Construir Resistência

24 de março de 2023

Lula tem autoridade para falar das armações de Sergio Moro

Por Moisés Mendes  Agitada pela chance de ressurreição do ex-juiz suspeito, a grande imprensa ataca Lula por ter levantado a suspeita de que a história das ameaças do PCC está parecendo uma armação do próprio Sergio Moro. Uma declaração desse porte, nessas circunstâncias, ficaria estranha na boca de qualquer outra pessoa, mesmo que fosse uma figura pública de expressão. Mas Lula tem experiência, como vítima, em armações de Sergio Moro. Tem todas as provas e as cicatrizes das armações. A grande imprensa bate em Lula porque chegou a hora de defender o ex-juiz de novo, como parte de uma dívida impagável de meia década de conluios com a Lava-Jato. Mas todo mundo sabe que foi Moro quem armou o grampo para a gravação da conversa de Dilma e Lula, em março de 2016. Foi uma armação criminosa. Moro armou o grampo, manteve a escuta depois do tempo previsto e fez outra armação: passou o grampo para a Globo. Moro armou, também em março de 2016, a condução coercitiva de Lula, para que prestasse um depoimento que ele nunca se negou a dar. Armou uma cena policialesca para humilhar Lula. Moro armou, com Deltan Dallagnol, todos os passos do Ministério Público na força-tarefa de Curitiba, para que os procuradores agissem sob seu comando, como ficou provado nas mensagens da Vaza-Jato. Moro armou as escutas das conversas dos advogados de Lula e grampeou Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, esse último cada vez mais perto da vaga no Supremo, o que será um desastre para o ex-juiz O grampo pegou todos os 25 advogados do escritório e mais de 200 clientes. Aconteceu porque Moro era especialista na armação de espionagem telefônica. Em maio de 2017, quando Lula depôs a Sergio Moro no caso do tríplex, o juiz apresentou ao ex-presidente o que seria um documento de dona Marisa Letícia como intenção de compra de um apartamento no Guarujá. O juiz tentou mais uma armação e apresentou o documento, sem assinatura, para saber, como armadilha, se Lula reconhecia o papel apócrifo. Moro fez denúncias contra Bolsonaro, por interferências na Polícia Federal, que resultaram em inquérito no Supremo, e um ano depois tentou armar uma cilada para Lula, desfilando ao lado de Bolsonaro nos estúdios de TV nos debates da eleição. A grande imprensa defensora dos bons modos, que condena agora a atitude de Lula por ter levantado a suspeita de armação no caso do PCC, sabe que foi cúmplice de todas as armações de Moro. Lula tem autoridade para dizer que o ex-juiz está sempre armando alguma coisa, como armou agora a versão de que caçou o PCC como magistrado e como ministro da Justiça. Não caçou nada. O promotor Lincoln Gakiya, que de fato cerca o PCC, já disse e repetiu que Moro nunca fez nada de relevante contra Marcola. E o chamou de mentiroso por se apresentar como protagonista das medidas de restrição aos presidiários do PCC. Moro disse em entrevista à GloboNews que é ameaçado por ter agido com determinação contra o PCC como juiz e ministro de Bolsonaro. Nenhum dos três jornalistas no estúdio perguntou o que ele fez, porque o entrevistado não saberia o que dizer. O que já se sabe e é repetido desde ontem, inclusive pelo promotor Lincoln Gakiya, é que em fevereiro de 2019 Moro proibiu visitas íntimas aos presos do PCC. Provocou Marcola, mas nunca fez nada de relevante. Lula sabe muito do que fala quando desconfia de mais uma armação. A grande imprensa protege Moro para se proteger, porque as armações do lavajatismo só existiram com a cumplicidade lacaia das corporações de mídia. O próprio Moro é uma grande armação da direita e da extrema direita brasileira e americana, de parte do sistema de Justiça, da grande imprensa, de empresários, grileiros, militares, manés e milicianos.   Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Escreve também para os jornais Extra Classe, DCM e Brasil 247. É autor do livro de crônicas Todos querem ser Mujica (Editora Diadorim). Foi colunista e editor especial de Zero Hora.

