Construir Resistência

13 de abril de 2023

Moro e Dallagnol tentam travar vinda de Tacla Durán ao Brasil

Por Paulo Cavalcanti  O advogado Tacla Durán, que mora na Espanha, desembarcaria amanhã no Brasil para prestar depoimento, em juízo, ser ouvido e apresentar documentos sobre a propina de 5 milhões de dólares (da qual ele pagou parte) que os paladinos do combate à corrupção, Moro e Dallagnol, lhe propuseram para livrá-lo da cadeia. Para obstaculizar a viagem de Tacla Durán, o juiz Marcelo Malucelli (pai do sócio de Sérgio Moro e de Rosângela Moro) resolveu reeditar pedido prisão contra Tacla Durán. pedido que havia sido revogado pelo juiz de 1a. instância e confirmado pelo Ministro Lewandowski, que levou o caso para o STF. Se houvesse uma única dúvida de que a dupla de farsantes de Curitiba vendia sentenças, a atitude desesperada do juiz Malucelli a pulverizou completamente. Tudo está desvelado. O ato criminoso do juiz só adiará, por curto espaço de tempo, o único desfecho possível: Moro e Dallagnol, brevemente, estarão morando na Papuda. Bandido bom é bandido preso! Deu no DCM Pai de sócio de Moro é responsável por mandar prender Tacla Duran O desembargador responsável por decisão que manda prender Rodrigo Tacla Duran é pai de um sócio de Sergio Moro. Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), expediu a ordem de prisão e é pai de João Eduardo Malucelli, advogado e sócio de Sergio Moro na Wolff & Moro Sociedade de Advogados. A informação é da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Tacla Duran é responsável pela acusação de extorsão contra Moro e Deltan Dallagnol. A declaração ocorreu durante oitiva no último dia 27, com o juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na última terça (11), Malucelli revogou a decisão de Appio, que suspendeu o mandado de prisão preventiva contra Tacla Duran, ordem que havia sido decretada em 2016 pelo ex-juiz e atualmente senador. O magistrado ainda desrespeitou decisão de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que o caso deveria ser analisado somente pela Corte. A assessoria de Moro afirmou que ele e a esposa, a deputada Rosangela, estão “afastados das atividades do escritório desde o início do mandato parlamentar, permanecendo no quadro social somente como associados”. Paulo Cavalcanti é educador

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Lula não quer dólar como moeda no comércio entre países do Brics

Por Artur Nicoceli, g1 ‘Precisamos ter uma moeda que transforme os países em uma situação um pouco mais tranquila’, disse presidente durante posse de Dilma no comando do banco do grupo, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul O presidente Lula (PT) defendeu o uso de uma moeda alternativa ao dólar no comércio internacional entre os países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Porque que um banco como o Brics não pode ter uma moeda que pode financiar a relação comercial entre Brasil e China, entre Brasil e outros países do Brics? É difícil porque tem gente mal-acostumada porque todo mundo depende de uma única moeda. Eu acho que o século 21 pode mexer com a nossa cabeça e pode nos ajudar, quem sabe, a fazer as coisas diferentes”, disse Lula durante a cerimônia de posse de Dilma Rousseff (PT) como presidente do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), em Xangai, na quinta-feira, 13 (quarta, 12, no Brasil).   Lula afirmou ainda que os demais países poderiam usar as próprias moedas nas relações comerciais, sem utilizar o dólar, “e os bancos centrais certamente poderiam cuidar disso”. “Quem decidiu que é era o dólar a moeda depois que desapareceu o ouro como paridade? Por que não foi yene? Por que não foi o Real? Por que não foi o peso? Porque as nossas moedas eram fracas, as nossas moedas não têm valor em outros países. Então, se escolheu uma moeda sem levar em conta a necessidade que nós precisamos ter uma moeda que transforme os países em uma situação um pouco mais tranquila.” Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brics é composto por algumas das maiores economias do mundo: China – 2º maior; atrás dos Estados Unidos Índia – 7º lugar Brasil – 9º lugar Rússia – 11º lugar África do Sul – 37º lugar No último mês, o Banco Central brasileiro anunciou que havia fechado um acordo com chinês para conversão direta das moedas dos dois países em operações comerciais. Até então, as instituições precisavam fazer as operações com a intermediação do dólar americano. O dólar se tornou o padrão do comércio internacional com o Acordo de Bretton Woods, conferência que decidiu lastrear a moeda americana ao ouro. A conferência ocorreu em 1944, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Lula está viagem à Ásia para tratar principalmente da relação comercial com a China, maior parceiro de negócios do Brasil, mas também da guerra entre Rússia e Ucrânia e de questões de governança global. Visita à Huawei Nesta quinta-feira (13), Lula também visitou a sede da gigante de tecnologia Huawei e teve reuniões com executivos das áreas de energia sustentável e comunicações. No Twitter, o presidente disse que a empresa fez uma apresentação sobre 5G e soluções em telemedicina, educação e conectividade. Em fevereiro de 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos moveu uma ação judicial acusando a chinesa Huawei e quatro subsidiárias norte-americanas de conspirar para extorquir e roubar segredos comerciais de concorrentes, obtendo vantagens e reduzindo gastos com pesquisa e desenvolvimento. Uma executiva da empresa foi presa em dezembro de 2018 e, desde então, a Huawei também foi acusada pelo governo norte-americano de ser um “instrumento do governo chinês” e sofre com sanções comerciais que a proíbem de participar na construção da infraestrutura de 5G. Lula também se reuniu com o CEO da empresa de veículos elétricos BYD, Wang Chuanfu. A empresa produz ônibus elétricos e está negociando uma fábrica de automóveis elétricos na Bahia, em Camaçari.

