Construir Resistência

13 de março de 2023

Governo brasileiro acompanha crise do Silicon Valley Bank

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil  Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda não dá pra saber “o tamanho do problema” O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que, até o momento, não tem “informações suficientes” para saber “o tamanho do problema” causado pelo colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank, nos Estados Unidos. O fechamento dos dois bancos foi anunciado por autoridades financeiras norte-americanas. O Silicon tinha atuação forte para o financiamento de startups e teve falência anunciada na sexta-feira (10). Já o fechamento do Signature Bank foi anunciado neste domingo (12). Haddad disse que conversou sobre o assunto com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante o final de semana. “Tenho falado também com o sistema financeiro brasileiro e com os bancos brasileiros para saber qual é a percepção de risco que eles estão tendo. O que posso adiantar é que, em primeiro lugar, as informações ainda não são suficientes para sabermos o tamanho do problema”, disse o ministro hoje (13) durante sua participação no evento E Agora Brasil, promovido em Brasília pelo grupo Globo. Na avaliação dele, a ação do banco central norte-americano (Fed) ao longo do final de semana “foi positiva, garantindo os depositantes”. “Isso é a primeira providência para evitar uma corrida bancária”, acrescentou. Haddad lembrou que o Silicon Valley é um banco regional que atua de forma muito concentrada no Vale do Silício. “Não é um banco de primeira linha e que tem uma carteira descasada”, disse sem entrar em mais detalhes. O ministro disse não saber se a situação resultará em alguma crise sistêmica. “Aparentemente, ainda não vi ninguém tratar desse episódio como Lehman Brothers [banco cuja falência resultou na crise financeira de 2008], mas o fato é que é grave o que aconteceu, mas o Fed agiu no final de semana. Vamos agora acompanhar isso e ver se a autoridade monetária no Brasil vai ter que tomar alguma providência em virtude dos efeitos sobre as economias periféricas, mas isso ainda não está claro.”

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Marielle: “Agora temos uma força-tarefa”

Do Blog Sair da Inércia Entrevista com a mãe de Marielle Franco,  Marinete, cujo assassinato completa 5 anos amanhã sem resposta. “Sempre tive confiança de que o crime seria desvendado e os mandantes, apontados. Prefiro acreditar nisso. Como eu, como mãe, poderia viver se não acreditasse?” A pergunta, da advogada Marinete Silva (foto), mãe de Marielle, feita com exclusividade ao blog, continua sem resposta. A esperança se renovou diante do compromisso assumido por Flávio Dino e Lula no início do atual governo: “O ministro conhece o caso, porém, se houvesse algo de concreto já teria se chegado aos mandantes”, especula. “Sinto mais confiança no atual andamento, com os compromissos assumidos por Lula e Dino. Agora temos uma força tarefa para ter êxito e chegar aos resultados finais”, completa ela. Amanhã fazem cinco anos do bárbaro assassinato da vereadora do PSOL e do motorista Anderson Gomes, sem que se saiba as causas e quem mandou matá-la. Continuam presos apenas os peixes miúdos, Ronnie Lessa e Elcio de Queiroz, suspeitos de terem participado do crime. Dois dias após o brutal assassinato, o Jornal do Brasil, onde eu trabalhava como sub-editora de Cidade, publicava em sua página frontal a derradeira mensagem deixada por Marielle, “Últimas palavras”. Ali, ela denunciava os abusos de mais uma iniciativa contra negros e pobres das favelas: a Intervenção Federal solicitada pelo então presidente Michel Temer. A mesma que trouxe protagonismo ao general Braga Netto, o vice do derrotado capitão nas eleições de 2022. Marielle enumerava cinco mortes e quatro feridos já ocorridos em decorrência da intervenção, e se perguntava por que a escolha do Rio de Janeiro, estado que ocupava o décimo lugar nos índices de violência do país no Anuário de Segurança Pública. No mesmo dia do crime, coincidência ou não, Élcio Queiroz foi ao condomínio Vivendas da Barra – onde moravam Ronnie Lessa e Bolsonaro -, tocou na casa do então deputado, que autorizou sua entrada. A versão foi confirmada duas vezes pelo porteiro, que acabou afastado do cargo. O ex-presidente provou que estava em Brasília na data, contudo, o suspeito poderia ter sido liberado pelo filho, Carlos, que morava com o pai. Algo que nunca ficou provado, graças às cortinas de fumaça providenciadas pelo clã. Como se sabe, o atual governo assumiu o compromisso de desvendar o crime. O que não se sabe é se isso será possível tantos anos depois…assim esperamos! A data será lembrada pelo Instituto Marielle Franco com o Festival Justiça para Marielle, das 18h às 23h, na Praça Mauá, com participações de Djonga à Orquestra da Maré do Amanhã, entre outros, e tuitaço a partir das 10h pelos cinco anos sem respostas. Além de outros eventos. Matéria publicada originalmente no link abaixo do no link abaixo do blog Sair da Inércia  https://sairdainercia.blogspot.com/?m=1  