Lula tem autoridade para falar das armações de Sergio Moro Read More »

Em votação apertada, metroviários encerram greve

Por Simão Zygband Não foi fácil tirar os metroviários da greve.  A assembleia que decidiu pelo retorno ao trabalho foi com placar bastante apertado, mas acabou prevalecendo a proposta da diretoria. Foram 1480 votos pelo encerramento da greve, 1459 pela continuidade e 62 votos de abstenção. O aperto na votação se explica pois os trabalhadores esperavam proposta financeira melhor e ficaram indignados com o fato do governador bolsonarista Tarcísio de Freitas ter tentado enganar a categoria, rompendo o acordo de liberação das catracas. Mas avaliaram que a luta valeu a pena e saíram de cabeça erguida, pronto para o embate da Campanha Salarial. Reproduzo a matéria do site do Sindicato dos Metroviários: Assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (24/3) votou por aceitar proposta da empresa e voltar ao trabalho. A proposta é bem abaixo do esperado mas a categoria sairá fortalecida para a Campanha Salarial 2023. A categoria está indignada com o governador Tarcísio, que mentiu sobre a liberação da catraca livre e sobre não ter dinheiro para pagar o abono. O abono será de R$ 2 mil e será pago em 14/4/2023. Também serão iniciadas as negociações da PR 2023 a ser paga em 2024. Há também o compromisso de não haver punições ou desconto por falta durante a greve. Todas as companheiras e todos os companheiros devem voltar aos seus postos de trabalho com uniforme. Todos os temas que o Metrô se comprometeu nessa campanha continuam garantidos, inclusive os Steps que serão pagos em julho de 2023.     AJUDE A MANTER O CONSTRUIR RESISTÊNCIA PIX para Simão Félix Zygband no 11 997268051 OU CLICANDO E OBSERVANDO OS ANÚNCIOS QUE APARECEM NA PÁGINA. QUALQUER FORMA DE CONTRIBUIÇÃO É BEM VINDA. TODO APOIO AOS METROVIÁRIOS ✊  

Em votação apertada, metroviários encerram greve Read More »

Tarcísio sentiu que com os metroviários não se brinca

Por Simão Zygband     O governador estrangeiro Tarcísio de Freitas recuou e sentiu a força dos metroviários. Percebeu a bobagem que havia feito e que com esta categoria, extremamente disciplinada e organizada, não se brinca. Para isso, acabou por fim, se virando para conseguir o dinheiro reivindicado pelos trabalhadores que, em assembleia a ser realizada na manhã desta sexta-feira (24), tendem a encerrar o movimento vitorioso. Já poderiam ter evitado a greve, se o bom senso tivesse prevalecido e as reivindicações fossem atendidas sem desafiar a categoria. Mas Tarcísio pagou para ver e saiu com o rabo no meio das pernas. A proposta econômica mais importante é que no dia 14 de abril, os metroviários receberão um abono compensatório da Participação nos Resultados (PR) no valor de R$ 2 mil e a continuidade do programa em 2024. Os dias de greve não serão descontados dos salários e não haverá punição com demissões dos grevistas. Estas propostas serão analisadas na assembleia e os metroviários deverão dar o encaminhamento que eles acharem conveniente. A tendência é pelo fim da greve vitoriosa. Tarcísio sentiu que foi um erro desafiar os metroviários. Que esta força siga de exemplo para que ele entenda que em São Paulo os trabalhadores são organizados e com disposição de luta. Toda força aos trabalhadores metroviários! Parabéns pela inegável Vitória!   A integra da proposta do Metrô   A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, visando o fim da paralisação e o consequente retorno de 100% (cem por cento) dos empregados ao trabalho, serve a presente para formalizar a seguinte proposta de acordo: 1 – Pagamento de um abono compensatório da PR 2020, 2021 e 2022 no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) no dia 14 de abril de 2023; 2 – Continuidade da instituição do Programa de Participação nos Resultados de 2023, com pagamento em 2024; 3 – Garantia de que nenhum empregado sofrerá qualquer desconto por falta em virtude de participação na greve; 4 – Garantia de que nenhum empregado será punido pela retirada do uniforme, salvo se não estiver devidamente uniformizado quando do retorno; 5 – Fim da greve e do estado de greve, devendo os empregados se apresentarem em seus postos de trabalho imediatamente após a aprovação da presente proposta em assembleia;   AJUDE A MANTER O CONSTRUIR RESISTÊNCIA   PIX para Simão Félix Zygband no 11 997268051 OU CLICANDO E OBSERVANDO OS ANÚNCIOS QUE APARECEM NA PÁGINA. QUALQUER FORMA DE CONTRIBUIÇÃO É BEM VINDA. TODO APOIO AOs METROVIÁRIOS ✊  

Tarcísio sentiu que com os metroviários não se brinca Read More »

Rolar para cima