Construir Resistência
Foto: Arquivo pessoal

Alguém suporta esse quarteto patético?

Por Virgilio Almansur

Dar conta desse partido, o Partido Militar, com figuras tão decréptas a manchar ainda mais suas próprias trajetórias e que deslizam para contaminar o mundo civil, é no mínimo ultrajante. Um acinte que vem tomando proporções alarmantes. Semblantes mascarados, intransitivos, saudando uma vergonha da própria corporação, diz muito, muito mais desses indigentes servidores a servir uma nação combalida e desorganizada por eles mesmos.

Foto de um significado brutal, em que o representante da Nação, um arruaceiro bunda suja, é chefete miliciano com indícios criminosos, prevaricador, promotor da tortura, ícone de uma força também assassina ao fuzilar na Ponta da Praia, lançar corpos vivos e mortos no oceano, além de ocultar cadáveres, infelicitando até hoje familiares que não puderam enterrar seus mortos. As continências são mútuas saudações, que embora impessoais, dizem muito dessa corja.

Há alguns dias escrevi acerca de outra notícia, em que a “PICARETAGEM POR TRÁS DE MORTES”, à partir do MS, traz o miliciano mór, seu vice maçom, o ex da defesa azevedo e silva e o tenente-coronel cohen, um estranho capelão, nominados e inscritos como diretores numa canhestra estrutura suspeita, juntamente com o pastor assassino-chorão, Amilton, recém “réu-confesso” na CPI, conforme relato do jornalista Lúcio de Castro.

Tudo indica que inúmeros elementos dessa organização criminosa, de feitio mafioso-miliciano, descobriu um veio riquíssimo através de contratos propineiros com empresas — muitas delas fantasmas — para a “aquisição” de vacinas. O espírito em curso, com assento nesse mesmo ministério, já assaltado por Ricardo Barros —  seu titular à época sob o traidor tupiniquim FORATEMER —, promoveu nas tratativas espúrias, meio para ganho fácil onde o TCU admitiria recebimento prévio sem contrapartida com sanção penal à Global, uma das investigadas por lesa pátria, caso o produto não fosse entregue. Nunca o foi e nem o será!

Essa escumalha, no topo hierárquico-criminoso, fez e faz pouco caso da vida daqueles que um dia juraram proteger. Se oficialmente, essas mesmas forças sempre suspeitas, são responsáveis por 434 assassinatos, destes, 210 ainda não foram enterrados. Um método enraizado e expandido, absorvido pelos escritórios do crime, são figuras nocivas. Costumam, como esse vagabundo da Muzema, cantar loas ao desprendimento no “cumprimento pelo morrer se necessário for”. Teatro! Falácia! Na realidade, o comprimento da extensão assassina — ínsita no DNA dessas mesmas forças estúpidas de antanho — influencia e penetra nos homens e mulheres cativos endogenamente.

“Nossos defensores” não introjetaram nada do que propalam, no que concerne lutar pela pátria; esta, uma patriazinha dos quartéis, hospitais, seus clubes, hotéis, veículos e armas — blindadas ou não. Essa pátria não é a que habito. A reprodução endógena dessa gente não tem olhar para fora. Veem-se no espelho e para o umbigo. Nós, exteriores, corremos risco insanável, quando um brasil armado habita conjuntamente ao outro Brasil sem as preocupações belicistas e fragilizado.

Fazemos fronteira tênue a esses grupelhos da aviação assassina, cujos canhões, leves ou não, estão apontados às — e sobre — nossas cabeças; fazemos fronteira com esses irresponsáveis de uma marinha mentirosa, repleta de desprezíveis engalanados, repletos de tampinhas enferrujadas em seus peitos e ombros, sem brilho nem honra. Estamos à mercê dos assassinos de praxe, do inglório exército dos torturadores em plantão permanente nas dependências da Saúde — e a ingressar em nosso meio envenenando-nos, procrastinando a compra de um antídoto, que faltoso, levou desses brasis muito mais de 600.000 mortos. Muito mais… Em que pese poucos, muito poucos, tenham baixado à cova no brasil bandido.

O Brasil paga a conta desse brasil bandido. Inchado, porém esquálido, morremos e morreremos proporcionalmente muito mais ao brasil enxuto e completamente assistido na saúde e no rancho que não falta. O Brasil é diferente desse brasil; este não pretende se contaminar nem ombrear-se ao Brasil. O brasil luta pelos seus, casam-se entre si, geram as taras inconsequentes e submetem-nos às suas loucuras e caprichos, preservando seus filhos, pais, mulheres e parentes.

O Brasil é ignorado pelo brasil. Este não conhece o Brasil. Este pouco ou nada sabe, também, de si e do outro brasil sob princípios próprios, direito militar e deveres suspeitos. O Brasil abraça o brasil e o tem como um cisto privilegiado, como a um condomínio de luxo detentor de insumos imprescindíveis como escolas, clubes, hospitais, restaurantes, seus indefectíveis chicletes, toneladas de leite moça, carnes sofisticadas e serviçais. O Brasil vive de chepa, instituições degradadas e sua capital nem mais lhe pertence. Bueiro a céu aberto, um bordel pra maioria desse brasilzinho deitar e rolar.

O que resta a nós senão lamentar sem ter a comiseração plausível!? Ou mesmo, se buscar na galhofa, como meio de espantar os horrores, haverá contenção? Nada disso! Interessante que alguém chegou a propor a privatização dessa turma toda. Imaginei que ficaríamos livres desse fardo. Afinal, estamos ficando caros e há grupos ágeis que poderiam nos ajudar.

Quê tal o Comando Vermelho assumir a marinha. Uma privatização simples. Não teríamos despesas com tanques ineficazes e fumacentos. E a aeronáutica sob o patrocínio do ADA, Amigos dos Amigos, excelente corporação bastante elogiada em Abuzados por Caco Barcelos. Ao exército de poucos caxias, assumiria o PCC. Testado como pioneiro na capital paulistana tem mais tentáculos que aqueles inglórios repletos de tampinhas.

Bem… Faltam os milicianos PMs. Já houve acertos com os estados brasileiros. Nossos governadores, alguns de saiotes, receberam propostas para a total privatização dos policiais militares e deverão entregá-los integralmente à maçonaria. Quanta economia… Vivas às lojas…

 

Virgilio Almansur é médico, advogado e escritor.

 

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