Construir Resistência

Apresentador cai de bêbado no dia da estreia do Jornal Nacional

Por Raul Antônio Varassin

Não pense que esqueci os textos que estou te devendo para o site. Os dois primeiros são relacionados ao Jornal Nacional.

O primeiro deles conta a história da primeira edição do JN que não foi ao ar porque o locutor escolhido para ser o apresentador passou o final da tarde bebendo  no boteco da rua Von Martius, em frente a TV Globo para se acalmar e quando entrou no estúdio para apresentar o JN, caiu de bêbado na bancada. Aí o JN não foi ar e no dia seguinte estreou o Cid Moreira, que ficou umas 3 décadas na apresentação e também o Hilton Gomes.

O segundo é um texto sobre uma troca de imagens que o bom montador de filmes, o Mello fez. Ao invés de mostrar o desfile de militares na Vila Militar, trocou por um desfile de cães no Itanhangá Kenel Clube. Deu um rolo federal com os militares, que mal acabou o Jornal Hoje já estavam com seus jipes em frente a TV Globo.

E de historinhas como estas tenho outras, como a chacina de 15  guerrilheiros que foram treinar em Cuba e, quando voltaram, foram exterminados num casebre na localidades de Paulista, perto do Recife. Deduragem do cabo Anselmo, que já tinha aprontado contra o Jango em março de l964. E sabe onde está esse cretino, como já denunciou o repórter evangélico, ex-Jornal da Tarde e ex-TV Record, Percival de Souza? Morando tranquilamente em Guarulhos.

Notícia “boa” foi essa de hoje: Doria vai se unir com o juiz Sergio Moro para disputar a Presidência.Com apoio de toda oligarquia., O povo da Faria Lima e Estadão.

Depois mando outras.

 

 

Raul Varassin é jornalista, foi um dos criadores do Jornal Nacional, dirigiu o departamento de Jornalismo da TV Globo em quatro estados brasileiros (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná) e teve a honra de ser contratado por Vladimir Herzog na TV Cultura de São Paulo. Foi ainda chefe de reportagem no SBT, TV Manchete e TV Record.

 

Nota da redação: é uma honra imensa contar com o texto de Raul Varassin. Sem dúvida, um orgulho para as centenas de jornalistas de vários estados que ele chefiou ou que conviveram com ele. Ele é a história viva do telejornalismo brasileiro. Um ícone. Muito obrigado, Raul. 

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