Construir Resistência

26 de outubro de 2023

Altamiro Borges: Pesquisa acende sinal de alerta para Lula

Por Altamiro Borges A pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira (25) devia acender o sinal de alerta para o presidente Lula. Ela mostra uma queda de seis pontos na aprovação do seu governo entre agosto e outubro – caiu de 60% para 54%. Já a desaprovação subiu sete pontos no mesmo período, pulando de 35% para 42%. Outro dado preocupante da sondagem, conforme ressalta Felipe Nunes, fundador da Quaest, é que a queda na aprovação “não está concentrada em nenhum segmento. Pelo contrário, ela se deu de forma generalizada, em todas as regiões e estratos sociais”. Além disso, “é a primeira vez que a desaprovação chega a quase 10% de quem votou em Lula; e, depois de três rodadas, a desaprovação voltou a crescer no eleitorado de Bolsonaro”. Economia e comunicação explicam a quedapz6 Para o pesquisador, a mudança de humor na sociedade tem relação com dois fatores principais: a economia e a batalha de comunicação na sociedade. “De junho para outubro cresceu 8 pontos o percentual de quem acha que o Brasil está indo na direção errada. O que pode estar produzindo isso? A primeira parte da explicação é econômica. Aumentou 9 pontos o percentual de quem avalia que a economia piorou no último ano (saiu de 23% para 32%), enquanto se manteve o percentual de quem acha que melhorou (33%)”. De acordo com a pesquisa, essa piora na avaliação da economia decorreu da percepção de que as contas de água, luz e telefone aumentaram no último mês e que o preço dos alimentos e dos combustíveis também subiu recentemente. Para agravar essa percepção, a expectativa sobre o futuro também piorou – caiu nove pontos –, embora a maioria continue otimista (50%). “O pessimismo vem ancorado na expectativa de que a inflação e o desemprego vão aumentar nos próximos meses”, explica o fundador da Quaest. As notícias positivas não se destacam Mas não é apenas a economia que pesa contra o governo Lula nesse momento. Felipe Nunes realça a questão estratégica da comunicação, da disputa de hegemonia na sociedade. “As notícias positivas não conseguem se destacar em relação às negativas. No noticiário positivo se destacam políticas sociais que já são marcas do PT (Bolsa Família, MCMV, aumento do salário mínimo e o Desenrola)… No noticiário negativo encontramos temas da última campanha, como corrupção, relação com a Venezuela, pautas de moral e costumes, e também novos temas, como o excesso de viagens do presidente e a posição do país em relação ao conflito em Israel”. “A guerra da comunicação não mudou nada em relação a campanha. Eleitores do Lula seguem se informando mais pela TV e eleitores do Bolsonaro buscando informação mais pelas redes, sites, blogs e portais de notícia. São dois campos distintos. Quando detalhamos algumas dessas notícias percebemos que o governo colecionou reveses nos últimos meses. A começar pela postura do governo em relação às enchentes no Sul: 88% ficaram sabendo do assunto e 47% acharam a ajuda do governo inadequada”. Números próximos da pesquisa Ipespe A pesquisa aponta também o aumento das críticas às viagens internacionais de Lula. A maioria (55%) acha que elas estão excessivas, enquanto 37% acham adequadas. A desaprovação vem acompanhada da avaliação de que as viagens não têm trazido bons resultados ao país (49% pensam assim). Há críticas também em relação ao Hamas, que é alvo de poderoso bombardeio midiático. “Mas nem tudo é problema. O governo recebe ótima avaliação em relação à postura pacifista que adota sobre a guerra. As conversas de Lula com todos os lados e a disponibilização do avião para resgate dos brasileiros em Gaza recebem avaliação positiva de 85%”. Em vários pontos, a sondagem da Quaest coincide com os dados da pesquisa Ipespe/Febraban divulgados um dia antes. Nela, o governo aparece com 53% de aprovação. Já a avaliação negativa atinge o percentual de 40%. Segundo o instituto, esses números refletem o quadro de incertezas no mundo e no Brasil. “Diante do impacto dos horrores da guerra no Oriente Médio e dos temores em relação às suas consequências, o clima da opinião pública piora e a aprovação do governo Lula recua… A grande preocupação dos brasileiros com o novo conflito resultou na diminuição do otimismo [com a economia], até então crescente”, afirma o instituto. Altamiro Borges é jornalista, coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e editor do Blog do Miro CONTRIBUA COM O CONSTRUIR RESISTÊNCIA, SEU SITE DE LUTA! Ajude a manter vivo o Construir Resistência. Qualquer quantia é bem vinda. Em nome do editor Simão Félix Zygband 11 997268051 (copie e cole este número no seu pix) Ou ainda acessando os anúncios que aparecem na página 