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O golpe da criptomoeda nos jogadores do Palmeiras

Da Redação  A Xland, com sede em Rio Branco, Acre, foi destaque no Fantástico deste domingo por acusação de golpe em esquema de criptomoeda que envolve ex-jogadores do Palmeiras: Gustavo Scarpa, o craque do Brasileirão 2022, hoje no futebol inglês, e Willian Bigode, atualmente no Fluminense. O lateral Mayke, do Palmeiras, também é uma das vítimas e pode ter perdido R$ 5 milhões. Scarpa investiu R$ 6 milhões em criptomoedas, em uma aplicação indicada por Bigode, e agora ele quer saber onde seu dinheiro foi parar. Vídeos, mensagens de texto e gravações em áudio revelam a angústia cada vez maior de Scarpa, à medida que ele vai percebendo que pode ter caído em um golpe. “Estou triste, parça, de verdade. Estou triste porque é meu patrimônio”, diz Gustavo Scarpa em conversa com o atacante Willian Bigode. “Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. Questão que agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no senhor”, responde Bigode. “Bigode, o meu advogado está me orientando a fazer um B.O., mano. criminal. Na polícia mesmo”, diz Scarpa. Gustavo Scarpa cumpriu o que disse: em novembro do ano passado, registrou um boletim de ocorrência com a acusação de estelionato. “Pelo respeito, amizade, consideração e amor que eu tenho por você, queria te dar um toque antes. Infelizmente vou ter que falar da sua empresa”, diz Scarpa em áudio. A empresa é a WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, fundada em 2019, e que tem Willian Bigode como um dos sócios. Scarpa diz que investiu R$ 6,3 milhões na compra de criptomoedas – as moedas digitais – mas que todo o dinheiro dele simplesmente sumiu. “É meu patrimônio quase todo. Eu não posso correr esse risco de perder”, desabafa Scarpa.  Xland no contexto Para entender essa história, primeiro precisamos falar da Xland, uma empresa que tem esta filial em Rio Branco, no Acre. A WJLC, empresa de Bigode, tem uma parceria com a Xland. Em junho de 2020, Willian repassou para Scarpa um arquivo da Xland e escreveu: “Essa apresentação é sobre criptomoedas que conversamos”. Scarpa começou então a fazer investimentos com a Xland. No contrato, a promessa: lucro de “até 5% ao mês”. Há mais de dois anos, o Ministério Público do Acre abriu uma ação civil pública contra a Xland. Além disso, a empresa responde a três processos na Justiça do Acre. A acusação: um calote nos investidores de mais de R$ 2 milhões. Na quinta-feira, em depoimento à polícia, Willian Bigode e a sócia dele, Camila, afirmaram que foram vítimas: que confiavam nas promessas da Xland, fizeram investimentos e também perderam dinheiro. O atleta disse que levou um calote de R$ 17,5 milhões. Volatilidade O mercado de criptomoedas é extremamente volátil e oferece um alto risco para o investidor. No entanto, uma série de empresas oferecem um rendimento fixo com operações nas moedas digitais, mas nem todas são sérias e os golpes são comuns no setor. Mas é possível investir em fundos de renda fixa com corretoras confiáveis.  Os investimentos em criptomoedas são regulamentados pela Lei 14.478/22, que vai entrar em vigor no final do primeiro semestre de 2023. O marco regulatório estabelece regras para as empresas que desejam oferecer o serviço e busca evitar a lavagem de dinheiro com ativos digitais. Para investidores profissionais, com aplicações acima de R$ 1 milhão, a exposição ao bitcoin e outras criptomoedas pode variar entre 40% e 100%.    

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