Construir Resistência

19 de abril de 2023

A repercussão da queda do general Gonçalves Dias

Da Redação Alta arapongagem Um general chefe do Gabinete de Segurança Institucional e altos oficiais da área de inteligência do governo interagiram com terroristas, no 8 de janeiro, diante de dezenas de câmeras espalhadas pelo Planalto. Gente da mais alta arapongagem não teve o cuidado de se proteger, quando qualquer ladrão de galinha sabe que hoje há câmeras até nos galinheiros. Quanta inteligência. O general Gonçalves Dias, do GSI, já pediu pra sair agora há pouco. E o resto fica? Quem anda por Brasília, mesmo que nas beiradas do poder, diz que o governo continua infestado de militares do tempo do contrabandista de joias. Moisés Mendes – Porto Alegre Limonada O presidente Lula poderia fazer, do limão, uma limonada. Aproveitar o caso Gonçalves Dias e fechar o Gabinete de Segurança Institucional, varrendo os militares de qualquer função nos serviços de inteligência e segurança do Estado, que devem estar exclusivamente em mãos civis. Breno Altman – São Paulo CPI do Golpe As imagens “vazadas” para a CNN Brasil que mostram a atuação de agentes do GSI no Palácio do Planalto durante a ação terrorista de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) no dia 8 de janeiro já estão sendo usadas como factoide pela oposição para inverter a lógica e responsabilizar o governo no caso e forçar a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o 8 de Janeiro. O “vazamento” das imagens ocorre no mesmo dia da convocação do ministro coronel Gonçalves Dias, o ‘G. Dias’, para dar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. Desde 13 de dezembro do ano passado, a Fórum vem mostrando como o general Augusto Heleno foi o chefe do golpe e como a “contaminação” do GSI por bolsonaristas, que prevaleceu durante todo o período do governo Bolsonaro, seguia existindo e havia se tornado um problema para a gestão atual do presidente Lula. O governo precisa tomar a iniciativa e fazer a CPI do golpe para ir pra cima dos bolsonaristas. Renato Rovai – São Paulo Fantasma Hoje Lula está em cerimônia do “Dia do Exército” no quartel general de Brasília, onde os terroristas se abrigaram para o ataque e depois do atentado. A participação de Lula seria, segundo os jornais, para a aproximação com as Forças Armadas. Nas investigações, inquéritos e prisões dos participantes do atentado do dia 8, nenhum general foi sequer constrangido. Lula pôs um advogado de defesa das Forças Armadas para comandar o Ministério da Defesa. Não quis comprar, de cara, uma “briga” com a alta patente das três forças. Aqui e ali, comandantes fazem discursos mostrando que seguem sem reconhecer de fato que Lula é Comandante em Chefe. Prova disso é ainda manter um general no comando do GSI. Agora revela-se que esse general comandou os atos terroristas. Se esse sujeito não tiver pedido de prisão imediata, se não for exonerado, se Lula não enfrentar de vez o fantasma dos militares no governo, não vai precisar dos EUA organizarem golpe não. Ele virá da caserna, como sempre. Pala Atenas – Brasília Punição A CNN conseguiu, com exclusividade, imagens que comprovam a cumplicidade de oficiais das Forças Armadas com os terroristas de 8 de janeiro que destruíram prédios públicos. No Palácio do Planalto são recepcionados por militares graduados e conduzidos para as zonas que deveriam ser destruídas. Se as Forças Armadas não punirem espontaneamente tais militares com expulsão e prisão, o governo Lula estará fadado a um golpe antes do seu final. Fábio Lau – Rio de Janeiro Limpeza Nesse meio-tempo, espero que o governo saiba cobrar punição exemplar não apenas aos militares que atuaram em prol da invasão em 8/1 e aos que foram coniventes, mas a todos aqueles que ajudaram nas práticas de destruição de patrimônio e de vidas brasileiras no último e inconstitucional governo. Se a Secom vai pôr a culpa em remanescentes desse governo no GSI, o que é justo, que a limpeza seja ampla e irrestrita, ainda que segura e discreta. Léo Bueno – Santo André/SP

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Tarcísio constrói casas minúsculas para vítimas da tragédia de São Sebastião

