Construir Resistência

9 de maio de 2023

Telegram envia fake news sobre o projeto das Fake News

Por Palas Atena Primeiro foi o Google a indicar, na página de busca, um link com fake news sobre o PL das Fake News. Agora é o Telegram que enviou mensagens a TODOS os usuários com mentiras sobre o projeto. Esse mesmo telegram foi condenado a pagar multa de 1 milhão diários por manter mensagens e grupos neonazi, com ameaças terroristas de ataque a escolas no Brasil. Descumpriu ordem do Ministério da Justiça e foi condenado. Mas, como é difícil cobrar isso, deu pelotas para a condenação. Agora, assim como o Google, assume que as big techs são empresas que se consideram acima da soberania de países em desenvolvimento (não fizeram essa gracinha nos EUA nem na Europa) e comprova ser veículo disseminador de mentiras e desinformação. E não é só. No dia 11, haverá na Câmara, “discussão” sobre a “institucionalização da censura” nas redes, organizada pela extrema-direita (eduardo bozo à frente), com presença de representantes do Facebook, Telegram, Google e Twitter. Ainda contará com a presença dos bozofascistas Ana Paula Henkel, o fugitivo allan dos santos e, pasmem, o ex-ministro do STF, o ébrio marco aurélio, e o opus dei ives gandra martins que, suspeita-se, deixou digitais jurídicas na redação da minuta do golpe, encontrada na casa de anderson torres. O que mais impressiona é a Câmara acolher um fugitivo para falar (videoconferência). A extrema-direita está articulada, e o campo progressista não atua. A mudança de votos de partidos, como Republicanos, que havia votado a favor da urgência do projeto e, depois, anunciou que votaria contra a aprovação da lei demonstra que a extrema-direita trabalhou bem a pressão de fora para dentro. Nós, campo progressista, não nos mobilizamos e a votação foi adiada. Segundo André Janones, a oposição quer esperar a poeira baixar para voltar a falar no PL das Fake News, pois o sentimento geral é que se o projeto for votado nos próximos dias, será reprovado. Se não houver ação, movimento em torno disso por parte do campo progressista, acho difícil aprovar. E, pelo que disse Gilmar Mendes em entrevista ao roda-morta, o STF quer que o Congresso resolva essa questão. As ações das big techs estão demonstrando o risco que representam. Aliás, o PL é brando, deveria até ser mais rigoroso e determinar, na lei, o valor mínimo das multas e o órgão regulador para atuar em relação às big techs. Não dá para deixar que se autorregulamentem. Nota da Redação: por se apresentar por pseudônimo e há entendimento de que o material é importante para a compreensão dos fatos, optou-se pela publicação. Mas Construir Resistência prefere que as pessoas se apresentem com seus nomes verdadeiros e não fictícios.

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A profecia de Rita Lee

Por Hélio Alcântara Rita Lee voou. Que bom! Afinal, poderá usar novamente as asas que proporcionaram a ela alguma liberdade numa sociedade medíocre cravada em um mundo complexo. Em sua autobiografia, Rita escreveu sobre a própria morte, imaginando como seria a repercussão que hoje, terça, 09 de maio de 2023, experimentamos. Concessão zero à nossa hipocrisia cotidiana. Aí vai um trecho: “PROFECIA Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão “Ovelha negra”, as tvs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha no obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: “Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk”. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: “Thank you Lord, finally sedated”.* Epitáfio: Ela nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa. *Obrigado, Senhor. Finalmente sedada.   Hélio Alcântara é jornalista e escritor. Autor do livro Wladimir, sobre o lateral corintiano

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Bozonazi sabe que é carta fora do baralho