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Atentados contra escolas são fenômenos psicossocial e não apenas criminal

Por Jarbas Capusso Filho Depois do aumento exponencial de atentados nas escolas, à partir de 2019 (foram 13 desde então, num total de 23, desde 2016) a nova inteligência política da extrema direita já tem a solução: armar professores e polícia dentro das escolas. Coisa de gênio, vamos combinar. Nos EUA, que vive esse problema há décadas e que tem uma ampla política armamentista, hoje, a media é de 1,5 atentados POR DIA! Armas não diminuiu o número de homicídio em nenhuma parte do planeta. Ao contrário, só fez aumentar. No Brasil, querem acabar com os atentados do mesmo jeito que querem acabar com tráfico, atirando. Depois de décadas, atirando nas comunidades, temos  uma pilha sem fim de cadáveres e o segundo sistema prisional do mundo (800 mil presos). O consumo e o tráfico de drogas? Vão muito bem, obrigado. Firmes e fortes. O Brasil tem cerca de 180 mil escolas públicas. Ambientes de extrema vulnerabilidade social, falta de estrutura, professores mal remunerados e alunos adolescentes solapados por muito discurso de ódio nas redes sociais e muito bullying. Ninguém pensou em cuidar da saúde mental dessa população? Ao contrário de polícia, dentro da escola, psicólogos? Assistentes sociais? Convênio direto das escolas, com os Cras, Creas, Sus e Caps? Ninguém vai ter essa ideia mágica? Atentados contra às escolas é um fenômeno psicossocial. Não pode e não deve ser tratado só como um fato criminal. Quem prática o atentado, muitas vezes, já dá como certo a sua própria morte. Por que policiais ou professores armados coibiriam esse fenômeno? O Brasil, definitivamente, não conhece o Brasil, Elis! Jarbas Capusso Filho é psicólogo clínico, dramaturgo e roteirista de TV

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Perdão aos golpistas de 8 de janeiro será escândalo histórico

Por Paulo Moreira Leite –  Brasil 247   As reportagens sobre as investigações do 8 de janeiro de 2023, quando o país assistiu ao vivo às cenas de uma tentativa de golpe de Estado que pretendia bloquear o recém-empossado governo Lula, colocam um conhecido ponto de interrogacão sobre o desfecho do caso. Vivemos num país onde está em vigor a Lei 14.197, que define crimes contra o Estado de Direito, que substituiu a velha Lei de Segurança Nacional da ditadura militar. A lei 14. 197 é simples e clara. Em seu artigo 359-M Prevê pena de prisão, de “quatro a doze anos” para o crime de “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Os vídeos e depoimentos divulgados em janeiro de 2023 são claros e diretos na descrição de um crime previsto em lei. Mostram um esforço organizado nos subterrâneos do Estado brasileiro para passar por cima da vontade da maioria dos 156 milhões de eleitores e impor mais um retrocesso golpista, nos moldes tantas vezes exibido ao longo de dois séculos de vida independente. Sabemos que foi feito e o que deixou de ser feito para se tentar promover uma nova derrocada na democracia, quando o país tentava se recuperar dos retrocessos impostos pelo golpe de 2016, acompanhados de quatro anos de pré-ditadura bolsonarista. Num dado que dá uma dimensão do caráter ostensivo da operação contra o recem-iniciado governo Lula, a Procuradoria Geral da República já denuncia o envolvimento de 1390 pessoas, atuando naqueles dias em Brasília, numa divisão de trabalho entre “executores”e “incitadores” (Estado de S. Paulo, 13/4/2023). Até o momento, três generais e 86 militares de patente inferior foram chamados a prestar depoimento. Repudiado pela maioria absoluta de brasileiros e brasileiras, que assistiram indignados aos movimentos golpistas exibidos pela TV,  o golpismo de 8 de janeiro de 2023 entrou para a História como uma nova amostra de um monstro anti-democrático que sobrevive nos subterrâneos imundos da sociedade brasileira. Todos conhecemos suas origem e seus objetivos. Também conhecemos suas técnicas de sobrevivência, em caso de derrota — os célebres acordos e gestos de boa vontade, as anistias envergonhadas e vergonhosas, que apenas garantem oxigênio para um novo ataque, em nova oportunidade, sob nova conjuntura. Num momento em que nenhum brasileiro em pleno gozo de suas faculdades mentais tem qualquer dúvida sobre o caráter da baderna de 8 de janeiro, este é o risco que se apresenta ao Brasil de hoje. Elaborada pelo jurista Helio Bicudo (1922-2018), a lei 14.197 conserva determinações úteis para os dias que correm, mesmo tendo sido retalhada em diversos aspectos pelos vetos de Jair Bolsonaro, antes de sua publicação. Vamos repetir para não esquecer. A punição aos golpistas de 8 de janeiro está definida de modo explícito no artigo 359-M, que prevê pena de prisão, de quatro a doze anos, para quem “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Este é o debate que deve ser feito no Brasil, hoje. Alguma dúvida? Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA

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