Do Tamoios News   O presidente da Câmara de Sebastião, vereador Marcos Fuly, classificou como “desrespeito” e “desumano” a construção da chamada Vila de Passagem, conjunto provisório de habitação popular que está sendo construído pelo governo estadual, no bairro da Topolândia. As unidades, 144 no total, (72 na Rua das Mangueiras, e 72 na Av. Prof. Machado Rosa) são destinadas às famílias que tiveram residências atingidas pelo temporal que caiu sobre a cidade, no dia 19 de fevereiro. Fuly disse que o tamanho da casa é de 18 metros quadrados, incluindo banheiro, corredor e porta de entrada.  “Sobram de 14 metros quadrados pra colocar uma família. É tamanho de alojamento de obra, que o peão usa para dormir. Isso não é casa nunca. Qual família com 2,3 4 filhos vai morar neste cubículo? Isso é desumano”, indignou-se o presidente da Câmara. O vereador defendeu que o governo estadual faça uma obra de contenção no Morro do Juramento, para preservar as residências dos moradores da Rua Antônio Tenório. “Por que não investir nesta obra de contenção lá no Itatinga, salvando as residências, casas grandes, com condição de habitação?”, questionou Marcos Fuly. O presidente da Câmara fez questão de lembrar que a rápida ação do governador Tarcísio Freitas nos dias do temporal foi bastante elogiada em todo município. Contudo, com relação a Vila de Passagem, ele disse que, na próxima sessão da Câmara, vai apresentar um Moção solicitando ao governador que reveja a obra.   Com informações da Câmara Municipal de São Sebastião   Título original: “Desumano”, diz o presidente da Câmara de São Sebastião sobre Vila de Passagem na Topolândia  

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Todo mundo queria ser o Lula

Por Simão Zygband É inegável a capacidade do presidente Lula em ter algum tipo de premonição. Foi dele a frase profética proferida durante a sua oitiva pelo então juiz de primeira instância, o desleal Sérgio Moro: “Doutor. Hoje sou eu que estou sendo massacrado. Amanhã será o senhor”. Não deu outra. Ele sabia para que lado o mundo gira. É um ser político em sua essência. Óbvio que todos estão sujeitos ao erro. Todo político visionário como é o Lula tem que ter a visão do futuro. E apostar nela. Não ter medo de ser feliz. O presidente eleito em condições muito adversas do que as de seu adversário, saiu fortalecido das urnas, apesar da diferença estreita de votos. E se considera livre para agir da melhor maneira que lhe convier, evidentemente após ouvir todos aqueles que o cercam, conhecendo-lhes suas opiniões. Mas as decisões só cabem a ele, única e exclusivamente. O Brasil tem um péssimo hábito adquirido com o futebol. Todos acreditam que poderiam ser o técnico do time e que a sua é a fórmula mágica para torná-lo vencedor. Um campeão. Transfere-se isso com muita naturalidade para a política. Todo mundo quer ser o Lula sem ser ele, sem ter a rodagem, o feeling dele. A imprensa, sobretudo, aquela mesma que propagou o golpe de Estado contra Dilma Rousseff e o PT, que jogou o país no colo do fascista Jair Bolsonaro, que fez vistas grossas muitas vezes aos seus desmandos e aos verdadeiros crimes que cometeu, arvora-se no direito de decidir e querer interferir nas decisões que Lula toma ou irá tomar. E não é somente a imprensa, mas também muitos daqueles que entenderam a importância de votar no ex-presidente para derrotar o fascismo. Convenhamos que não foi tarefa fácil e a costura política de construir a Frente Ampla devemos creditar inteiramente ao líder petista. Agora vejo verborragias por todas as partes, inclusive de aliados, que novamente compram o fast food da imprensa golpista no que se refere à opção de política externa, de aproximar o país do bloco China/Rússia, como se assim Lula estivesse rifando os parceiros históricos norte-americanos, apoiando a invasão de Wladimir Putin à Ucrânia e deixando o pobrezinho do Volodymyr Zelensky ao relento. Haja viúvas do nazista ucraniano. O choro se multiplica por todos os lados, jogando lenha na já intensa fogueira bolsonarista. Mas tem também aqueles que querem dar pitaco na indicação do advogado Cristiano Zanin, homem de estrita confiança do Lula para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (melhor seria que fosse uma mulher preta, clamam os identitários), que não fosse tão identificado com o presidente (vociferam os puristas), enfim, mil ponderações que só cabem exclusivamente ao governante maior, chefe inclusive das Forças Armadas. Também se sentem no direito de julgar a primeira dama, Rosângela da Silva, a Janja, por interferir nas decisões do marido (isso sim é uma grandíssima novidade na vida de qualquer casal), por estar bem ou mal vestida, por gastar com compras de móveis para repor os surrupiados no Palácio da Alvorada. “Mas eu votei nele e não nela”, dizem os críticos e, sobretudo, as críticas. Como todo brasileiro que se julga credenciado a tomar as mais difíceis decisões do país, mesmo estando sentado confortavelmente na poltrona de sua sala diante do televisor, na verdade, todos queriam ser o Lula sem ter a história, o acúmulo e a trajetória dele. Que tal iniciar a caminhada vitoriosa se filiando a um sindicato?    

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