Por Simão Zygband Como todo elemento que conhece intimamente o mundo do crime, Bozonazi sabe bem os sinais que demonstram que ele é a bola da vez, a carta fora do baralho, que já se prestou a fazer o serviço sujo para os que mandam: poder econômico (bancos e grandes corporações), interesses internacionais (leia-se EUA) e internamente o latifúndio monocultor. Mas agora vai ser defenestrado. Bozonazi é um cadáver político insepulto. Ainda existem viúvas suficientes para tentar mantê-lo em pé. Mas, literalmente, ele já era. Pode sim, é verdade, conseguir escapar de detrás das grades. Não temos muito histórico para aprisionar meliantes usurpadores do poder. Que os digam os militares que, no Brasil, praticamente escaparam impunes dos crimes que cometeram contra seus adversários políticos e contra o país. Não apostaria totalmente minhas fichas que o clã vá mesmo para a prisão, apesar de motivos não faltarem e sim sobrarem. Mas, como disse, todo elemento afeito ao crime como é o caso do Bozonazi sabe quando perdeu. E agora, mais do que nunca, foi convencido disso por vários recados que os mandantes (que não é ele) estão lhe mandando, dizendo que ele está fora. É evidente que a CNN Brasil se tornou a mais recente porta-voz dos interesses norte-americanos no Brasil, papel sempre desempenhado pela Rede Globo. E é através dela que Bozonazi sabe que não tem mais sustentação. Neste momento, a CNN Brasil é mais uma TV de extrema-direita do que propriamente bolsonarista. Aparentemente se incumbe do papel de bater no governo Lula, mas também de desidratar Bolsonaro. Bem provável que já tenham um sucessor dele em mente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas ou algum outro nome de projeção nos quadros extremistas. Mas Bolsonaro, propriamente, já era. Deve continuar esperneando, como boa criança mimada que é. Daniela Lima A CNN Brasil utiliza a âncora Daniela Lima para dar recado a Jair Bolsonaro, desidratando sua suposta popularidade e mostrando que ele é carta fora do baralho nas pretensões da extrema-direita mundial. Foi através dela que se vazou imagens que nem o governo federal possuía de que o general Gonçalves Dias, nomeado por Lula para a chefia do GSI estava imobilizado no local dos atos terroristas de 8/01 (que determinou a sua queda), as informações do conteúdo do celular do homem de confiança do ex-presidente, Mauro Cid, de que o clã havia forjado atestados de vacinação na cidade carioca de Duque de Caxias (para eles entrarem ilegalmente no EUA), que havia um plano de realização de um golpe de estado planejado dentro do Palácio do Planalto, com a utilização da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para intervenção militar e a prisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, entre outros “furos”. A última novidade revelada pela CNN Brasil é que o coronel Elcio Franco Filho, ex-número 2 do Ministério da Saúde, discutiu formas de promover um golpe de Estado após a eleição do Lula, com aliados de Jair Bolsonaro, inclusive o amigo próximo dele, Ailton Barros (que mesmo vivo, sua “viúva” recebe dele uma pensão de R$ 22 mil). Nas novas mensagens, Elcio Franco e Ailton conversam em meados de dezembro de 2022 sobre mobilizar 1,5 mil homens para participar da tentativa de golpe. Em um dos diálogos, eles reclamam da resistência do comandante do Exército da ocasião, Freire Gomes, de aderir ao plano golpista. “O Freire não vai. Você não vai esperar dele que ele tome à frente nesse assunto, mas ele não pode impedir de receber a ordem. Ele vai dizer, morrer de pé junto, porque ele tá mostrando. Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? Qual foi a sua assessoria? Ele tá indo pra pior hipótese. E qual, qual é a pior hipótese?”, escreveu o coronel Franco. Além de trabalhar no Ministério da Saúde na gestão do general a atual deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), Elcio Franco foi assessor do ex-ministro da Casa Civil na gestão de Ciro Nogueira. Em outro trecho obtido pela PF, Ailton diz a Franco: “(É preciso convencer) o general Pimentel. Esse alto comando de mer* que não quer fazer as p*, é preciso convencer o comandante da Brigada de Operações Especiais de Goiânia a prender o Alexandre de Moraes. Vamos organizar, desenvolver, instruir e equipar 1.500 homens”, fala Ailton Barros a Elcio Franco. A cada dia, o canal norte-americano dá uma enxadada e retira uma minhoca desta lama toda que foi o governo do ex-presidente e para comprometer o genocida Bolsonaro. Isso sem falar no assassinato de Marielle Franco. É o chamado fogo amigo. Não se sabe quando vai parar.    

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Big Techs participarão de evento com extremistas na Câmara

Por Charles Nisz – O Cafezinho  Um evento marcado para o dia 11 de maio, no Anexo II da Câmara dos Deputados, reunirá representantes das grandes empresas de tecnologia no Brasil com representantes da extrema-direita no Parlamento. Com o tema “Institucionalização da censura no Brasil”, o evento foi convocado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Nesse evento, também estarão presentes outros parlamentares, juristas e jornalistas e comunicadores alinhados com a extrema direita. Dentre os juristas, destacam-se Marco Aurélio Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e Ives Gandra Martins, conhecido por suas posições conservadoras e um dos signatários da fundamentação jurídica do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Alexandre Garcia, ex-assessor do presidente João Figueiredo – último general da ditadura a comandar o Brasil -, Rodrigo Constantino, Ana Paula Henkel, Allan dos Santos, criador do portal Terça Livre e foragido da Interpol. Já entre os representantes das chamadas big techs estão Hugo Rodriguez, Diretor de Políticas Públicas para América Latina do Twitter, Kaliana Kalache, Gerente de Políticas Públicas da Meta, dona do Facebook e Roberta Rios, Gerente de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Google.

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