Construir Resistência
Crédito: arquivo pessoal

A Força e a vitória do #LulaLivre

Por Simão Pedro Chiovetti

Lula está livre, é inocente. 

O juiz Sérgio Moro foi considerado suspeito pelo STF

O #LulaLivre, do qual participei junto com milhões de outras pessoas, foi um dos movimentos sociais mais impressionantes da história da classe trabalhadora. Impulsionado pela certeza de que Lula era inocente e vítima de uma terrível armação político-jurídica para criminalizar as esquerdas e impedir o PT de uma nova vitória eleitoral, o movimento e Lula acabaram vitoriosos ao final. A confirmação ocorrida na quinta-feira (22), pelo Plenário do #STF, de que o juiz Sérgio Moro agiu politicamente para perseguir Lula e portanto foi considerado suspeito, jogando no lixo todas as suas ações é um acontecimento fantástico!

Durante mais de 4 anos, diante da intenção dos procuradores e juízes da ignominiosa, infame e malfadada operação #LavaJato de prender Lula e tirar ele das eleições de 2018, o movimento #LulaLivre foi uma das coisas mais impressionantes que eu li, vi e participei. Não só os petistas, mas os militantes e dirigentes de partidos de esquerda e dos movimentos sociais, do Brasil e do mundo, artistas, sindicalistas, intelectuais, jornalistas, advogados e juristas e gente simples de todas as categorias do mundo do trabalho, se irmanaram na denúncia e na luta para mostrar que Lula é inocente e reconquistar a sua liberdade e mostrar que a lava jato foi uma das maiores e mais grotescas farsas jurídicas de que se tem notícia.

Animados pela resiliência de Lula, sua dignidade e liderança, mesmo de dentro da prisão, a mostrar que era vítima de uma grande mentira, esse movimento social, junto com Lula, já saiu vitorioso quando a Suprema Corte da Justiça brasileira se redimiu e declarou anuladas todas as sentenças e condenações impostas a Lula e tornou o ex-juiz Sérgio Moro, suspeito, interessado na condenação de Lula, com intenções vis de se beneficiar diretamente com Lula fora do jogo político-eleitoral. Lula está livre e é inocente! Essa é a boa nova para o povo trabalhador, os pobre, os esperançosos de dias melhores, os inconformados com as injustiças sociais.

Participei junto com muitos companheiras e companheiros de tantas batalhas pela democracia e por justiça social de dezenas de atos e manifestações e estive 3 vezes participando a #VigíliaLulaLivre, uma das coisas mais fantásticas da história brasileira: durante 1 ano e meio o povo não arredou o pé de frente e do entorno da sede da Polícia Federal onde Lula ficou preso. Eram dezenas e até centenas de pessoas, de todos os cantos do Brasil, militantes e até pessoas simples que ficaram ali acampadas em barracos e alojamentos para dar bom dia, boa tarde e boa noite ao presidente injustamente preso. Cada visita que Lula recebia se transformava em um ato político e isso animava a turma e dava forças ao Lula e lhe mostrava que o povo nunca o abandonaria.

A solidariedade de classe é algo que a burguesia e mesmo setores de classes médias nunca irão entender, pois é própria dos pobres, dos explorados e dos trabalhadores e suas lideranças! Em vários cantos do país se realizaram comícios, saraus e festivais artísticos. As faixas e bandeiras de Lula Livre eram expostas até no meio das torcidas de futebol, aqui e em várias partes do mundo.

A força moral de Lula era e é tanta que mesmo com a absurda cassação de sua candidatura, defendida e recomendada até pelo principal órgão de defesa dos Direitos Humanos da #ONU e ignorada pela Justiça brasileira, que o indicado para concorrer em seu lugar, Fernando Haddad só não ganhou a eleição presidencial por que nossos adversários recorreram à ilegalidades como o vazamento uma semana antes do pleito do farsesco depoimento de Palocci e a indústria de envio de #fakenews, notícias mentirosas mesmo, paga ilegalmente por uma rede grotesca de empresários, além de manobras dos grandes meios de comunicação ao não promoverem debates entre Bolsonaro e Haddad. O que deixa evidente que Moro não agiu sozinho e sim amparado e incentivado por uma vil articulação das classes dominantes brasileiras.

A anulação das condenações de Lula não pagam e nem apagam a injustiça e o prejuízo pessoal contra ele e, pior ainda, não fazem voltar atrás a eleição de um genocida ligado às milícias e segmentos deploráveis da sociedade brasileira que só tragédias tem causado ao povo e ao nosso País. Mas, elas, ao devolverem a cidadania política ao melhor presidente que este país já teve, mostram uma luz no fim do túnel, ou seja, trazem a esperança de que é possível por um fim neste trágico governo e recolocar o Brasil de novo nos trilhos da Democracia e do desenvolvimento com inclusão e sustentabilidade através das eleições do ano que vem.

Parabéns e obrigado, Lula, por tudo que você significa, que fez e faz por este povo e pelo nosso País!

Você está livre e elegível, mas como você mesmo sempre diz, a luta continua!

 

Simão Pedro Chiovetti é sociólogo, ex-deputado estadual por três mandatos e ex-Secretário de Serviços de São Paulo na gestão Haddad. Hoje, Secretário de Movimentos Sociais e Setoriais do PT/SP.

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