Construir Resistência

23 de março de 2023

Tarcísio brinca com fogo ao desafiar os metroviários

Por Simão Zygband Trabalhei por quatro anos como assessor de imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Aprendi muito com a categoria de quem, confesso, tenho uma ponta de inveja. O Jornalistas, ao qual sou sindicalizado, em momento algum conseguiu organizar os trabalhadores da mesma forma como os funcionários do Metrô. Eles são disciplinados e organizados. Não são de correr da raia. O governador estrangeiro, Tarcísio de Freitas, não sabe com quem está brincando. Pensa que igual ao seu comandante, o genocida Bolsonaro, vai resolver a questão na malandragem e passando a perna em uma categoria forte e vibrante como a deles. Ele tentou dar um passa-moleque nos metroviários fazendo um acordo de que iria liberar a catraca enquanto negociava com a categoria, mas não cumpriu o trato. Resultado: o metrô esteve 100% paralisado. O governador bolsonarista não só mentiu, como apelou para a Justiça para tentar acabar com a greve. Todo mundo sabia que este Tarcísio não tinha a menor condição de governar São Paulo. Não conhece as questões do Estado a fundo. Vai querer resolver as questões de litígio na malandragem e na porrada, mas não vai conseguir. Assim como o seu comandante, o genocida Bolsonaro, acha que todo mundo é trouxa. Pode-se dizer isso em relação a seus eleitores, que acreditaram no conto da carochinha. Os Metroviários têm consciência de classe. Não se deixam enganar facilmente. Se acharem que é hora de recuar, assim o farão. Mas não creio que esta desfeita vá passar batido. Tarcísio quer chegar em São Paulo e “ir sentando logo na janelinha”. Vender a Sabesp, não negociar com as categorias organizadas como a dos trabalhadores do metrô, ou passar as obras do Rodoanel para empresa inabilitada (como fez). Não será uma boa ele medir força. Ele precisa lembrar que seu líder está foragido e perdeu as eleições na cidade de São Paulo, onde se situa este meio de transporte. Precisa negociar direito para o metrô não ficar parado por muito tempo. Todo o meu apoio aos companheiros metroviários. Até a vitória!

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Díptico Mário Peixoto: filme de G. Blay homenageia grande cineasta brasileiro

  O cineclube Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, exibe no dia 15 de abril o filme “Díptico Mário Peixoto”, de G. Blay. Veja todas as informações sobre ele: No final dos anos 80, quando o diretor G. Blay teve seu primeiro contato com “Limite” no icônico Cine Bijou ele ficou encantado, adquirindo uma fita VHS. A obra, único filme do consagrado cineasta brasileiro Mário Peixoto, lançado em 1931, tinha sido restaurada naquele período por Saulo Pereira de Mello. “Limite” é considerado a primeira expressão do cinema experimental na América Latina, mal compreendido no seu lançamento, tornou-se um dos mais cultuados da cinematografia brasileira após a restauração. Recebeu em 1988 o título de melhor filme brasileiro de todos os tempos pela Cinemateca Brasileira. A mesma honraria também foi concedida pela Folha de São Paulo em 1995 e pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) em 2015. O encantamento de G. Blay com “Limite” fez do filme tema de seu estudo de mestrado, realizado em 2003. Durante o processo de pesquisa, G.Blay se deparou com o livro de Mário Peixoto “O inútil de cada um”. O diretor, ao identificar características autobiográficas na publicação, resolveu adaptá-la ao cinema, ideia que originou o filme “Díptico Mário Peixoto” (2023). “Díptico Mário Peixoto” é dividido em duas partes, são adaptações cinematográficas de dois capítulos do livro que formam um verdadeiro díptico, artefato formado por metades unidas, articuladas entre si. O projeto iniciou-se com o média-metragem “Nuanças” (produzido em 2011), sendo concluído dez anos depois com a produção de “Hibernação” (filmado em 2021). Na primeira parte do filme, “Nuanças”, o público é apresentado a Orlando, alter-ego de Mário Peixoto, que vive uma crise poético-existencial ao acordar. No segundo momento, em “Hibernação”, o personagem é o próprio Mário Peixoto em uma aventura de barco até uma ilha próxima onde encontrará mistérios, e, por fim, a si mesmo. A união dessas obras resulta em um filme de arte de 93 minutos, inspirado na produção fílmica e na linguagem do homenageado. O longa destaca-se pela sua direção de arte e também pela sua fotografia, com cenas com bastante experimentação e exploração de detalhes, com o uso de recursos como sobreposição de imagens e close-up. O filme ainda tem como ponto alto o elenco formado por Eliseu Paranhos, Allan Bless, Juliana Fagundes, Ian Blay Dupin e Rafael Raposo, premiado como melhor ator pela FIESP/SESI em 2007 ao interpretar Noel Rosa no longa-metragem “NOEL – Poeta da Vila”. G. Blay, além de assinar a direção, roteirizou e produziu o filme. O longa é uma expressão da sua paixão pela obra de Mário Peixoto. Passados mais de 90 anos da primeira exibição de “Limite”, em 1931, “Díptico Mário Peixoto” é uma oportunidade de reverenciar a imensa contribuição tanto poética como imagética desta grande figura da história da produção artística brasileira.