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Paz no Oriente Médio

Paz no Oriente Médio

Um grupo de personalidades e organizações pacifistas do Brasil e de Israel lançou um manifesto às comunidades judaica, árabe, palestina e à sociedade brasileira em defesa da paz no Oriente Médio. O documento tem quatro pontos: 1) Imediata devolução dos reféns sequestrados pelo Hamas; 2) Fim dos bombardeios mútuos, que matam civis indiscriminadamente; 3) Intensificação da ajuda humanitária aos deslocados pelo conflito. 4) Abertura de negociações para uma solução diplomática. Quem assina O abaixo-assinado tem o apoio, entre outros, dos jornalistas Juca Kfouri e Marcelo Coelho, do deputado petista Antonio Donato, da ex-senadora Eva Blay, dos atores Caco Ciocler e Roseli Goffman, dos rabinos Alexandre Leone e Uri Lam, da escritora Eva Furnari, dos professores Maria Hermínia Tavares de Almeida, Michel Gherman e Renato Mezan, e da médica Natalia Timerman, além das entidades pacifistas israelo-palestinas Alternative Center e Mãos para a Paz   Link para adesões https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScR6kwuwYcTtqgtyQ9Bmos5lgpoKLmwdxbiHkLNhcTl2A30YA/viewform

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Sergio Massa - Foto: Natacha Pisarenko/AP Photo

Massa lidera com folga na primeira pesquisa de 2° turno na Argentina

Do O Cafezinho  De acordo com o jornal Página12, a primeira pesquisa realizada na Argentina para o segundo turno indica uma vantagem significativa para o candidato do peronismo, Sergio Massa, com 44% dos votos, em comparação com os 34% do ultradireitista Javier Milei, do La Libertad Avanza (LLA). Com base nos resultados do instituto Proyección, excluindo os votos dos indecisos (7%) e dos votos em branco (6%), Massa ultrapassa facilmente o limiar dos 50% necessários para a vitória. Além disso, a instabilidade exibida por Milei recentemente, sugerindo a possibilidade de incorporar a esquerda em seu eventual governo, contrasta com a postura serena de Massa, que advoga por um governo de unidade nacional. Daqueles que apoiam Patrícia Bullrich do Juntos pelo Cambio (JxC), 15% favorecem a chapa Massa-Rossi, enquanto 24% apoiam Milei. Entretanto, mais da metade não tem certeza (22%), planeja votar em branco (19%) ou não comparecerá para votar (22%). Um dado encorajador para Massa é que quase metade dos eleitores de Juan Schiaretti (42%) pretende apoiá-lo no segundo turno, enquanto uma porcentagem mínima (10%) favorece Milei, e a outra metade permanece indecisa ou não votará. Já 60% daqueles que apoiaram Miriam Bregman afirmam que votarão em Massa. A pesquisa, realizada por telefone com 1.459 entrevistados e conduzida por operadores de diálogo direto, foi concluída nesta quarta-feira, 25. CONTRIBUA COM O CONSTRUIR RESISTÊNCIA, SEU SITE DE LUTA! Ajude a manter vivo o Construir Resistência. Qualquer quantia é bem vinda. Em nome do editor Simão Félix Zygband 11 997268051 (copie e cole este número no seu pix) Ou ainda acessando os anúncios que aparecem na página 

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