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A ascenção do Flamengo e o bolsonarismo

Por Simão Zygband

Esta relação do Flamengo com Bolsonaro indigna parte da torcida, que detesta o (des)governo fascista. Anteriormente, o Palmeiras era tido como o time mais bolsonarista do país

Qualquer flamenguista minimamente consciente ficaria indignado com a relação do clube com o (des) governo do capitão reformado Jair Bolsonaro. A verdade é que, após a saída do moderado Rogério Ceni e a entrada do técnico bolsominion Renato Gaúcho, a equipe se transformou em uma máquina de fazer gols e assusta seus adversários, com uma sucessão de goleadas. A última foi contra o Santos, em plena Vila Belmiro, por 4×0.

Por que antes da adesão total ao bolsonarismo, o time não deslanchava? Qual segredo motivador tem uma equipe de futebol e seu envolvimento direto com a política do genocida Bolsonaro?

Evidente que pode ser uma mera coincidência, mas a verdade é que, desde que o bolsonarismo se infiltrou com as portas abertas no Flamengo, o time não para de ganhar. Única exceção foi uma derrota em pleno Maracanã, por 4×0 para o Internacional de Porto Alegre.

A relação do clube com a política de extrema direita chegou a tal nível que o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, declarou nesta terça-feira que estará empenhado na reeleição do genocida, que é o atual comandante do país. Landim já prometeu ajudar na campanha de 2022, não só com doações, mas conquistando votos junto a torcedores do rubro-negro.

Vice de Bolsonaro

Recentemente, o colunista do O Globo, Ancelmo Gois, afirmou que Bolsonaro já teria definido Landim como seu vice em 2022. De acordo com ele, o presidente teria repassado a pessoas próximas que o flamenguista seria “o nome do seu sonho”. Landim, aliás, esteve recentemente com Bolsonaro, em um almoço no Rio de Janeiro.

Para sedimentar suas intenções políticas, o presidente rubro-negro já conta até com um articulador em Brasília, o diretor de relações institucionais do clube, Aleksander Silvino dos Santos, que seria o elo entre o Flamengo e políticos. 

Ainda de acordo com Ancelmo Gois, o capitão reformado enxerga no cartola rubro-negro um “empresário de sucesso”, além de ser o gestor que levou o Flamengo a títulos que não conquistava há décadas.

Claro que esta relação do Flamengo com Bolsonaro indigna parte da torcida, que detesta o (des)governo fascista. Anteriormente, o Palmeiras era tido como o time mais bolsonarista do país, uma vez que sua diretoria permitiu que o capitão reformado erguesse a taça de campeão brasileiro em 2018. Um episódio de triste memória. 

Além disso, Bolsonaro se declarou palmeirense (apesar de utilizar camisas de vários times) e tinha um jogador no elenco, Felipe Melo, que é fã declarado do presidente genocida (para horror de parte de sua torcida) e que gostava de fazer o sinal da “arminha”.

Hoje, o meio-campista bolsominion (que eventualmente atua na zaga) amarga dura reserva, uma vez que seu estilo estúpido lembra bem o de seu presidente, um jogador violento que muitas vezes prejudicou a equipe com entradas “criminosas” nos adversários

Para superar o Palmeiras como time mais bolsonarista do país, o Flamengo faz um esforço fora do comum. Fechou acordo de patrocínio com a rede de varejista Havan, em um contrato de R$ 6,5 milhões. Para quem não sabe, esta empresa é de propriedade do mais notório empresário bolsonarista do país, Luciano Hang, suspeito de financiar ilegalmente (junto com outros empresários de direita), disparos de fake news contra os adversários de Bolsonaro na campanha eleitoral. Eles gastaram irregularmente mais de R$ 12 milhões em recursos não contabilizados na campanha de 2018, conforme denunciou o jornal Folha de S.Paulo.

 

 

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