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“Fora Bob Fields”!

Arte e texto de Sergio Papi    Pouco versado em assuntos econômicos, – me dedicava a atividades extracurriculares quando das aulas de matemática, a mais sublime e chata das ciências, e para a qual eu não demonstrava a menor aptidão, portanto não deveria dar aqui palpites sobre assuntos tão “caros” como a taxa de juros. Entretanto, como não faltava às aulas de História e Filosofia, – afinal, Economia não são só números, já dizia o velho Adam Smith, desconfio de que o dinheiro seja uma ilusão, a não ser que seja roubado. Não faço a menor ideia do que seja uma inflação de demanda ou de oferta, mas conheço bem a Geografia da Fome brasileira. Eu até simpatizo com meu banco, o Nubank, que teve a imprudência de me aceitar como cliente – minha conta poupança da Caixa anda meio hibernada desde algum tempo. São ações assim, temerárias, que levam a situações a descoberto, influindo no humor de bílis do mercado e às inevitáveis quebradeiras. Para me posicionar de maneira firme e não decepcionar os amigos, registro protesto recorrendo aqui às sábias palavras de minha mãe, que sem mais aquela, enquanto cozinhava o feijão, soltava um bordão que nunca mais me saiu da cabeça: “Fora Bob Fields”! Sérgio Papi é escritor, arte finalista, web-design e ilustrador

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Juros extorsivos: Banco Central mantém sabotagem econômica contra o país

Do site do PT  Com juros a 13,75%, BC mantém ataque ao povo brasileiro  No momento em que economistas do mundo inteiro discutem medidas para garantir a saúde financeira de suas economias e cadeias produtivas, o Brasil assume, mais uma vez, a vanguarda do atraso diante da ameaça de uma crise sistêmica nos sistemas bancários. Nesta quarta-feira (22), depois de dois dias em reunião, o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) decidiu que o país vai manter a maior taxa de juros real do mundo. A Selic ficará, portanto, nos 13,75%, em mais um ato de ataque à economia popular e ao crescimento econômico do país. “Roberto Campos, explique: como empresários podem captar recursos com os maiores juros do mundo?”, indagou a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, após o nefasto anúncio feito pelo banco. “Como investir se o dinheiro aplicado rende 8% [de juros] reais?”, questionou a petista, ao lembrar que a manutenção da taxa de juros impede na prática investimentos no país. “Você não entendeu seu compromisso com o Brasil?”, insistiu. “Seus juros só beneficiam o rentismo e quem não produz. Sua política monetária já foi derrotada”, advertiu a presidenta do PT. “A decisão revela uma completa submissão deste Comitê aos interesses dos rentistas e um evidente boicote do presidente do Banco Central ao esforço de todos e todas que trabalham pela retomada das atividades e do crescimento econômico, gerando emprego e distribuição de renda”, reagiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT). “A decisão também revela o quanto é ruim para o país um Banco Central que se declara autônomo, mas se encontra nas mãos de rentistas, especialmente quando têm compromissos com forças políticas contrárias ao povo e ao governo federal”, destaca a CUT. Na contramão do debate internacional A imposição do Copom bate de frente com as análises de alguns dos mais reconhecidos economistas entrangeiros, entre eles o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, que considerou a taxa de juros “chocante” e uma pena de morte para qualquer economia. “É claro que juros altos afastam investimento e reduzem produtividade”, constatou Stiglitz. “O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia industrial verde”, ressaltou o economista no seminário sobre desenvolvimento sustentável promovido pelo BNDES nos dias 20 e 21, na sede do banco, no Rio de Janeiro. O seminário reuniu algumas das maiores autoridades do pensamento econômico do mundo, no âmbito da retomada do papel do BNDES no desenvolvimento do Brasil. “O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia industrial verde”, lamentou Stiglitz, ao se referir ao impedimento da retomada do crescimento do Brasil. Fiesp: juros são “pornográficos” Josué Gomes da Silva presidente da Fiesp, foi incisivo e classificou os juros praticados no país como “pornográficos”.  “É inconcebível a atual taxa de juros no Brasil”, protestou Silva. “Se não baixarmos os juros, não vai adiantar fazer política industrial”, advertiu o presidente da Fiesp. “[Juro de] 8% acima da inflação acaba dificultando o consumo, atrasa investimentos e onera o fiscal”, declarou o vice-presidente Geraldo Alckmin, no mesmo seminário. “Não há nada pior para o fiscal do que isso, porque metade de dívida é Selic. Acreditamos no bom senso, de que vamos ter aí uma redução na taxa de juros”, pressionou o vice-presidente, antes do lamentável anúncio do Banco Central.  

