostrando. Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? Qual foi a sua assessoria? Ele tá indo pra pior hipótese. E qual, qual é a pior hipótese?”, escreveu o coronel Franco.

Além de trabalhar no Ministério da Saúde na gestão do general a atual deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), Elcio Franco foi assessor do ex-ministro da Casa Civil na gestão de Ciro Nogueira.
Em outro trecho obtido pela PF, Ailton diz a Franco:
“(É preciso convencer) o general Pimentel. Esse alto comando de mer* que não quer fazer as p*, é preciso convencer o comandante da Brigada de Operações Especiais de Goiânia a prender o Alexandre de Moraes. Vamos organizar, desenvolver, instruir e equipar 1.500 homens”, fala Ailton Barros a Elcio Franco.
A cada dia, o canal norte-americano dá uma enxadada e retira uma minhoca desta lama toda que foi o governo do ex-presidente e para comprometer o genocida Bolsonaro. Isso sem falar no assassinato de Marielle Franco.

É o chamado fogo amigo. Não se sabe quando vai parar.

 

 

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