Construir Resistência
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Bolsonaro sairá atirando a esmo contra a população?

Por Simão Zygband

Havia uma lenda entre os conservadores, quando retiraram do poder através de um golpe a presidenta legitimamente eleita, Dilma Rousseff e colocaram em seu lugar o traíra Michel Temer, de que se o próximo presidente da República não fosse eficiente, eles também o retirariam do poder. “Se ele (Bolsonaro)não for bom, a gente tira”, diziam os falastrões.

Pois novamente estamos esperando que a tosca promessa desta gente, que ajudou a arruinar o país, se cumpra. O governo em decomposição de Bolsonaro já não convence mais ninguém, a não ser a uma parcela da população que continua a acreditar em coelhinho da Páscoa e de que os bebês são trazidos pelas cegonhas.

Óbvio que há muita gente sem moral e escrúpulos que ainda apoia o (des)governo do capitão reformado, apesar de tanto desserviço e sofrimento que ocasiona à nação. Pela falta de total planejamento, já morrem cerca de 4 mil brasileiros por dia por Covid-19, a mais alta taxa de mortalidade do mundo, nunca dantes alcançada.

O país, por absoluta falta de vontade política do governante de plantão, vacinou apenas 8% de sua população. Faltam leitos em hospitais, há filas para a utilização de UTIs, brasileiros morrem sufocados por falta de medicamentos elementares como sedativos e anestésicos, fundamentais para a intubação de pacientes com os pulmões comprometidos e, pasmem, até a Venezuela, país vizinho desqualificado pela direita brasileira e por Bolsonaro e seus filhotes, teve que suprir de oxigênio o norte do Brasil. Simplesmente construíram o caos.

Não se sabe se, efetivamente, se trata de uma política deliberada do governo genocida ou se, de fato, a incompetência tem falado mais alto que a razão. A verdade é que o (des)governo desintegra e não é para menos. Talvez não na velocidade que os graves problemas ocasionados pelo total descontrole deveria ocasionar.

Pesquisa nacional PoderData, ligado ao site Poder 360, realizada entre os dias 29 e 31 de março com 3.500 pessoas, em 541 municípios das 27 unidades da Federação, revela que as taxas de desaprovação do (des)governo do capitão reformado atinge um recorde de 59%. Incríveis 33% ainda mantém o apoio ao ser (des) humano que ajudaram a colocar no poder.

Delírios golpistas

Não bastasse ter jogado o país da 9ª economia do mundo para a 12ª, ter conseguido fazer disparar os índices alarmantes de miséria e desemprego no país, ter transformado o Brasil no pária mundial, cujos países, inclusive o Peru e a Bolívia, fecham as fronteiras para impedir a entrada de brasileiros considerados transmissores de Covid, em seus surtos psicóticos, o capitão reformado efetuou uma reforma ministerial trocando o ministro da Defesa, que redundou na renúncia, pela primeira vez na história, de uma só vez, de três ministros militares, do Exército, Marinha e Aeronáutica. Achava ele que fazendo isso, seria suficiente para dar um golpe de Estado com que tanto sonha.
Como se isso fosse suficiente para sublevar as tropas e as deixar alinhadas com seus delírios psicóticos. De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog “Balaio”, “o capitão tentou arrastar as Forças Armadas para uma aventura golpista, mas ficou pendurado na broxa, ao inventar do nada uma crise militar”.
Kotscho diz que em poucas horas, os militares se reuniram e “desmontaram a bomba-relógio armada por Bolsonaro ao demitir o ministro da Defesa. Desembarcaram do governo e enquadraram o presidente nos limites constitucionais”.
“Nada vai mudar com a troca dos comandantes. Não vai ter golpe nenhum. O tiro saiu pela culatra”, disse a Kotscho um “respeitado general da reserva, contemporâneo dos novos chefes militares e dos 17 integrantes do Alto Comando do Exército.
As notícias não são nada boas para o psicótico presidente, como o qualificou o psiquiatra forense, Guido Palumbo. O problema é que pessoas com os transtornos mentais como os do atual presidente não costumam se dar por vencidos. Ou se suicidam, ou saem atirando a esmo contra a população indefesa. Renunciar jamais.
Façam suas apostas.

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