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Descobrimos, finalmente, a mais importante medida de Moro como empregado de Bolsonaro

Do Blog do Moisés Mendes  Sergio Moro tinha uma retórica genérica e vazia sobre o que faria como empregado de Bolsonaro, quando assumiu o Ministério da Justiça em janeiro de 2019. Falava em combater a ‘corrupição’ dos políticos, sempre fazendo biquinho com o acréscimo do ‘i’, e defendia um plano de defesa do cigarro nacional diante da concorrência do contrabando. Flertava com o projeto do fascismo de ampliar o conceito de excludente de ilicitude, que daria licença em lei para que a polícia matasse ainda mais. Defendia um pacote de 10 medidas contra os ‘corrupitos’, elaborado com Deltan Dallagnol, das quais ninguém se lembra, nem ao menos de uma delas. E avalizava publicamente um dos primeiros decretos de Bolsonaro que ampliaram o acesso às armas, sempre com a desculpa de que a ideia não seria sua. A verdade é que ninguém se lembra de nada que Moro tenha feito dentro do governo. Nem Bolsonaro. O chefe o mandou embora quando o defenestrou, em reunião de ministros, na frente de todo mundo, por ser incapaz de monitorar inimigos da família Bolsonaro. Moro deixou o governo em abril de 2020 e saiu atirando. Ficou um ano e quatro meses ao lado do sujeito que venceu a eleição enquanto Lula estava encarcerado pelo seu lavajatismo. Sua produtividade, como subalterno inconfiável do agora acusado de contrabando de joias, foi quase zero. Um ano e quatro meses sem nada que possa ser apresentado hoje, nem mesmo como ideia embrionária, com alguma relevância. Pois Moro é notícia de novo por ter sido vigiado por bandidos do PCC, como revanche por uma medida adotada em fevereiro de 2019, no início da sua gestão como ministro da Justiça. Mas que medida? E o Brasil fica sabendo então que Moro foi o autor de uma portaria que proibiu visitas íntimas a líderes do PCC e a presidiários de penitenciárias federais de segurança máxima. O PCC decidiu caçar Moro quatro anos depois e permitiu que o Brasil ficasse sabendo o que o ex-juiz fez no governo: proibiu visitas íntimas. Moro não caçou bandidos, não conteve quadrilhas de traficantes e de milicianos que agem até hoje, não conseguiu nem mesmo defender o cigarro nacional. Mas proibiu visitas íntimas nas cadeias e por isso agora corria riscos. Tudo porque não queria que companheiras, namoradas ou amigas de integrantes do PCC os visitassem na prisão. Moro fracassou como o ministro que teria a missão auxiliar de proteger os Bolsonaros, por não ter entendido direito a tarefa da área familiar. Nunca soube dizer o que fez depois como empregado de uma empresa americana de consultoria que prestava serviços a grupos cujos dirigentes haviam sido presos pelo próprio Moro. Fracassou como candidato a candidato a presidente. Mas se elegeu senador pelo Paraná e aí está de novo nas manchetes como perseguido pelo PCC. Tudo porque impediu os chefes do grupo de terem contato com suas mulheres. A mais importante medida de Moro como ministro foi, na sua essência, uma decisão moralista. Os planos do PCC contra Moro, descobertos pela Polícia Federal de Lula, não têm relação, como alguns jornais informaram para glamorizar o caso, com a transferência dos chefes da organização para um presídio federal, também há quatro anos. A represália articulada por causa da transferência e de outras medidas restritivas teria como alvo principal o promotor Lincoln Gakiya. Ele é quem caçava o PCC com uma sequência de decisões que amordaçavam a organização dentro e fora das cadeias. Moro apenas bloqueava a entrada de mulheres nas prisões. E por isso está nas capas de jornais de novo. A PF que Moro desqualificou em 2021, ao dizer que estava contaminada pela estrutura miliciana de Bolsonaro, foi quem o salvou. Então, Sergio Moro, não dê outro sentido à frase de Lula na entrevista à TV 247, quando o presidente disse que desejava vê-lo fodido por seus próprios desmandos. A PF de Lula o socorreu. Você poderia ter sido morto por ter proibido os caras do PCC de namorar. Por pouco, por um moralismo raso, você quase se fudeu,   Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre. Escreve também para os jornais Extra Classe, DCM e Brasil 247. É autor do livro de crônicas Todos querem ser Mujica (Editora Diadorim). Foi colunista e editor especial de Zero Hora.  

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