Construir Resistência
Bolsonaro

A disputa pelo espólio do genocida

Por Pala Atena

E a mídia oligárquica fez a maior campanha de “reposicionamento de marca” do bozofascista desgovernador de SP para distanciá-lo do abraço de afogado do genocida. Saudou a humilhação do desgovernador, em reunião na sede do pl para justificar o voto favorável à reforma tributária, como sendo “descolamento” do bozofascismo raiz, tosco, virulento. O sujeito teve de sair escoltado do lugar, mas figurou nos jornalões e portais da mídia oligárquica quase que como o novo presidente do Brasil.

O bozofascista tarcísio passou a apanhar nos grupos bozofascistas, a ser chamado de traidor. Também viu o bozofascista mineiro, romeu zema, ganhar terreno, viralizar nas redes sociais e aumentar engajamento, ao fazer postagens e falas toscas, desde expor mensagem de mussolini nas redes sociais até a fazer uma estapafúrdia conta de dividir em uma entrevista, tudo estratégia para gerar engajamento.

Os dois disputam o espólio do genocida. tarcísio está entre manter a aliança explícita ou posar de (falso) moderado, um bozofascista que usa talher. romeu zema aposta na tosquice, na radicalização explícita sem se distanciar do bozofascismo, nem como figuração.

Resultado: na disputa do osso tóxico do genocida na semana passada, o mineiro levou vantagem nas redes bozofascistas e o carioca que sampã importou para chamar de seu se tornou “traidor”, segundo a malta.

Mas, desde ontem, o desgovernador de SP passou a pedir perdão ao genocida. O embate na sede do pl fez estragos políticos para ambos, que viram a aprovação da reforma na Câmara ser creditada ao governo/Haddad e arthur gângster lira ir comemorar com o presidente. Aliás, lira deu o recado ao genocida e a tarcísio: amigos não brigam assim.

Ontem mesmo, genocida e tarcísio minimizaram as rusgas, assumiram uma suposta reconciliação. Hoje o desgovernador paulista disse que o genocida é seu mestre e, como pupilo, jamais o abandonaria. Deve ter colonista e jornalixo chorando nas redações.

O desgovernador, além de temer a perda de capital político na malta de onde emergiu e que o elegeu em SP (o interior paulista é maioria agronazi, conservador e bozo), deve ter percebido que queimava “largada” ao se lançar nacionalmente como candidato à presidência, sem que o destino do genocida estivesse de fato selado (ele ainda não perdeu direitos políticos). De outro lado, o partido do desgovernador paulista, republicanos, já está negociando embarcar no governo Lula, para garantir emendas e cargos em segundo e terceiro escalão, fundamentais aos arranjos para as eleições de 2024.

A extrema-direita do quadrilhão, não tão presa ao genocida, vai ficar com o pé em duas canoas: de um lado, sem criar atritos explícitos com o genocida e, de outro, negociando benesses com o governo em troca de apoio nas votações de projetos no Congresso. O genocida ainda é um nome relevante para as pretensões eleitorais de 2024, tem força no interiorzão e pode ajudar no plano da extrema-direita de fazer o maior número de prefeituras. Vai ser preciso desgastá-lo mais para que seja largado pela extrema-direita.

Por sua vez, o genocida vai continuar apostando no radicalismo. Neste domingo, o filho pp dele, eduardo bananinha, levou uma turma de miliciano ao Planalto e fez manifestação pró-armas. Quase uma emulação dos atos que culminaram no 8 de janeiro. Numa clara provocação, saudou o dia da infâmia (eu havia postado que eles não se manifestaram, mas em Brasília resolveram provocar).

Além de acenar à malta, provocar os poderes com manifestação no dia seguinte em que as instituições (STF/TSE) lembraram os seis meses dos ataques terroristas, bananinha quis ocupar as redes sociais e viralizar, tirando o foco na vitória do governo pela votação da reforma.

E no twitter, já tinha um monte de perfil do campo progressista caindo na armadilha e divulgando os cortes de vídeos dos discursos de bananinha e deputados exaltando armas, xingando Flávio Dino e Lula. A mesma tática de provocar para produzir material que rompa a bolha.

Pelo que se vê, o genocida e familícia não vão aceitar sair de cena sem antes fazerem estragos. Mas agora o contexto é outro. Eles não têm o cartão corporativo para pagar pelas arruaças, e as instituições não vão mais apostar nesse tipo de caos como forma de destituir um governo mais popular. A ver as cenas dos próximos capítulos.

Palas Atena é pseudônimo. Foi mantida sua grafia original, que coloca os nomes próprios em letra minúscula. Nem o editor do Construir Resistência conhece a verdadeira identidade da escriba. Seus textos são obtidos diretamente do Facebook.

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