Construir Resistência

2 de abril de 2023

A atuação direta do governo Bolsonaro para prejudicar eleitores de Lula no 2º turno

Da Carta Capital Uma investigação da Polícia Federal contra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres aponta para a existência de um “boletim de inteligência”, produzido em outubro de 2022, que detalhava os locais onde o então candidato Lula (PT) havia sido mais votado no primeiro turno. A informação é do jornalista Lauro Jardim, de O Globo. De acordo com a publicação, o documento teria sido feito pela diretora de Inteligência do Ministério da Justiça à época, Marília Alencar, delegada que foi trabalhar com Torres na Secretaria de Segurança do Distrito Federal neste ano. A suspeita da PF é que as informações serviram para colocar em prática uma operação da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno da eleição entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o maior número de blitzes foi realizado na região Nordeste. Segundo O Globo, Marília tentou apagar o boletim do celular, mas a PF conseguiu recuperar o documento. A corporação também descobriu uma viagem de Torres à Bahia, na véspera do segundo turno, acompanhado do então diretor da PF Marcio Nunes. O objetivo, diz o jornal, seria pressionar o então superintendente regional, Leandro Almada, a atuar na operação no dia da eleição, dando apoio à PRF. Torres está preso desde janeiro em decorrência dos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília.  

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Bolsonaro volta recepcionado por chargistas

Da Revista da Pirralha O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Brasil em 30 de dezembro de 2022, antes de passar a faixa presidencial para o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, passou três meses refugiado nos Estados Unidos e  voltou  ao Brasil no dia 30 de março no Aeroporto Internacional de Brasília, pretendia desfilar em em carro aberto e ser recepcionado por uma multidão de apoiadores no aeroporto e no trajeto até a sede do Partido Liberal (PL). mas o esquema de segurança da Polícia Federal (PF), fez com que Bolsonaro deixasse o saguão do aeroporto por uma saída alternativa e frustrou seus planos. De qualquer forma, o número de pessoas que o esperava no saguão do aeroporto era muito pequeno; o jornal Correio Braziliense estimou em cerca de 500 pessoas.Mas os desenhistas se fizeram presente e deram uma recepção de gala ao ex-mandatário através de suas charges. 1000ton Alves André Barroso Thiago Mário Nei Lima Jota Camelo Ykenga Guto Camargo

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Doutor Sócrates, o filho do vendedor de rapadura

Por Tom Cardoso Nunca houve um jogador como Sócrates. Primeiro, claro, pelas razões conhecidas: um dos poucos a exercer uma posição política dentro e fora de campo. Mas há outros aspectos surpreendentes. O cara media 1,91 e calçava 38. Magérrimo, com pé de bailarina, parecia com qualquer coisa, menos com um jogador de futebol. Por conta disso, a maneira com que jogava também passou a ser original. Para eliminar o esforço de girar o corpo, erguer a cabeça e fazer o passe, ele passou a abusar dos toques de calcanhar, a principal marca. O que torna sua trajetória ainda mais interessante é a origem familiar. Seu pai, o vendedor de rapaduras Seu Raimundo, tinha como principal hábito ler, à luz de um lampião de gás, clássicos da filosofia Sua obsessão por filosofia grega explica a origem do nome de seus três primeiros filhos: Sócrates, Sóstenes e Sófocles. Raí, o caçula, só escapou de ser chamado de Xenofonte, o discípulo de Sócrates, porque a esposa, Dona Guiomar, ameaçou o marido com o divórcio. Seu Raimundo, um autodidata, conseguiu passar no concurso mais difícil do país – o de Fiscal do IBGE, com apenas 16 vagas – e mudar a história da família. Isso também explica a razão pela qual Sócrates só foi estrear num time grande com 24 anos, numa época em que os jogadores atuavam, em média, até os 30 – Seu Raimundo exigiu que ele se formasse, primeiro, em Medicina. Em 1975, obrigado a fazer uma prova prática, perdeu o ônibus que levaria o seu time, o Botafogo de Ribeirão Preto, a São Paulo, onde enfrentaria o Corinthians. Sócrates chegou ao Pacaembu ainda com o jaleco de médico, faltando dez minutos para começar a partida. Como ninguém o deixou entrar, comprou o ingresso. O time entrou em campo sem ele. O preparador físico o avistou no alambrado, gritando, desesperado. Sócrates colocou o uniforme e as chuteiras faltando dois minutos para começar o jogo e mesmo assim, exausto, ainda marcou o único gol do Botafogo na derrota por 4 a 1. Quem quiser adquirir a biografia do Doutor diretamente com o autor é só dar um alô no Facebook dele. Tom Cardoso é jornalista, escritor e crítico musical

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